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ALERTA PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA

A educação brasileira está sob crítica performance. Os indicadores mais recentes relacionados ao desempenho acadêmico e científico do país revelam um cenário marcado por perda de competitividade internacional, queda na qualidade do ensino e crescente distanciamento das nações que lideram a produção do conhecimento.

O Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) divulgou recentemente a edição 2026 de seu Ranking Global de Universidades. Os resultados brasileiros são desastrosos. Das 52 universidades brasileiras avaliadas, 45 perderam posições em relação à edição anterior. Movimento que não se limita a simples oscilação estatística, mas que corresponde a um sintoma de problemas estruturais que vêm se acumulando ao longo dos anos.

A comparação internacional torna o quadro muito mais evidente. Entre as cinquenta melhores universidades do mundo, metade está localizada nos Estados Unidos. O Reino Unido possui seis representantes, a França cinco, enquanto Canadá e China contam com três instituições cada. O Brasil, por sua vez, não possui nenhuma universidade entre as cem melhores do planeta. A Universidade de São Paulo (USP), instituição brasileira mais bem posicionada, aparece apenas na 119ª colocação. A segunda colocada, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ocupa o distante 346º lugar.

Os resultados, na realidade, não surpreendem. O ensino superior é apenas a etapa final de uma longa trajetória educacional que começa na educação básica. Quando essa base apresenta fragilidades, suas consequências alcançam, inevitavelmente, universidades, centros de pesquisa e a formação profissional.

Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), conduzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), confirmam a gravidade da situação. Na última avaliação, que mede o desempenho de jovens em matemática, leitura e ciências, o Brasil ocupou a 60ª posição entre 81 países avaliados.

A lamentável queda no desempenho educacional brasileiro é consequência de décadas de políticas públicas inconsistentes, da baixa valorização do mérito acadêmico, de deficiências na formação de professores, da precariedade da infraestrutura escolar e da incapacidade de transformar educação e ciência em permanentes prioridades de Estado. O debate educacional é frequentemente capturado por interesses políticos imediatos, naturalmente ideológicos, enquanto se negligencia a qualidade da aprendizagem.

Nações mais desenvolvidas investem pesadamente em pesquisa, inovação e formação de qualificado capital humano. Não por acaso, são justamente esses países que concentram as melhores universidades do mundo, lideram os avanços tecnológicos e registram os maiores níveis de produtividade.

O Brasil, entretanto, caminha na direção oposta. A perda de posições das universidades nacionais nos rankings internacionais sinaliza perda de capacidade de inovação, menor produção científica relevante e consequente redução da competitividade econômica.

Esse é o cenário da educação brasileira, desastroso a exigir diagnóstico honesto, planejamento de longo prazo, compromisso com resultados e valorização efetiva do conhecimento. Manter a educação brasileira limitada a promessas eleitorais significa continuar comprometendo as oportunidades das futuras gerações e a competitividade do país.

Luiz Bittencourt

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