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A BOA GESTÃO DEPENDE DA HISTÓRIA, DA FILOSOFIA E DOS VALORES

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A trajetória do povo judeu, perseguido ao longo dos séculos e, ainda assim, reiteradamente vencedor, constitui um dos exemplos mais consistentes de resiliência, coragem e profunda religiosidade da história. Sua cultura, que integra de forma orgânica família, negócios e patriotismo, oferece lições valiosas que ultrapassam o campo religioso e merecem ser estudadas sob a ótica da gestão e da liderança.

Ao contrário de interpretações superficiais, o judaísmo não se limita à espiritualidade abstrata. Ele combina fé e ação concreta, passado e futuro, ética e prosperidade. A história ocupa um papel central: é vista como guardiã do presente e do amanhã. Ignorá-la equivale a ser uma árvore sem raízes, vulnerável a qualquer intempérie. Da mesma forma, uma organização sem memória histórica perde identidade, coerência e sentido de continuidade  torna-se, em essência, uma empresa sem vida.

No campo dos negócios, um ensinamento recorrente entre rabinos descreve a estrutura das relações econômicas em três círculos fundamentais. O primeiro é o Eu, pois todo empreendimento nasce de uma pessoa, de sua responsabilidade e de seus valores. O segundo é o Outro, aquele cuja necessidade deve ser atendida de forma justa e ética. O terceiro é o Nós, a comunidade que se beneficia quando os dois primeiros círculos estão em equilíbrio. Essa lógica sustenta uma visão segundo a qual o crescimento coletivo precede o lucro, que surge como consequência natural, e não como único objetivo.

Valores familiares e memória histórica moldam práticas empresariais éticas sob o manto da religiosidade. Um negócio justo transforma a empresa em um espaço sagrado; um contrato sem ética equivale a um casamento sem amor. Não por acaso, um antigo provérbio resume essa filosofia de forma simbólica: quando dois judeus se encontram, um terceiro prospera a comunidade.

Em tempos de decisões rápidas e ambientes instáveis, essa visão reforça uma verdade essencial: boa gestão não nasce apenas de técnicas ou ferramentas, mas de uma base sólida de valores, história e filosofia. Organizações que compreendem isso constroem não apenas resultados financeiros, mas legados duradouros.

Hélio Mendes | Palestrante, consultor empresarial e político. Autor de Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

 

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SUGESTÃO DE LEITURA: A RECUPERAÇÃO DA MEDICINA BRASILEIRA |     https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/e-a-recuperacao-da-medicina-brasileira/

JUVENTUDE OCUPA ESPAÇO NA CONSTRUÇÃO DA IGUALDADE RACIAL NO DF

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A juventude do Distrito Federal marcou presença em um momento importante para a promoção da igualdade racial. No dia 27 de janeiro, aconteceu a posse dos novos membros do Conselho Distrital de Promoção da Igualdade Racial (CODIPIR) para o biênio 2025/2027, no Salão Nobre do Palácio do Buriti.

Mais do que uma cerimônia formal, o encontro reforçou o compromisso do DF com o enfrentamento ao racismo, a valorização da diversidade e a construção de políticas públicas mais justas e inclusivas, com a juventude como parte ativa desse processo.

Formado por representantes do poder público e da sociedade civil, o CODIPIR é um espaço de diálogo, escuta e ação. É ali que ideias viram propostas, demandas ganham força e políticas públicas são pensadas a partir da realidade de quem vive o dia a dia das desigualdades sociais e raciais.

Neste novo ciclo, a Secretaria da Juventude do Distrito Federal (SEJUVE-DF), comandada por André Kubitschek, passa a integrar oficialmente o conselho, reforçando que a pauta racial e a pauta juvenil caminham juntas. A pasta será representada por Paula Aparecida Freitas, chefe de gabinete, eKennya Anitta Cerqueira Costa, assessora.

Equipe da Secretaria da Juventude do DF que compareceu ao evento

A presença da SEJUV no CODIPIR reforça uma mensagem clara:não há como construir igualdade racial sem ouvir, incluir e envolver os jovens. A juventude não é apenas o futuro; é o presente que transforma, propõe e constrói soluções.

