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VISÃO GERAL SOBRE A COMPLEXA SITUAÇÃO DE BARRA DO PIRAÍ

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VISÃO GERAL SOBRE A COMPLEXA SITUAÇÃO DE BARRA DO PIRAÍ

Faltando pouco mais de duas semanas para as eleições municipais, o barrense provavelmente aprofunda suas análises, cotejando as propostas apresentadas pelos candidatos com a situação atual do município.

Reavivando a memória, de acordo com avaliações elaboradas por responsáveis instituições e com base em levantamentos como ranking de competitividade dos municípios, ranking de eficiência dos municípios, índice Firjan de desenvolvimento municipal, comunica BR, IBGE, índice de progresso social, etc., a economia barrense passa por dificuldades. Como consequência, os desafios para a próxima administração não começam pelo abastecimento de água, pelo transporte urbano, pelo emprego, pelo ensino, pela segurança e pela saúde. O mais importante desafio, a raiz de todos os males está na dependência fiscal.

A dependência fiscal, ao reprimir recursos próprios, priva Barra do Piraí de implementar soluções. Por ela, a arrecadação municipal é suficiente para custear somente 23% de suas despesas, necessitando das “mesadas” estadual e federal para pagar os restantes 77% de seus gastos. Sem recursos próprios, o município passa a depender da boa vontade alheia para investir, para crescer, para gerar emprego e até para, por exemplo, recuperar o sistema de tratamento e distribuição de água.

A camisa de força imposta pela dependência fiscal termina por condenar Barra do Piraí às mais fracas performances da região sul fluminense.

Não é necessário ser economista para perceber que duas são as respostas (não excludentes) exigidas da administração: redução de despesas e aumento da arrecadação.

Redução de despesas passa, obrigatoriamente, pelo controle do tamanho da prefeitura. Barra do Piraí possui entre 3 mil e 3,5 mil servidores públicos municipais. Municípios maiores, mais produtivos e mais eficientes possuem menor número de servidores públicos municipais. Por isso, custos relativos barrenses com executivo e com legislativo são mais elevados do que, por exemplo, em Volta Redonda. Certamente, há propostas e metas para redução de despesas.

Aumento da arrecadação passa, por sua vez, por elevação de impostos e/ou ampliação da base arrecadadora, esta última dependente de investimentos, ambiente de negócios e geração de emprego. Recorrente baixa competitividade vem dificultando Barra do Piraí atrair empresas.  Por outro lado, a alternativa do agronegócio é capaz de ser o ponto de partida para virar o jogo da produção, da geração de emprego e da arrecadação. Certamente, há propostas e metas para aumento da produção e da arrecadação.

A baixa competitividade barrense resulta, em grande parte, da precária logística do município. Ao ser usada pela ferrovia, sem contrapartida de poder usa-la, Barra do Piraí, além de não acessar a rodovia Rio-São Paulo, fica restrita a BR 393 (Rodovia Lúcio Meira), o que limita sua logística. Certamente, há propostas e metas para reavaliar e revitalizar a infraestrutura municipal.

Com limitada capacidade produtiva, Barra do Piraí consegue empregar 22% de sua população, enquanto Volta Redonda emprega 35%. No primeiro semestre de 2024, a geração de emprego em Barra do Piraí classificou o município em 85º lugar, entre os 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, ao passo que a criação de empresas correspondeu a 7% do realizado na região. Certamente, há propostas e metas para criação de empresas e geração de emprego.

Para complicar, a baixa oferta de emprego não é compensada nem pela faixa salarial. O salário médio mensal dos trabalhadores formais de Barra do Piraí não ultrapassa 1,7 salários mínimos, enquanto em Botucatu (SP) o salário médio é de 2,8 salários mínimos. Certamente, há propostas e metas para elevar o salário médio no município.

Incapaz de gerar emprego na velocidade requerida pela população, Barra do Piraí se socorre do assistencialismo, culminando com atualmente 7,5 mil famílias beneficiárias do Bolsa Família, o que além de ultrapassar um quarto da população barrense, também supera o número de ocupados no município.  Adicionalmente, quase 40% da população barrense está cadastrada como de baixa renda no cadastro único do Governo Federal. Variáveis que confirmam o empobrecimento do município e merecem profunda análise das autoridades locais. Certamente, há propostas e metas para continuamente inserir grande parte desse contingente no mercado de trabalho.

Resultante desse conjunto de fatores, o PIB per capita barrense está por volta de R$ 26 mil, enquanto o de Volta Redonda é da ordem de R$ 71 mil. Certamente, há propostas e metas para aumentar o PIB per capita.

Como não poderia deixar de ser, diversas consequências do quadro econômico são desastrosas. O ensino público barrense não vem alcançando as metas do IDEB e vem se caracterizando como um dos mais fracos da região. Certamente, há propostas e metas para o ensino público barrense produzir alunos mais competitivos.

