ADMINSTRAÇÃO REGIONAL NÃO É PRÊMIO POLÍTICO
Administração Regional Não é Prêmio Político: É Responsabilidade com a População
Composições partidárias fazem parte da governabilidade, mas as escolhas precisam colocar a integridade, a competência e o interesse público acima de qualquer conveniência política.
Com o fim do segundo turno, começam as articulações para a formação do governo e as escolhas dos administradores regionais do Distrito Federal.
As composições partidárias são legítimas e necessárias. Nenhum governador governa sozinho. É preciso ter apoio na Câmara Legislativa, construir uma base parlamentar e manter diálogo com os deputados distritais para garantir governabilidade, recursos e a execução das políticas públicas.
Mas há uma linha que não pode ser ultrapassada: Administração Regional não pode ser tratada como prêmio político.
As escolhas precisam considerar, acima de tudo, pessoas honestas, de reputação ilibada, preparadas e comprometidas com o interesse público.
Ser ou não morador da Região Administrativa não deve ser o único critério. Conhecer a comunidade é importante, mas competência, capacidade de gestão, articulação e compromisso com a população também são fundamentais.
Um bom administrador precisa dialogar com o governo, com os parlamentares e, principalmente, com os moradores. Precisa saber transformar demandas em ações e buscar os recursos necessários para melhorar a cidade.
Que haja acordos políticos, sim. Que haja governabilidade, sim. Mas que também haja responsabilidade nas indicações.
O cidadão não pode ser colocado em segundo plano.
Seja na maior ou na menor Região Administrativa, o dinheiro público precisa ser respeitado e a população precisa ser tratada com dignidade.