Com sua experiência em programas e iniciativas voltadas à inclusão, à cidadania e à ampliação de oportunidades, a Secretaria da Juventude contribui para fortalecer ações integradas e políticas públicas mais conectadas com a realidade dos jovens do DF.

Sobre o CODIPIR

Conselho Distrital de Promoção da Igualdade Racial (CODIPIR) é um órgão colegiado consultivo, deliberativo e de controle social, vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do DF. Atua na formulação, acompanhamento e fiscalização de políticas públicas voltadas ao combate ao racismo e à promoção da igualdade racial, valorizando comunidades negras, indígenas e ciganas.

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SUGESTÃO DE LEITURA: JANEIRO BRANCO. QUANDO A BUSCA POR METAS PODE CUSTAR A SAÚDE MENTAL | |https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/janeiro-branco-quando-a-busca-por-metas-pode-custar-a-saude-mental/

ADMINISTRAÇÃO DE CEILÂNDIA REALIZA GRANDE MUTIRÃO DE LIMPEZA EM PARCERIA COM O SLU

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A Administração Regional de Ceilândia, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), realiza um grande mutirão de limpeza nos dias 29, 30 e 31 de janeiro.

A ação tem como objetivo intensificar os trabalhos de retirada de lixo, entulho e materiais inservíveis das ruas, lotes e áreas públicas da cidade. A força-tarefa faz parte das medidas preventivas adotadas neste período das chuvas, contribuindo para o combate aos focos do mosquito da dengue e para evitar o entupimento de bueiros.

Durante os três dias de operação, equipes do SLU e da Administração atuarão com maquinário pesado em diversos pontos da cidade. O mutirão reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com o bem-estar da população e a conservação dos espaços públicos.

A Administração lembra ainda que o descarte irregular de resíduos é crime ambiental, sujeito a multas que variam entre R$ 2,9 mil e R$ 29 mil.

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JANEIRO BRANCO: QUANDO A BUSCA POR METAS PODE CUSTAR A SAÚDE MENTAL

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Por Eva Costa

O mês de janeiro sempre foi símbolo de recomeços: definições de metas, elaboração de projetos, mudança de rota profissional e pessoal. Socialmente, ele carrega uma narrativa de renovação e otimismo. Porém, essa mesma energia de “recomeçar já” pode gerar sobrecarga mental significativa, caracterizada por ansiedade, autocrítica exacerbada e sensação de insuficiência, um fenômeno que passou a ser identificado com mais clareza nas últimas décadas.

Nesse contexto, o Janeiro Branco assume papel estratégico: não apenas como mais uma campanha de conscientização, mas como um convite à reflexão sobre a saúde mental e sua relação com a vida cotidiana, especialmente em períodos de transição e pressão por desempenho.

Um Retrato Alarmante da Saúde Mental no Brasil

Dados epidemiológicos brasileiros recentes deixam claro que a saúde mental é um tema central para políticas públicas e práticas de cuidado:

    • Transtornos depressivos e de ansiedade estão entre os principais motivos de afastamentos do trabalho no Brasil, com mais de 440 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, mais do que o dobro do observado em 2014 um aumento de mais de 100% em uma década. Os principais diagnósticos são ansiedade e episódios depressivos.
    • A prevalência de diagnóstico de depressão entre adultos brasileiros foi estimada em cerca de 10,2% em 2019, de acordo com dados nacionais representativos, indicando que mais de 2 milhões de adultos no país já receberam diagnóstico médico de depressão ao longo da vida.
    • Estudos epidemiológicos mais amplos mostram que mais de 26% dos brasileiros relatam diagnóstico de transtorno de ansiedade, com maior proporção entre jovens de 18 a 24 anos (31,6%) e prevalências mais altas entre mulheres e na região Centro-Oeste.
    • A atenção da população à saúde mental também é alta: em pesquisa global, 75% dos brasileiros indicaram preocupação com sua saúde mental, números superiores à média global, refletindo maior sensibilidade ao tema, embora ainda existam lacunas em cuidado e tratamento.

Esses dados não apenas revelam uma alta prevalência de sofrimento psíquico na população, mas também a necessidade de abordagens estruturadas que vão além de mensagens simplistas de “positividade”.

