PSD REFORÇA CELINA E REDESENHA DISPUTA PELO GDF
Após a saída de José Roberto Arruda da disputa, partido comandado por Paulo Octávio apoia a reeleição da governadora e altera a correlação de forças na corrida pelo Buriti
A decisão do PSD de apoiar a reeleição de Celina Leão (PP) ao Governo do Distrito Federal muda o tabuleiro político da eleição. Com José Roberto Arruda fora da disputa, o partido deixa de ter candidatura própria e passa a integrar o grupo de forças políticas que se reúne em torno da atual governadora.
O anúncio foi feito pelo presidente regional do PSD, Paulo Octávio, após decisão da Executiva da legenda. A definição encerra uma das principais dúvidas abertas com a manutenção, pelo Tribunal Superior Eleitoral, do indeferimento do registro de Arruda.
O movimento tem peso porque o PSD possui estrutura partidária, candidatos proporcionais, lideranças regionais e milhares de filiados no Distrito Federal. Mais do que acrescentar uma sigla à campanha, a adesão pode aproximar de Celina bases que até poucos dias estavam em outro campo eleitoral.
Segundo Paulo Octávio, a governadora procurou o partido e, depois das conversas, a Executiva decidiu pelo apoio. Celina recebeu a adesão defendendo maturidade, espírito público e unidade.
A presença de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, candidatas ao Senado pelo PL, no encontro de formalização do apoio também reforçou a dimensão política do movimento e a aproximação de diferentes forças em torno da candidatura de Celina.
O ganho político de Celina é evidente. A governadora recebe o apoio de um partido que até poucos dias atrás disputava diretamente o Palácio do Buriti e amplia sua base justamente na fase decisiva da eleição.
Para o PSD, a decisão oferece um novo caminho depois da saída inesperada de seu candidato. Para Celina, representa estrutura, novas alianças e maior capacidade de articulação.
Arruda saiu da disputa, o PSD fez sua escolha e o cenário mudou. Com o partido de Paulo Octávio ao seu lado, Celina Leão amplia sua base política na fase decisiva da campanha. A nova correlação de forças fortalece a candidatura da governadora e abre a possibilidade de que a disputa pelo Governo do Distrito Federal seja definida já no primeiro turno.
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