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PESQUISA CLÍNICA: COMO NOVOS TRATAMENTOS CHEGAM AOS PACIENTES COM SEGURANÇA

Pesquisa Clínica: A ponte de ouro entre a ciência e a cura ao seu alcance

Entenda, de forma simples, como novos tratamentos são descobertos, o rigoroso caminho da segurança regulatória e por que a participação é um direito totalmente gratuito para o cidadão.

Por Dr. João Lindolfo Borges

Imagine que um cientista, após anos de estudo em laboratório, descubra uma molécula capaz de combater uma doença grave. A descoberta é fantástica, mas como saber se esse potencial remédio funciona de verdade no corpo humano, se é seguro e qual a dose correta? A resposta para essa pergunta está na pesquisa clínica.

A pesquisa clínica nada mais é do que o estudo científico realizado com seres humanos para testar a eficácia e a segurança de novos medicamentos, vacinas, exames ou tratamentos. Ela é a última e mais importante etapa antes que um novo recurso médico chegue às farmácias e hospitais. Sem ela, a medicina estaria estagnada no passado.

Se antes esse universo parecia restrito aos laboratórios frios e complexos acadêmicos, o cenário mudou drasticamente. Especialmente após a pandemia de COVID-19, o interesse da população em entender o que acontece nos bastidores da ciência cresceu de forma sem precedentes. Termos que antes eram técnicos tornaram-se parte das conversas do dia a dia, e as pessoas passaram a valorizar e a buscar mais informações sobre como os tratamentos são desenvolvidos e testados. Hoje, sabemos bem que cada comprimido de aspirina que tomamos ou vacina que recebe passou por esse processo.

SEGURANÇA MÁXIMA

Nenhum teste em humanos acontece sem a autorização de órgãos federais e comitês de ética independentes. A segurança do participante é a prioridade absoluta de qualquer protocolo científico.

O processo é dividido em fases rigorosas. Começa com um grupo muito pequeno de voluntários saudáveis e, conforme o tratamento se mostra seguro, expande-se para centenas ou milhares de pacientes que realmente possuem a condição médica a ser tratada.

Um dos pontos mais importantes sobre a pesquisa clínica é o seu rigor regulatório. No Brasil, a aprovação de novas pesquisas depende de um rigoroso fluxo ético e legal. Os estudos clínicos de risco elevado, por exemplo, exigem a avaliação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) devidamente acreditado pela Inaep (Instância Nacional de Ética em Pesquisa) — órgão que centraliza as diretrizes regulatórias nacionais. Além disso, os tratamentos de ponta passam pelo rigoroso crivo sanitário da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essas instituições avaliam detalhadamente cada risco potencial, garantindo que a integridade física e moral dos participantes esteja protegida acima de qualquer interesse científico ou comercial.

Para o paciente que decide participar de um estudo clínico, há uma regra de ouro estabelecida por lei: é tudo absolutamente gratuito. O participante tem direito a consultas, exames complexos, medicamentos do estudo e todo o suporte médico necessário sem desembolsar um único centavo.

Mais do que isso: o transporte e a alimentação necessários para o comparecimento às consultas do estudo também são custeados pelos organizadores da pesquisa. A lei proíbe qualquer tipo de cobrança, assim como proíbe o pagamento pelo “trabalho” de ser voluntário, garantindo que a participação seja um ato de escolha livre, consciente e solidário.

Participar de uma pesquisa clínica é, para muitos, a oportunidade de ter acesso antecipado a tratamentos de ponta que ainda não estão disponíveis no mercado, sob os cuidados de equipes médicas altamente especializadas. É a ciência batendo à porta, oferecendo esperança e construindo, gratuitamente, o futuro da nossa saúde.

 

Dr. João Lindolfo Borges | Endocrinologista, Pesquisador Clínico e Presidente da AMBr e da AASPE

 


Dr. João Lindolfo Borges preside o O Centro de Pesquisa Clínica do Brasil (CPCB) referência em estudos e pesquisas clínicas, com tratamento e acompanhamento gratuito para pacientes com doença hepática gordurosa, fatores de risco metabólicos, dentre outros. Pessoas interessadas em obter mais informações ou avaliar a possibilidade de participação podem entrar em contato pelo telefone 3364-3364.


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