O sistema público de saúde de Barra do Piraí não consegue atender as necessidades da população e muito menos disponibilizar avanços tecnológicos, acumulando dependência de municípios vizinhos. A saúde barrense cobre 45% das residências em atenção básica, enquanto Volta Redonda cobre 95%. Barra do Piraí oferece 1,77 médicos por mil habitantes, ao passo que Volta Redonda oferece 4,91 médicos por mil habitantes e Botucatu (SP) oferece 12,31 médicos por mil habitantes. Certamente, há propostas e metas para tirar a saúde barrense dessa crítica situação.

Reflexo também do desempenho econômico, a falta de oportunidades contribuiu para Barra do Piraí se classificar em 3.080º lugar em qualidade de vida entre os 5.570 municípios brasileiros. Certamente, há propostas para alavancar a qualidade de vida do barrense.

Sem sombra de dúvida, os desafios são gigantescos. No entanto, negligenciar o dano da dependência fiscal, convivendo passivamente com o insano desequilíbrio, contribuirá para a perpetuação da ineficiência e da descompetitividade, características das quais o barrense provavelmente quer distância.

Esse é, em grande parte, o complexo ambiente barrense não percebido pela população, mas responsável pelo desenvolvimento econômico, pela saúde financeira e por desenhar o futuro do município. Ele revela que o lema atual do município poderia ser virar o jogo, porém, enquanto prevalecer o desprezo pela avaliação de desempenho, pela autonomia e pela inteligência, continuarão as dificuldades para entregar soluções.

 

Luiz Bittencourt – Eng. Metalúrgico/UFF; M. of Eng./McGill University/Montreal/Canadá; Pós-graduado em Comércio Exterior/Universidade Mackenzie/SP; Consultor em Relações Institucionais

 

SUGESTÃO DE LEITURA:  BARRA DO PIRAÍ E O FANTASMA DA INEFICIÊNCIA

BARRA DO PIRAÍ E O FANTASMA DA INEFICIÊNCIA

AQUELE QUE TRAI OS PRINCÍPIOS, VIRA AS COSTAS PARA O POVO

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AQUELE QUE TRAI OS PRINCÍPIOS, VIRA AS COSTAS PARA O POVO

A traição na política é vista como um rompimento da confiança, não apenas entre políticos, mas com o próprio povo que eles representam.

Quem trai, é alguém que rompe com os valores e compromissos assumidos, seja em relações pessoais, profissionais ou políticas muitas vezes motivado por ganhos pessoais ou por alianças temporárias que pouco têm a ver com o bem comum.

O traidor enfrenta consequências, seja através da perda de apoio popular, processos legais, ou, em última instância, nas urnas.

A política ama a traição mas abomina o traidor“, já dizia um antigo político brasileiro.

É chegada a hora de elegermos verdadeiros gestores para servirem como uma ponte entre as demandas da sociedade e as ações do governo, sempre com foco na honestidade, na qualidade de vida, no desenvolvimento e na dignidade das pessoas.

 

SUGESTÃO DE LEITURA:   NÃO ROUBAR E NÃO DEIXAR ROUBAR

NÃO ROUBAR E NÃO DEIXAR ROUBAR

 

NA GUERRA POR TALENTOS, VALE APOSTAR NOS PROFISSIONAIS ACIMA DE 50 ANOS

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Vivian Broge, vice-presidente de Relações Humanas e Marketing da Totvs: “Num país que está vivendo uma guerra de talentos, precisamos considerar caminhos para se tornar uma empresa atrativa para a população 50+” (Totvs/Divulgação)

Na guerra por talentos, uma das estratégias da Totvs é apostar nos profissionais acima de 50 anos

A empresa de tecnologia aposta em uma nova ação de diversidade para combater o etarismo dentro e fora da empresa

Até 2040, 6 em cada 10 trabalhadores terão mais de 45 anos no Brasil, afirma Vivian Broge, vice-presidente de Relações Humanas e Marketing da empresa de tecnologia Totvs.

A ideia do grupo é entender os desafios das nossas próprias pessoas acima de 50 anos e com elas pensar em ações que possam conscientizar e até eliminar o etarismo no mercado”, afirma Broge.

Uma das pautas levantadas no grupo foi a menopausa; tema que, segundo a executiva de RH, ainda é muito ignorado no mercado de trabalho. “Começamos a pensar sobre como esse período impacta na qualidade de vida das mulheres e no seu desempenho profissional.”

Essa é só uma das pautas que estão sendo estudadas pelo grupo, assim como o recrutamento e a qualificação dos profissionais 50+, principalmente quando o assunto é tecnologia.

