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TRANSCENDÊNCIA: O DIFERENCIAL QUE O CLIENTE SENTE

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Em um mundo empresarial marcado pela urgência e pela volatilidade, poucas organizações conseguem enxergar além do presente.

 

A transcendência, dentro da perspectiva da gestão reversa, representa exatamente essa capacidade: romper com o aprisionamento ao passado e ao presente, incorporando múltiplos cenários, leituras geopolíticas e visões de futuro. Trata-se de antecipar oportunidades antes que elas se tornem óbvias — e, com isso, gerar impacto real e duradouro.

Potencializada pelas novas tecnologias e por equipes com visão global, a transcendência sustenta um planejamento de longo prazo mais ágil e efetivo, capaz de se adaptar às mudanças sem perder o sentido de direção. Essa abordagem, orgânica e não linear, redefine o que entendemos por liderança e estratégia: substitui o controle pela consciência, o comando pela inspiração e o curto prazo pela criação de legado.

Nas empresas, transcender é ir além do resultado imediato — econômico, social ou individual — e buscar um propósito que inspire moralmente, mobilize pessoas e crie valor coletivo. É nessa dimensão que o cliente percebe algo raro e poderoso: uma experiência autêntica, memorável e impossível de ser copiada.

A transcendência se manifesta em líderes que transformam valores em ação, em decisões que constroem legados e em culturas organizacionais que enxergam o lucro não como fim, mas como consequência. Mais do que um diferencial competitivo, ela é um chamado à evolução da consciência empresarial — o verdadeiro ponto de partida para um posicionamento estratégico único.

No fim, a pergunta que ecoa para cada gestor é simples, mas profunda:
Que experiência singular minha empresa oferece aos seus clientes?

 

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político. Autor do livro “Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa”. Conselheiro formado pelo IBGC e Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG

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QUANDO A PRODUTIVIDADE VIRA CEGUEIRA

SECRETARIA DA JUVENTUDE: VISIONÁRIA DECISÃO DO GDF

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Posse como Secretario de Estado da Juventude do DF

O desmembramento da Secretaria de Família e Juventude, hoje realizado pelo Governo do Distrito Federal, revela uma decisão política e administrativa extremamente acertada, que valoriza dois pilares essenciais da sociedade: a Família, base moral e social sobre a qual se constrói o equilíbrio coletivo, e a Juventude, força transformadora e motor do futuro do Distrito Federal e do Brasil.

Ao devolver autonomia e foco a cada uma dessas pastas, o GDF reconhece que as demandas das famílias e dos jovens exigem não somente estratégias distintas, mas complementares. A Secretaria da Família poderá agora concentrar seus esforços em políticas de fortalecimento dos laços familiares, amparo social e promoção de valores que sustentam a coesão comunitária. Já a criada Secretaria da Juventude ganha o espaço e a estrutura necessários para atuar de forma estratégica e ousada em temas como empregabilidade, capacitação profissional, empreendedorismo juvenil e inovação tecnológica — pilares que transformarão o futuro de milhares de jovens do DF.

A escolha de André Kubitschek para conduzir essa nova fase reforça a visão de continuidade e desenvolvimento. Carregando o DNA político e visionário do criador de Brasília, André assumiu a pasta com a credibilidade de quem alia tradição e modernidade, valores e ação. Sua trajetória revela capacidade de articulação, espírito realizador e uma clara disposição para fazer da Secretaria de Juventude um verdadeiro celeiro de oportunidades, um orquestrador de políticas integradas que conectem o poder público, o setor privado e a sociedade civil.

Mais do que administrar programas, André Kubitschek é capaz de liderar equipe com o objetivo de formar uma geração de empreendedores, cidadãos e líderes comprometidos com o desenvolvimento do país – jovens que pensem grande, que inovem, que participem ativamente da construção de um Distrito Federal mais próspero, justo e sustentável.

O desmembramento das pastas, somado à escolha do novo secretário, consolida uma iluminada estratégia do GDF: valorizar a base – a família – e investir no futuro – a juventude.

Decisão que une tradição e visão de futuro, com potencial de deixar marcas duradouras no desenvolvimento econômico, social e humano do DF.

 

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ADEUS A PAIVA NETO

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O Brasil amanheceu mais triste com a notícia do falecimento de José de Paiva Netto, líder espiritual, escritor, comunicador e fundador do Templo da Boa Vontade (TBV), em Brasília.

Figura singular no cenário religioso e humanista nacional, Paiva Netto dedicou sua vida à promoção da fraternidade, da solidariedade e da união entre os povos, acima de credos, ideologias ou fronteiras.

À frente da Legião da Boa Vontade (LBV), consolidou uma obra social e educativa reconhecida internacionalmente, pautada em valores universais e na defesa da paz, da justiça e da espiritualidade ecumênica. Sua visão transcendente, mas profundamente comprometida com as necessidades humanas concretas, inspirou gerações de brasileiros e deixou marcas indeléveis no campo da comunicação, da assistência social e da educação integral.

O Templo da Boa Vontade, erguido em 1989, é talvez o maior símbolo de seu legado – um espaço de acolhimento, silêncio e meditação, aberto a todas as crenças, onde milhões de pessoas buscaram conforto, fé e esperança ao longo das últimas décadas.