A Sobrecarga Invisível de Metas e Pressões Culturais

Janeiro intensifica tendências culturais arraigadas: produtividade sem pausa, comparação social e autocrítica aguda. Psicólogos como Aaron Beck já destacaram que padrões de pensamento rígidos e expectativas irreais estão associados a maior risco de sofrimento emocional. A abordagem cognitivo-comportamental tem mostrado que a forma como interpretamos eventos especialmente aqueles avaliados como “desempenho pessoal” influencia diretamente emoções e comportamentos.

Em paralelo, Christina Maslach, referência no estudo de esgotamento emocional (burnout), observam que pressões contínuas por desempenho, sem recuperação adequada, são fatores centrais em estados de desgaste psicológico profundo, o que se torna particularmente relevante em períodos de planejamento intenso como o início do ano.

Higiene Mental como Prática Estratégica não Apenas Campanha

Diferentemente da noção de “pensar positivo”, higiene mental é um conjunto de práticas de cuidado contínuo, que reconhece limites, regula padrões cognitivos e promove autorregulação emocional. Entre as estratégias com respaldo tanto clínico quanto em saúde pública destacam-se:

  • Autoconsciência e monitoramento de sinais de estresse e esgotamento, permitindo ajustes antes que sintomas se agravem.
  • Estabelecimento de limites saudáveis, incluindo delimitação de horários de trabalho e uso consciente de tecnologias.
  • Planejamento realista de metas, com foco em etapas alcançáveis e revisão contínua de prioridades.
  • Hábitos reguladores de saúde física e psicológica, como sono adequado, atividade física e tempo de descanso.
  • Fortalecimento de vínculos sociais, que têm efeito protetor comprovado sobre o bem-estar emocional.

Além disso, a busca por ajuda profissional seja por meio de psicoterapia, orientação psicológica ou psiquiátrica deve ser encarada não como fraqueza, mas como uma estratégia de cuidado baseada em evidências.

Cuidar da Mente Sustenta Qualquer Projeto

Não existe projeto sustentável sem uma mente em equilíbrio. Ignacio Martín-Baró psicólogo social que estudou os efeitos do sofrimento psicológico em contextos de violência e pressão social ressaltava que o sofrimento não pode ser visto apenas como uma falha individual, mas como resultado de interações complexas entre o indivíduo e seu ambiente social.

Neste Janeiro Branco, a reflexão não deve se limitar a “pensar positivo” ou a estabelecer metas, mas a forma como cuidamos de nosso mundo interno enquanto navegamos por mudanças, pressões e expectativas.

Cuidar da saúde mental é um investimento estratégico em qualidade de vida, produtividade sustentável e bem-estar coletivo. Ignorar essa dimensão especialmente em um país onde milhões convivem com ansiedade e depressão é subestimar o papel fundamental da mente como base de qualquer realização humana.

Referências

  • Ministério da Previdência Social: mais de 440 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, com ansiedade e depressão entre os principais motivos.
  • Pesquisa nacional (PNS 2019): 10,2% de prevalência de diagnóstico de depressão em adultos no Brasil.
  • Covitel 2023: 26,8% dos brasileiros relatam diagnóstico de transtorno de ansiedade.
  • Pesquisa World Mental Health Day: 75% dos brasileiros relatam preocupação com saúde mental.
Eva Costa

Eva Costa. Enfermeira Intervencionista I Intensivista I Transição do Cuidado I Mentora de Carreira e Cuidados | Instagram:  http://@enfevacosta  LinkedIn: Eva Cosa

SUGESTÃO DE LEITURA: E A RECUPERAÇÃO DA MEDICINA BRASILEIRA?    https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/e-a-recuperacao-da-medicina-brasileira/

 

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E A RECUPERAÇÃO DA MEDICINA BRASILEIRA?

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O brasileiro vive hoje sob um dos mais perversos paradoxos da vida pública: paga muito, paga sempre e recebe pouco, quando recebe.

A carga tributária é esmagadora, complexa, cumulativa e, em muitos casos, irracional. Tributa-se a renda do trabalho, tributa-se o consumo dessa renda, tributa-se a aquisição de bens duráveis (imóveis, veículos, etc.) e tributa-se indefinidamente a posse desses mesmos bens (IPTU, IPVA, etc.). O mesmo recurso é onerado sucessivas vezes, sem que haja correspondência em serviços públicos minimamente compatíveis com o esforço exigido do contribuinte.