Uma das ideias legais que a companhia adotou do novo grupo é um treinando para que o RH possa atrair talentos mais experientes. Queremos fazer recrutamentos mais inclusivos para essa população, quebrando vieses muitas vezes inconscientes.”

A falta de qualificação na maioria das vezes não é um problema de profissionais brasileiros com mais de 50 anos. Segundo Broge, eles costumam ter um alto nível educacional. A executiva cita números de uma pesquisa realizada pela EY e Maturi Jobs com alguns profissionais 50+ que destaca:

    • 76% possuem formação superior.

    • 36% têm graduação completa.

    • 34% têm pós-graduação ou MBA.

    • 6% possuem mestrado ou doutorado.

As empresas precisam olhar para esse público com atenção, já que eles têm capacidade produtiva e continuam se desenvolvendo, sendo uma peça-chave para o futuro das organizações”, afirma a VP de RH da Totvs.

A aposta em grupos de diversidade

O grupo “Maturidade na Totvs” faz parte de um movimento que a companhia começou em 2021, em que grupos de afinidades foram criados para proporcionar espaços seguros de troca de experiências, como “Elas na Totvs”, voltado para gênero, “Pertencimento na Totvs”, grupo étnico-racial, “Inclusão na Totvs”, para pessoas com deficiência, e o “Cores na Totvs”, para pessoas LGBTQIA+.

A necessidade de apostar em um grupo voltado para profissionais 50+ chegou neste ano após análise do mercado brasileiro, afirma Broge.

Precisamos olhar os dados do Brasil. Até 2070, cerca de 40% da população brasileira será composta por pessoas de 50+. Além disso, 17 milhões de famílias dependem economicamente de pessoas com mais de 60 anos. Ou seja, eles ainda seguem sendo o arrimo de família”, diz a executiva com base em dados do IBGE.

A guerra por talentos 

Enquanto o índice de longevidade do brasileiro cresce, o de natalidade diminui. O gap e todos os dados apresentados confirmam como será o futuro do trabalho, afirma Broge.

Num país que está vivendo uma guerra de talentos, precisamos considerar caminhos para se tornar uma empresa atrativa para a população 50+. Isso impactará a nossa forma em ser produtivo no futuro e por isso precisamos apostar em medidas a partir de agora”, diz.

executiva da Totvs reforça que há muitos casos em que pessoas após 50 anos acabam indo para ocupações que são de consultor autônomo ou até mesmo empreendem, mas não necessariamente esse era o desejo delas.

O desejo de muitos profissionais 50+ muitas vezes é de ter uma posição em uma empresa, e por isso precisamos pensar em como elas podem se recolocar no mercado de trabalho”, diz Broge. “Hoje temos quatro gerações trabalhando em uma empresa, e há muitos valores envolvidos nesta troca”.

O apoio fundamental da liderança

Medidas contra o etarismo não pode ser algo apenas criado pela empresa, diz Broge, mas também um desafio que precisa ser abraçado por todo o time, principalmente pela liderança.

Todos nós, se tivermos o privilégio de envelhecer, iremos um dia fazer parte do grupo 50+, por isso, a pauta do envelhecimento deve ser de interesse de todos”, afirma.

Atualmente, a Totvs tem a sua sede em São Paulo e conta com mais de 10 mil funcionários em todo o Brasil. Desse total, 9% possuem 50 anos ou mais.

 

Fonte de pesquisa: Layane Serrano | Na guerra por talentos, uma das estratégias da Totvs é apostar nos profissionais acima de 50 anos | Exame

Publicado por: Revista Diária | Aluizio Torrecillas

ALUIZIO TORRECILLAS

Aluizio Torrecillas | Especialista SR em Relações: Institucional, Corporativa e  Governamental. Gestor em Marketing, Ombudsman, Gestor de Conflitos, Humanista, Espiritualista. Nas horas vagas, Blogueiro. Colunista no portal Revista Diária – www.revistadiaria.com.br | Redes Sociais: @aluizio.torrecillas

 

SUGESTÃO DE LEITURA:  ADMITE-SE PESSOAS COM + 60

ADMITE-SE PESSOAS COM + 60 ANOS

A POUCA EVOLUÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS

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A Pouca Evolução das Cidades Brasileiras

Diferentemente das cidades europeias, que foram criadas para organizar uma comunidade com preocupação no bem-estar das pessoas, no Brasil as cidades foram desenvolvidas para ocupar território, explorar riquezas e enviar recursos para a coroa. Parte dos primeiros moradores não vieram para ficar, e essa falta de enraizamento teve consequências duradouras.

Ainda no século XXI, temos cidades que mantêm esse formato inicial, criadas para explorar riquezas que têm data para acabar. Quem administra essas cidades muitas vezes não tem preparo ou interesse em planejar o futuro. Além disso, muitas cidades dependem de uma única cadeia produtiva; quando essa cadeia entra em crise, a cidade inteira sofre. Outras cultivam apenas produtos de baixo valor agregado, resultando em uma economia de subsistência.

Nos últimos anos, o design urbano parece ter sido planejado mais para atender aos veículos do que às pessoas. É hora de repensar esse modelo. A aposta em criar cidades inteligentes é, muitas vezes, uma falácia, mais marketing do que realidade. Essas iniciativas não terão sucesso sem uma transformação cultural profunda, e essa transformação deve focar em criar cidades para as pessoas, algo que ainda não acontece.

Estamos em um período de renovação das nossas gestões, e é importante debater com profundidade as questões estruturais: o crescimento do número de pessoas catando lixo, pedindo ajuda nos semáforos, os grandes vazios urbanos, a qualidade da infraestrutura, a poluição dos cursos d’água nas áreas urbanas.

O principal urbanista brasileiro, Jaime Lerner, que também foi governador do Paraná, acreditava que a cidade deve ser um ponto de encontro. No entanto, na maioria das cidades brasileiras, ainda predomina uma cultura que remonta à época do descobrimento, focada na exploração e ocupação desordenada, ao invés de promover o bem-estar e a integração das pessoas.

 

HÉLIO MENDES

Hélio Mendes é autor de “Planejamento Estratégico Reverso” e “Marketing Político Ético”. Ele atua como consultor de empresas e já foi secretário de planejamento e meio ambiente na cidade de Uberlândia/MG. Além disso, é palestrante em cursos de pós-graduação e na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, e membro do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicada, em Brasília.

 

SUGESTÃO DE LEITURA:  A GUERRA DE NARRATIVAS E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A GUERRA DE NARRATIVAS E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

CIENTISTAS ENCONTRAM ELO ENTRE MICROBIOTA INTESTINAL E CONDIÇÕES MÉDICAS

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Micro-organismos do intestino têm funções digestivas, imunológicas, neurológicas e nutricionais - (crédito: Pacific Northwest National Laboratory/Divulgação )

microbiota intestinal e condições médicas

Estudos encontram forte associação entre a regulação da microbiota intestinal e as condições médicas, como distintos tipos de câncer. A chamada “flora” está por trás do equilíbrio do organismo, inclusive, contribuindo para a cicatrização

A microbiota intestinal —  conhecida popularmente como flora — tem se revelado um fator fundamental na saúde e no tratamento de diversas condições médicas, incluindo o câncer. Artigos científicos recentes mostram o papel das bactérias intestinais na luta contra tumores. Estudos também apontam como esses micro-organismos influenciam na eficácia vacinal. Um artigo revisitou a importância da barreira intestinal no tratamento do câncer colorretal (CCR), uma das principais causas de morte relacionada ao câncer mundialmente.

O estudo destacou que, apesar dos avanços na triagem, a incidência de CCR continua alarmantemente alta, e a principal abordagem curativa envolve a ressecção cirúrgica do segmento intestinal afetado. Complicações pós-operatórias frequentemente envolvem uma barreira intestinal enfraquecida, que pode levar à disseminação de lipopolissacarídeos bacterianos pró-inflamatórios, prejudicando a recuperação dos pacientes.

A microbiota intestinal e seus metabólitos desempenham um papel vital na regulação da inflamação basal no intestino e no processo de cicatrização pós-cirúrgica. A manutenção da integridade da barreira intestinal é essencial, e quando esta é comprometida, pode resultar em inflamação sistêmica e intestinal, prejudicando a recuperação e potencialmente contribuindo para a progressão do câncer. A pesquisa sugere que a ativação de receptores como o PPAR por compostos derivados da fermentação bacteriana de fibras alimentares pode fortalecer a barreira intestinal e melhorar os resultados oncológicos.

 

A camada de muco (faixa azul) protege a parede intestinal (rosa) contra bactérias, fungos, entre outros(foto: Rachel Feeney)

A abordagem multidisciplinar, que inclui a consideração da microbiota intestinal na gestão do CCR, é crucial. A interação complexa entre dieta, microbiota e saúde intestinal precisa ser explorada para desenvolver intervenções que melhorem a recuperação pós-operatória e a sobrevivência dos pacientes. Compreender essas interações pode abrir novas avenidas para terapias que promovam tanto a saúde intestinal quanto a qualidade de vida dos pacientes.

Ana Carolina Salles, oncologista da Oncologia D’Or, em Brasília, frisou que a microbiota intestinal está intimamente relacionada à integridade da barreira intestinal. “Quanto mais equilibrada, menos risco de quebra de barreira e translocação bacteriana. A quebra da barreira intestinal aumenta o risco de inflamação e disseminação do câncer e a desregulação do microbioma aumenta as chances de isso ocorrer.”