Esse modelo fiscal sufoca o cidadão produtivo e destrói o próprio sentido de cidadania. Imposto, em qualquer sociedade civilizada, é pacto: o indivíduo transfere parte de sua riqueza ao Estado em troca de segurança, saúde, educação, infraestrutura e justiça. No Brasil, esse pacto inexiste. Basta ver os padrões de ensino público, de saúde pública e de segurança pública. O que se observa é um sistema que arrecada como país desenvolvido, mas entrega como nação em colapso institucional.

Quando o cidadão precisa acessar os serviços financiados por essa engrenagem arrecadatória, encontra, quase sempre, o que há de pior em gestão, planejamento e qualificação profissional. O caso recente da formação médica é grave e alarmante. Avaliações recentes revelaram que 13 mil formandos não demonstram proficiência mínima para exercer a medicina e que 60% dos estudantes de 99 cursos não alcançaram o nível mínimo de conhecimento, reflexo direto da irresponsável proliferação de cursos, da captura ideológica de processos seletivos e da ausência de rigor acadêmico. Estamos diante de uma tragédia anunciada: médicos mal formados não produzem apenas diagnósticos errados. Produzem sequelas, sofrimento e óbitos.

A preocupação se agrava quando se percebe que há no Brasil o dobro de escolas de medicina do que nos EUA, país com população 60% maior, sem o número de vagas de residência médica compatível com a formação anual de 45 mil médicos.

Se o Conselho Federal de Medicina não assumir com firmeza a responsabilidade de barrar o exercício profissional de quem não reúne condições técnicas mínimas, o país não conseguirá conter o avanço da insegurança sanitária, que já é estrutural. Mais grave ainda é o uso político da formação médica, como no caso da reserva de 80 vagas por uma Universidade Federal para membros do MST, em processo seletivo limitado a uma redação e a análise de curriculum escolar. A ausência de rigorosos critérios técnicos compromete não apenas a qualidade da educação, mas também a credibilidade acadêmica e o próprio direito à vida do futuro paciente. Não se trata de inclusão social, trata-se de temeridade institucional.

A degradação extrapola a saúde pública e contamina também o sistema privado, onde a excelência torna-se privilégio restrito a poucos nichos de alta renda, enquanto a maioria enfrenta planos sucateados, burocracia abusiva e serviços precários. O resultado é perverso: o cidadão paga duas vezes, via impostos e via serviços privados, e ainda assim permanece desassistido.

Esse cenário não é fruto do acaso. Ele decorre de uma tóxica combinação entre corrupção sistêmica, aparelhamento ideológico, incompetência gerencial e desprezo pelo mérito. O Brasil não sofre de falta de recursos; sofre de ausência de responsabilidade, de rigor e de compromisso com o interesse público.

O que o país está fazendo com o cidadão, é, sem exagero, hediondo. Trata-se de uma violência silenciosa, cotidiana, institucionalizada. Uma violência que não se expressa apenas na fila do hospital, mas no diagnóstico errado, no tratamento tardio, na morte evitável. É a falência do Estado em sua função mais elementar: proteger a vida.

Sem uma profunda reforma tributária, educacional e, essencialmente, institucional e moral, que resgate o mérito, a técnica, a ética e a responsabilidade, o Brasil continuará refém desse ciclo de arrecadar muito, gastar mal, entregar pouco e destruir confiança.

 

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SECRETÁRIO DA JUVENTUDE MOBILIZA MEMORIAL JK PARA SOCORRO A VÍTIMAS APÓS QUEDA DE RAIO

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Incidente ocorreu durante a marcha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-DF), que seguia para a Praça do Cruzeiro.

Após a queda de um raio que atingiu dezenas de pessoas durante uma manifestação realizada neste domingo (25), em Brasília, o secretário da Juventude do Distrito Federal, André Kubitschek, articulou uma ação emergencial no Memorial JK para garantir atendimento imediato às vítimas. O incidente ocorreu durante a marcha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que seguia em direção à Praça do Cruzeiro e deixou ao menos 89 pessoas feridas, sendo 47 pessoas transportadas para unidades de saúde da e 11 vítimas precisando de maiores cuidados médicos.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), ao menos oito manifestantes receberam atendimento inicial na garagem do Memorial JK. O espaço que foi rapidamente disponibilizado para acolher os feridos até a chegada das equipes de resgate.