Alexandre Nishimura, médico coloproctologista, em São Paulo, reitera que a interação entre a microbiota intestinal, inflamação e câncer colorretal é um campo promissor. “Pesquisas contínuas sobre intervenções que modulam a microbiota e reduzem a tensão, podem abrir novas fronteiras no tratamento e na prevenção de complicações. Conscientizar sobre a importância da saúde intestinal ajuda a melhorar hábitos alimentares, o que auxilia a microbiota e diminui inflamações. Isso pode impactar positivamente o tratamento e a recuperação, além de reduzir o risco de complicações cirúrgicas.”

O ensaio analisou a eficácia das imunoterapias atezolizumabe e bevacizumabe em pacientes com mesotelioma recidivado — um tipo raro e agressivo de tumor que afeta o revestimento dos pulmões, do abdômen ou do coração, e está fortemente associado à exposição ao amianto— e encontrou que a presença de bactérias intestinais específicas, como Prevotella e Eubacterium ventriosum, estava associada a uma melhor resposta ao tratamento.

Fennell ressaltou que “o ecossistema de bactérias que vivem no intestino pode ser um fator significativo associado à sensibilidade do corpo à imunoterapia”. A pesquisa sugere que mudanças na dieta, que alterem a composição da microbiota intestinal, podem melhorar a eficácia da imunoterapia, dando uma nova perspectiva para o tratamento.

Suzete Notaroberto, gastroenterologista da Clínica Hepato, no Rio de Janeiro, frisou que a microbiota intestinal tem um papel crucial na eficácia de abordagens contra o câncer, especialmente imunoterapias e quimioterapias. “Estudos demonstram que pacientes com maior diversidade de microbiota tendem a ter respostas melhores a esses tratamentos. Alterações no microbioma podem contribuir para a resistência a terapias oncológicas. Certas bactérias podem degradar medicamentos quimioterápicos, como a gemcitabina, tornando-os menos eficazes. Além disso, pacientes com microbioma saudável podem apresentar menor toxicidade gastrointestinal induzida por quimioterapia.”

 

Suzete Notaroberto, gastroenterologista da Clínica Hepato, no Rio de Janeiro(foto: Arquivo pessoal)

Muitas funções

A microbiota intestinal refere-se ao conjunto de trilhões de microrganismos, incluindo bactérias, vírus, fungos e arqueias — que não têm núcleo celular organizado ou organelas membranosas— que habitam o trato gastrointestinal. Essa comunidade microbiana desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde geral, influenciando processos como digestão, metabolismo, imunidade, e até a saúde mental. As principais funções: digestão e metabolismo; imunidade; proteção da barreira intestinal e regulação do sistema nervoso.

Influência na vacina

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Estadual da Geórgia, nos Estados Unidos, descobriram que certos tipos de bactérias intestinais podem comprometer a eficácia da vacina contra o rotavírus. O estudo publicado na revista Cellular and Molecular Gastroenterology and Hepatology revela que a composição da microbiota intestinal pode influenciar a resposta ao imunizante e, em alguns casos, deixar as crianças vulneráveis ao rotavírus mesmo após a plicação.

O rotavírus é um agente patogênico conhecido por causar diarreia grave, vômito, febre e dor abdominal em bebês e crianças. A infecção pode levar à desidratação severa e exigir hospitalização. Apesar da eficácia comprovada das vacinas, sua ação é reduzida em alguns países, especialmente naqueles mais pobres. O estudo sugere que a variabilidade na resposta vacinal pode estar relacionada à microbiota intestinal.

Os imunizantes contra esse patógeno são fabricados com o uso de vírus vivos atenuados, que precisam infectar o intestino para estimular uma resposta imunológica adequada. Entretanto, a proteção fornecida pela vacina varia entre indivíduos.

No estudo, foram realizados transplantes microbianos de crianças com alta ou baixa resposta à vacina para camundongos. Os resultados mostraram que ratos que receberam microbiota de pacientes altamente responsivos geraram uma resposta imunológica robusta contra o rotavírus, enquanto aqueles que receberam microbiota com baixa responsividade continuaram suscetíveis ao vírus.

A análise dos microbiomas revelou uma associação com a bactéria Clostridium perfringens, conhecida por ocasionalmente causar doenças. A administração oral de C. perfringens em camundongos replicou parcialmente a baixa resposta à vacina observada. Segundo Gewirtz, líder do ensaio, as descobertas “refletem que C. perfringens pode ser um dos vários micróbios que impactam a infecção e, consequentemente, as respostas imunológicas provocadas pelos vírus da vacina contra o rotavírus.”