André Kubitschek acompanhava a mobilização quando foi informado sobre o acidente. Diante da gravidade da situação, o secretário entrou em contato com a direção do Memorial JK e solicitou a abertura imediata do local para dar apoio às vítimas. A iniciativa permitiu que os feridos fossem retirados da área externa, protegidos da chuva e acomodados em um ambiente seguro para os primeiros socorros.

 

Com histórico de atuação no Memorial JK, onde exerceu por vários anos a função de vice-presidente da entidade, Kubitschek conseguiu acionar rapidamente os funcionários do espaço, que colaboraram na organização do atendimento emergencial. A ação foi considerada decisiva para agilizar o suporte inicial às vítimas, até a atuação plena das equipes do Corpo de Bombeiros. Até o fechamento desta reportagem, não havia registro de óbitos.

A atuação de André Kubitschek no episódio foi marcada por uma resposta rápida e de caráter humanitário, concentrada no acolhimento e no cuidado com as pessoas atingidas. O caso reforça o alerta para os riscos de eventos ao ar livre em períodos de instabilidade climática e a importância de ações imediatas para preservar vidas em situações de emergência.

Kassab lamenta queda de raio perto do Memorial

O episódio também repercutiu nacionalmente. Em publicação em seu perfil pessoal no X, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, manifestou solidariedade às vítimas do acidente.

 

Secretário da Juventude mobiliza Memorial JK para socorro a vítimas após queda de raio

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BARRA DO PIRAÍ: PASSADO OU FUTURO

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Barra do Piraí já foi sinônimo de influência econômica na região Sul Fluminense. Sua logística ferroviária, a força da cafeicultura e um comércio pujante fizeram do município referência regional e orgulho coletivo. Esse passado, hoje celebrado com respeito e nostalgia, tornou-se parte da identidade local, memória viva de um tempo em que Barra do Piraí produzia e prosperava.

A escolha do município para a próxima realização da Expo Turismo Vale do Café insere-se nesse contexto. Embora não haja significativa produção cafeeira desde a década de 1930 (quase um século) e embora o evento carregue claros contornos eleitorais, é inegável que ele movimenta a economia, aquece o comércio e fortalece o sentimento de pertencimento. Reverenciar a história é saudável, mas quando essa reverência não transforma memória em motor de desenvolvimento, revela-se somente uma saudade organizada.

Todavia, é possível fazer uma analogia entre tecnologias para o desenvolvimento de ontem e de hoje: o café e a Inteligência Artificial. Assim como o café foi a tecnologia econômica que estruturou riqueza, emprego e protagonismo regional no século XIX, até o início do século XX, a Inteligência Artificial é a tecnologia estruturante do século XXI, capaz de redefinir produtividade, competitividade e qualidade da gestão pública. O ativo estratégico se deslocaria da terra fértil para a capacidade de tomar decisões inteligentes, rápidas e baseadas em evidências.

Portanto Barra do Piraí, como tantos outros municípios, dispõe hoje da Inteligência Artificial, ferramenta que pode redefinir sua trajetória. Trata-se, como sabemos, de uma tecnologia disruptiva, capaz de revolucionar a gestão pública ao ampliar eficiência, fazer mais com menos, reduzir custos, automatizar rotinas, combater fraudes, qualificar decisões, melhorar mobilidade urbana, otimizar a saúde, racionalizar recursos e enxugar estruturas burocráticas. A Inteligência Artificial é, objetivamente, um instrumento de desenvolvimento.

Há, contudo, difíceis barreiras para sua implementação, menos por condições técnicas e mais por entendimentos culturais. A resistência de gestores, a dificuldade de capacitação de servidores e a persistência de analógicos modelos mentais impedem que a tecnologia seja incorporada como política pública estruturante. Não enfrentar esses impedimentos, porém, é aceitar que o futuro continue sendo administrado com ferramentas do passado.

A história já demonstrou que Barra do Piraí sabe lidar com ciclos de prosperidade. No entanto, parece faltar a compreensão de que tradição não é antônimo de inovação, até porque conhecer o passado fornece condições para investir no futuro.

Assim, não ousar, não utilizar Inteligência Artificial na gestão pública, hoje, não é neutralidade, é escolha. E escolha que prioriza o acaso em vez da estratégia, a nostalgia em vez do desenvolvimento.

Celebrar o passado certamente não constrói o futuro, mas também não é obstáculo para a construção de um novo ciclo de crescimento, agora guiado não pelos trilhos do café, mas pelos caminhos da tecnologia e da inteligência pública.

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HOTEL IMPLODE, EMOÇÃO EXPLODE. AMANHÃ SERÁ O DIA.

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Há prédios que não caem sozinhos. Quando desmoronam, levam junto lembranças, encontros, histórias que não cabem no concreto.

Neste domingo, 25, Brasília assiste à implosão do Torre Palace. E, com ele, implode também um pedaço da memória afetiva de quem viveu seus melhores anos entre aquelas paredes.

Inaugurado em 1973, o Torre Palace nasceu imponente. Quatorze andares, cento e quarenta apartamentos e a promessa de luxo em uma capital que ainda aprendia a ser cidade. No último andar, a lendária Boate Nepenta iluminava as noites brasilienses. Ali, a juventude se encontrava. Não havia pressa, não havia telas. Havia música, conversa, dança e aquele sentimento raro de pertencimento.

Frequentar a Nepenta era mais do que sair à noite. Era fazer parte. Era cruzar olhares, criar histórias, ouvir bons DJs e viver um tempo em que se respeitava o outro; e o tempo. A caipirinha, o Campari, a Cuba Libre… o riso fácil. Uma juventude que existia inteira, sem notificações, sem filtros.

No térreo, os aromas da comida libanesa anunciavam encontros mais longos. A mesa reunia gente, histórias e afetos.

O Torre Palace Hotel pulsava vida.

Depois, como acontece com tantas coisas boas, veio o silêncio. O luxo deu lugar ao abandono. O prédio ficou ali, parado no tempo, lembrando diariamente que até os ícones podem ser esquecidos. Invasões, moradores de rua, destruição. O concreto resistiu mais do que a memória oficial, mas nunca venceu a memória de quem viveu.

 

Pixações, abandono, depedração.
Invasões, moradores de rua, destruição.

Agora, a implosão se aproxima. O barulho será forte. Mas maior ainda é a emoção. Não é só um hotel que cai; é um tempo que se despede. Entre a poeira e o vazio, nasce também a esperança. Que no lugar do que foi esquecido se erga algo digno da cidade que Brasília se tornou.

Amanhã será o dia. E quem viveu, saberá exatamente o que está caindo.

 

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NOVA DESCOBERTA DÁ ESPERANÇA PARA O TRATAMENTO DE CÂNCER DE PÂNCREAS

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Warawan Tongsri / Getty Images

Estudo descobriu mecanismo celular que faz o tumor crescer invisível e aponta novas opções para o tratamento de câncer de pâncreas

Pesquisadores da Universidade de Würzburg, na Alemanha, em parceria com cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, descobriram como os tumores do câncer de pâncreas conseguem crescer tão rápido sem chamar a atenção do sistema imunológico.

Isso faz com que a doença avance sem ser combatida e também ajuda a explicar por que esse tipo de câncer costuma ser diagnosticado só em estágios mais avançados. A descoberta foi publicada na revista científica Cell nessa quinta-feira (22/1).

Como o estudo foi feito

Para entender como o câncer de pâncreas consegue crescer rápido sem ser visto, os pesquisadores estudaram células tumorais em laboratório e fizeram testes em animais. O foco era observar o comportamento das células em situações de crescimento acelerado, que são bem comuns nesse tipo de tumor.

Durante os experimentos, a equipe identificou que as células cancerígenas ativavam um mecanismo interno que consegue eliminar sinais que normalmente chamariam a atenção do sistema imunológico.

Depois das análises, os resultados mostraram que, quando esse processo de camuflagem era interrompido, o sistema imunológico conseguia reconhecer o tumor e reagir contra ele, reduzindo as lesões.

O papel da proteína MYC

O estudo mostrou que o mecanismo usado pelo câncer de pâncreas para se esconder do sistema imunológico está ligado à proteína MYC, que já é conhecida por estimular o crescimento rápido dos tumores. Em situações normais, essa proteína se liga ao DNA e ativa genes que fazem as células se multiplicarem.