Segundo Giovanni Monteiro Ribeiro, professor do Centro Universitário Uniceplac em Brasília e especialista em microbiologia e imunologia, a manipulação da função ou composição microbiana por meio de alteração da dieta, ou enxerto de microbiota pode, em breve se tornar uma abordagem viável para controlar a imunidade e as respostas à vacina. “Isso não vale apenas para a microbiota intestinal, mas também para todos os tecidos de barreira. Por exemplo, em locais como a pele ou o pulmão, que são caracterizados por baixa biomassa microbiana, alterações sutis em nutrientes definidos —como açúcares, proteínas e outras moléculas disponíveis para os micro-organismos— podem ter um impacto dramático na composição da microbiota.”

No futuro, vacinas projetadas racionalmente que aproveitem as propriedades adjuvantes da microbiota podem ter um grande impacto na prevenção de doenças“, reforçou Ribeiro.

A camada de muco (faixa azul) protege a parede intestinal (rosa) contra bactérias, fungos, entre outros
A camada de muco (faixa azul) protege a parede intestinal (rosa) contra bactérias, fungos, entre outrosFoto: Rachel Feeney

Republicado por: Revista Diária | Aluizio Torrecillas

ALUIZIO TORRECILLAS

Aluizio Torrecillas | Especialista SR em Relações: Institucional, Corporativa e  Governamental. Gestor em Marketing, Ombudsman, Gestor de Conflitos, Humanista, Espiritualista. Nas horas vagas, Blogueiro. Colunista no portal Revista Diária – www.revistadiaria.com.br | Redes Sociais: @aluizio.torrecillas

 

SUGESTÃO DE LEITURA:  ESTUDO ENCONTRA MALÉCULA CAPAZ DE INDUZIR O CORPO A QUEIMAR GORDURA

ESTUDO ENCONTRA MOLÉCULA CAPAZ DE INDUZIR O CORPO A QUEIMAR GORDURA

AS PERIPÉCIAS DE UM CANDIDATO CONDENADO

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Imagem Pixabay
Imagem Pixabay

AS PERIPÉCIAS DE UM CANDIDATO CONDENADO

Você sabia que candidato que for considerado inelegível depois das eleições, as eleições podem ser anuladas?

A situação de candidato a cargo eletivo que está sendo investigado pela justiça, pode gerar confusão e incertezas em relação à sua elegibilidade e aos votos que poderá receber  em uma campanha política.

Em sendo condenado, torna-se inelegível para se candidatar a cargos eletivos, conforme a Lei da Ficha Limpa no Brasil. O fato de a campanha estar “sub judice” significa que existem questionamentos legais sobre a candidatura que estão para ser julgados. Isso pode influenciar tanto a legitimidade do candidato quanto a percepção do eleitor.

Se candidato condenado e inelegível receber votos, mesmo com seu nome constando nas urnas eleitorais, tais votos não são computados. Contudo, se a eleição já ocorrer e, posteriormente, a pessoa for considerada inelegível, isso poderá levar a uma anulação da eleição, dependendo do contexto legal e das decisões judiciais.

Eleitores devem se manter informados sobre o status legal do candidato e as decisões judiciais que podem impactar a eleição e os votos.

 

SUGESTÃO DE LEITURA:  A ELEIÇÃO, O LOBO E PRESIDENTE PRUDENTE

A ELEIÇÃO, O LOBO E PRESIDENTE PRUDENTE

 

ESTUDO ENCONTRA MOLÉCULA CAPAZ DE INDUZIR O CORPO A QUEIMAR GORDURA

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Estudo encontra molécula capaz de induzir o corpo a queimar gordura

Pesquisa descobriu um neuropeptídio, molécula que transmite informações entre neurônios, que desempenha função na queima de gordura.

 

Há tempos a ciência busca maneiras para ajudar o organismo a queimar gordura estocada. Uma investigação publicada em 28/8 na revista científica Nature encontrou uma molécula que pode ser um facilitador para a perda de peso.

Um grupo de pesquisadores de diversas universidades, incluindo a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descobriu um neuropeptídeo Y (NPY) que age no sistema nervoso induzindo o gasto de energia. Na prática, ele é capaz de ativar os estoques de gordura dos tipos marrom e bege, facilitando o emagrecimento.

Nem todo o tecido adiposo do organismo é gordura ruim. Além da gordura branca, que é um estoque de calorias, o corpo também mantém reservas de gordura marrom ou bege, que têm a função de manter a temperatura do corpo. O tecido termogênico queima mais facilmente por ser o primeiro a ser acionado pelo sistema nervoso em momentos que precisamos de energia extra.

NPY é gatilho para a queima de gordura

A nova pesquisa demonstra que os estoques de gordura são organizados pelo sistema nervoso através do NPY. Este neurotransmissor já era conhecido por sua atuação dentro do cérebro, mas as imagens obtidas em tomografias computadorizadas revelaram que ele atua também no sistema nervoso periférico, que está espalhado pelo corpo e que se comunica com o hipotálamo.

O NPY funciona de forma completamente oposta no centro ou na periferia do sistema nervoso: quando está no cérebro, ele induz a fome, nos levando a fazer estoques de gordura. Quando sai do centro do sistema nervoso, ele realiza uma ação contrária, acelerando o metabolismo e o gasto energético, induzindo a queima da gordura marrom.

 

Reprodução/Morten Mosin/University of Southern DenmarkGráfico mostra depósitos de gordura marrom nas costas de criança e de adultoGráfico mostra depósitos de gordura marrom nas costas de criança e de adulto

A pesquisa também revelou que quanto mais gordura branca se possui acumulada, mais difícil é acionar esse sistema de queima de gordura marrom devido a um ciclo vicioso que torna a queima de gordura menos eficaz no organismo.

As células murais são alimentadas por artérias das mais finas que temos no corpo, as de calibre cinco, por isso são as que mais facilmente se entopem e deixam de funcionar. Com isso, os neurônios perdem sua capacidade de enviar as sinapses que levam à queima de tecido adiposo em um ciclo que se retroalimenta: quanto menos queima, mais facilmente o corpo vai acumulando mais gordura e se tornando obeso”, resume a professora.

Para testar isso, a pesquisa criou um grupo de camundongos modificados que não tinham neuropeptídeos Y no hipotálamo. Eles observaram que essa mudança reduziu a capacidade termogênica dos animais, diminuindo o gasto energético antes do início da obesidade.

Os pesquisadores acreditam que a descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias medicamentosas contra a obesidade. “Queremos encontrar formas de evitar a neurodegeneração que impede o envio das mensagens de queima de gordura. Assim, poderíamos pensar em terapias que aumentem o gasto energético e que nos permitam manter mais tempo a gordura marrom ativa”, aponta a professora.

Fonte de pesquisaBruno Bucis | Estudo encontra molécula capaz de induzir o corpo a queimar gordura | Metrópoles (metropoles.com)

Reprodução: Revista Diária

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SUGESTÃO DE LEITURA:  CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA DO BRASIL: INOVAÇÃO E CUIDADO AO ALCANCE DE TODOS

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QUER EMAGRECER?

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Médico explica que apostar em mudanças simples pode ajudar a perder os quilinhos a mais num instante. © Shutterstock

QUER EMAGRECER?

Quer emagrecer? Pode (e deve) começar a fazer algumas mudanças na alimentação. Por exemplo, Michael Mosley, médico e especialista em dietas, citado pelo Mirror, aconselha que evite certos alimentos que não ajudam a cumprir este objetivo. Quais?

De acordo com o médico, ao café da manhã deve evitar completamente o açúcar, ou seja, alimentos como cereais açucarados e bolos. É importante controlar o consumo deste tipo de alimentos porque causam “um pico de açúcar e, pouco depois, deixam-nos com fome“. Tente apostar em coisas mais saciantes pela manhã como ovos ou papas de aveia.

Recomenda ainda que evite os carboidratos ricos em amido, cuja lista inclui alimentos como o pão, a massa, as batatas e o arroz branco. Como alternativa, menciona os cereais integrais como o bulgur, o centeio integral, a cevada integral, o arroz selvagem e o trigo-sarraceno.

Fonte de pesquisa:  Quer emagrecer? Médico recomenda que evite ao máximo estes dois alimentos (msn.com)

Publicado por: Revista Diária | Aluizio Torrecillas

ALUIZIO TORRECILLAS

Aluizio Torrecillas | Especialista SR em Relações: Institucional, Corporativa e  Governamental. Gestor em Marketing, Ombudsman, Gestor de Conflitos, Humanista, Espiritualista. Colunista no portal Revista Diária – www.revistadiaria.com.br | Redes Sociais: @aluizio.torrecillas

 

SUGESTÃO DE LEITURA:  A SAÚDE COMEÇA NO INTESTINO

A SAÚDE COMEÇA NO INTESTINO

E ENTÃO, O QUE QUEREMOS?

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E então, o que queremos?

O que será que faz as pessoas votarem em candidatos condenados pela justiça? A honestidade deixou de ser bem maior? Ela navega nesse mar de iniquidade como se fosse um navio fantasma.

Candidatos corruptos sorriem com seus dentes de chumbo.

Temos que atravessar esse mar de lama usando a quilha de um navio que vai quebrando os gelos da desonestidade.

Nesses últimos 20 anos nada de novo surgiu para transformar nossa amada Presidente Prudente que nesse dia 14 de setembro de 2024 completa 107 anos de história. O que queremos?