Assim, o MYC ajuda a eliminar as estruturas genéticas defeituosas que normalmente funcionariam como sinais de alerta para o sistema imunológico. Sem esses avisos, as defesas do organismo não são ativadas e o tumor consegue crescer sem ser identificado.

 

Foto colorida de idosa se consultando com médico - Nova descoberta dá esperança para o tratamento de câncer de pâncreas - Metrópoles

FreepikDe todos os tipos, o câncer de pâncreas é um dos mais agressivos – Imagem Freepik

Câncer de pâncreas

  • Esse tipo de câncer ocorre quando células anormais crescem e se multiplicam no pâncreas, formando um tumor. 
  • Entre os principais sintomas da condição, estão: dor abdominal ou nas costas, perda de apetite e perda de peso involuntária, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes claras, coceira na pele, indigestão e fadiga.
  • Dependendo do estágio da doença, o câncer de pâncreas pode ser tratado através de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.

Enganando o sistema imunológico

A principal conclusão dos pesquisadores foi que o crescimento acelerado do câncer de pâncreas não depende só da multiplicação das células, mas também da capacidade do tumor de enganar o sistema imunológico.

A pesquisa mostrou que essas duas funções acontecem de forma independente dentro da proteína MYC. Isso significa que é possível interferir no mecanismo usado pelo tumor para se esconder, sem afetar diretamente o processo de crescimento celular.

De acordo com os autores do estudo, a descoberta tem um grande potencial para novas abordagens terapêuticas no tratamento do câncer de pâncreas. A ideia é permitir que o organismo volte a identificar o câncer e atue contra a doença, o que pode contribuir para tratamentos menos invasivos e mais eficazes no futuro.

Fonte: https://www.metropoles.com/saude/tratamento-cancer-de-pancreas

 

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MEDICINA NÃO É BALCÃO DE NEGÓCIOS

MEDICINA NÃO É BALCÃO DE NEGÓCIOS

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O que o Brasil vem fazendo com o paciente é, sem exagero, hediondo. A palavra medicina, derivada do latim mederi, “arte de curar”, foi por aqui redefinida como sucesso financeiro e a tão procurada cura passou a depender do acaso, não da competência técnica.

Quem recentemente precisou recorrer a hospitais conhece, em dolorosa prática, o risco da ineficiência, agora confirmada pelo resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED), do Ministério da Educação (MEC). Dos 351 cursos de medicina avaliados, cerca de 30% apresentaram desempenho insuficiente, mesma proporção entre os formandos reprovados, o que, sem dúvida, potencializa os riscos a população. Trata-se de um diagnóstico inequívoco: o problema é gravíssimo, não é pontual, é estrutural, e se caracteriza como significativa ameaça a formação médica e a saúde do brasileiro.

Não é de hoje que o eixo dominante desse setor se tornou mercantilista, tanto na oferta de serviços quanto na formação dos profissionais. Escolas de medicina proliferaram, sem a correspondente exigência de qualidade, sem o necessário rigor acadêmico, sem compromisso com o conhecimento. O resultado é a corrosão do próprio conceito que historicamente vinculava médico e hospital à ideia de cura.

Diante desse quadro, crítico pelo que representa para a população, surge a miraculosa possibilidade de o Conselho Federal de Medicina (CFM) negar registro profissional a esses formandos com avaliação insuficiente, medida que, no entanto, pela insegurança jurídica reinante corre o risco de ser derrubada pelo Supremo Tribunal Federal. Mais promissora, entretanto, é a proposta, recentemente aprovada no Senado, que permite ao próprio CFM instituir exame independente para a concessão do registro profissional, evitando a temeridade das frágeis avaliações governamentais, rotineiramente sujeitas a pressões políticas.

Ao tratar de vidas humanas, a medicina não é negócio de balcão nem matéria de improvisação, sinalizando que o vigente modelo de formação, com prazo de validade vencido, mantém o paciente refém de um sistema em grande dificuldade para cumprir sua missão: curar.

 

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DAVOS 2026: IMPLICAÇOES GEOPOLTICAS ESTRATÉGICAS DO DIRCURSO PRESIDENCIAL