O Rouba mas Faz continua nadando de braçadas nas consciências amorfas e hipócritas. A consciência desse ato de votar ou dessa horrorosa opção é uma grande ameaça. Que herança moral vamos deixar para as futuras gerações.

O Rouba mas faz traz consequências graves deixando um rastro de injustiças econômicas e socias. Usam o patrimônio público para se beneficiar e temos que aplaudir?

O corrupto obtém diversas vantagens econômicas, geralmente envolvendo-se em desvios de recursos públicos, prejudicando inúmeros setores e comprometendo o crescimento sustentável da economia. E novamente temos que aplaudir esse comportamento criminoso?

Nossas leis são fracas permitindo que esses lesa pátrias continuem vendendo falsas ilusões concorrendo a cargos públicos. Temos que adotar um compromisso coletivo com a integridade, transparência e prestação de contas. Assim será viável edificar uma sociedade brasileira mais equitativa, próspera e resistente.

De acordo com a FGV, a redução de apenas 10% no nível de corrupção no país poderia aumentar em 50% a renda per capita dos brasileiros dentro de 25 anos, demonstrando o impacto positivo que a redução da corrupção poderia ter na qualidade de vida da população.

O mar da história é agitado. Temos que vencer essa prática hedionda escolhendo candidatos com comprometimento ético e moral.

 

Pérsio Melem Isaac | Empresário, Cronista do Jornal O Imparcial, ex-diretor do DEPAR/FIESP, ex-Presidente do Tênis Clube, ex-Presidente do Esporte Clube Corinthians Prudentino, ex-presidente do Conselho Consultivo do SESI/SENAI e Músico (baterista).

 

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MEDICAMENTOS MUITO USADO PARA DORMIR PODEM AUMENTAR RISCO DE DEMÊNCIA

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Risco de demência aumenta com uso de certos medicamentos, diz pesquisa© Fornecido por Catraca Livre

Medicamentos muito usados para dormir podem aumentar risco de demência em 79%

O uso contínuo de medicamentos para dormir, como zolpidem, clonazepam e diazepam, pode aumentar o risco de demência em até 79%, segundo estudo da Universidade da Califórnia-São Francisco. A pesquisa, publicada no Journal of Alzheimer’s Disease, aponta que esse risco é particularmente mais elevado entre indivíduos brancos. A quantidade e o tipo de medicação utilizada também são fatores importantes no desenvolvimento da doença.

A pesquisa intitulada “Saúde, Envelhecimento e Composição Corporal” acompanhou três mil idosos ao longo de nove anos, todos sem demência no início do estudo. Cerca de 20% dos participantes desenvolveram a doença durante esse período, e os autores observaram que o risco era maior entre aqueles que utilizavam medicamentos para dormir com frequência, especialmente entre os brancos.

Medicamentos e seus riscos associados

Os especialistas destacam que remédios para dormir como zolpidem, clonazepam e diazepam podem ter efeitos sedativos que aumentam o risco de demência. Esses medicamentos, geralmente prescritos para tratar insônia, ansiedade ou espasmos musculares, atuam no sistema nervoso central e podem causar efeitos colaterais graves, como sonolência, tonturas e dificuldades motoras. O estudo também sugere que a terapia cognitivo-comportamental seja uma opção mais segura para tratar a insônia, evitando o uso prolongado de medicamentos.

Além disso, o zolpidem, um dos medicamentos mais utilizados para insônia, é recomendado para uso em curto prazo, justamente para evitar dependência e tolerância, fatores que podem agravar os riscos à saúde cognitiva.

Alternativas seguras e novas evidências

Embora a melatonina tenha sido citada como uma possível alternativa menos arriscada, os pesquisadores afirmam que mais estudos são necessários para entender seus efeitos a longo prazo. O autor principal do estudo, Yue Leng, ressalta que pacientes com distúrbios do sono devem considerar tratamentos não farmacológicos, como a terapia comportamental, antes de optar por medicamentos.

Estudos anteriores já haviam indicado uma associação entre o uso de medicamentos como o zolpidem e o risco de demência, principalmente em idosos com doenças subjacentes como hipertensão e diabetes.

Fonte de pesquisa: de Thatyana Costa | Medicamentos muito usados para dormir podem aumentar risco de demência em 79% (msn.com)

Publicado por: Revista Diária | Aluizio Torrecillas

ALUIZIO TORRECILLAS

Aluizio Torrecillas | Especialista SR em Relações: Institucional, Corporativa e  Governamental. Gestor em Marketing, Ombudsman, Gestor de Conflitos, Humanista, Espiritualista. Colunista no portal Revista Diária – www.revistadiaria.com.br | Redes Sociais: @aluizio.torrecillas

 

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