Paiva Netto parte, mas deixa viva sua mensagem de amor, de fé raciocinada e de serviço ao próximo. Seu legado permanece nas obras que fundou, nas palavras que escreveu e, sobretudo, nos corações que tocou com seu exemplo de dedicação e generosidade.

O Brasil perde um líder humanista, mas o mundo ganha a perenidade de suas ideias e o testemunho de que a Boa Vontade é o caminho mais seguro para a verdadeira paz entre os homens.

“Enquanto houver um coração humano em sofrimento, a Humanidade não terá paz.” (Paiva Netto)

QUANDO A PRODUTIVIDADE VIRA CEGUEIRA

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Em muitas organizações, a busca pela produtividade ultrapassa o limite saudável e transforma-se em verdadeira obsessão. Estratégias de baixo custo, aumento de escala e adoção de sistemas enxutos são práticas recomendadas por grandes autores da administração moderna. Contudo, quando essas medidas se desconectam do propósito da empresa, deixam de ser instrumentos de eficiência e passam a ser armadilhas que cegam gestores.

A produtividade, quando desvinculada do sentido de servir, perde seu valor estratégico. A eficiência só gera resultados reais quando está ligada à jornada do cliente, à experiência vivida em cada ponto de contato com a marca. Ignorar essa lógica é um erro grave — especialmente em tempos de Inteligência Artificial, nos quais o fator humano e a experiência do cliente tornaram-se os principais diferenciais competitivos.

Uma prática simples pode revelar muito sobre a cultura de uma empresa: gestores e equipes deveriam comprar de sua própria organização. Ao vivenciarem o processo completo – do atendimento à entrega e à troca – descobrem o quanto a experiência do cliente reflete (ou denuncia) a verdadeira identidade da companhia.

No fim, a produtividade cega não é sinal de progresso, mas de miopia organizacional. Somente quando o propósito volta ao centro das decisões é que a eficiência se torna realmente produtiva.

Hélio Mendes é palestrante, consultor empresarial e político. Autor do livro “Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa”. Conselheiro formado pelo IBGC e Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia (MG).

OS POETAS DE ANGOLA

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A Palavra como Arma e Alma da Nação.​

A história de Angola, entrelaçada por séculos de luta e resiliência, não pode ser contada sem a força indomável de seus poetas. Mais do que meros artistas, eles foram (e são) profetas, cronistas e guardiões da alma nacional, empunhando a palavra como arma contra a opressão e como bálsamo para as feridas.

​O grande épico poético angolano ascendeu nos anos 1950, com a emergência de uma consciência nacional que clamava por liberdade. Foi a era da “Poesia de Combate”, onde o verso não era apenas lido, mas vivido e partilhado clandestinamente, tornando-se o hino secreto de uma revolução.

​No pináculo dessa era está Agostinho Neto (1922-1979), médico, político e o primeiro Presidente de Angola. Seus poemas, magistralmente reunidos em Sagrada Esperança, não só denunciaram a brutalidade colonial, o trabalho forçado e a dignidade roubada, mas também insuflaram a certeza inabalável da vitória. Versos como “Adeus à hora da largada” e “Voz de Sangue” ecoaram como promessas e convocações, cravando na alma angolana a visão de uma liberdade vindoura. Neto é o poeta da nação que se ergue.​

Ao seu lado, um coro poderoso de vozes forjou a identidade literária angolana. António Jacinto (1924-1991), com sua poesia carregada de denúncia social e uma ternura pungente, soube captar a essência da alienação e da busca por uma identidade plena, como em seu icónico “Poema de Alienação”. Viriato da Cruz (1928-1973), um dos fundadores do MPLA, e Mário António (1934-1989), com sua sensibilidade ímpar, também foram pilares dessa geração que deu voz à Angola colonial. E a breve, mas intensa, obra de Alda Lara (1930-1962), uma das primeiras grandes vozes femininas, abriu caminhos, explorando a dor, o amor e a condição da mulher em um contexto de opressão.​

Do Grito de Guerra ao Sussurro da Memória

​Com a independência em 1975 e a subsequente tragédia da Guerra Civil, o panorama poético mudou. O grito de revolta deu lugar ao sussurro da memória, ao desencanto e à complexa tarefa de lidar com as cicatrizes de um conflito fratricida. A poesia tornou-se um refúgio e um espaço de questionamento sobre o sonho adiado.​

Nesta fase, Ana Paula Tavares (1952) emerge como uma das mais aclamadas vozes contemporâneas. Historiadora, sua poesia é menos pública e mais íntima, mergulhando na memória pessoal e coletiva, na condição feminina e na relação intrínseca entre o corpo, a terra e a história. Ela evoca as ruínas não apenas físicas, mas emocionais, da guerra, buscando na delicadeza da palavra a reconstrução da identidade.​

Outros poetas importantes desse período e das gerações seguintes incluem José Luís Mendonça (1955), com sua reflexão profunda sobre a guerra e a sociedade, e João Melo (1955), que experimenta com a linguagem para capturar as tensões da Angola contemporânea. Lopito Feijoó (1963) representa uma voz vibrante das gerações pós-independência, trazendo temas como a esperança, o erotismo e a vida urbana.​

A Poesia Hoje: Um Espelho do Gigante​

A poesia angolana continua a ser um espelho complexo da nação. Ela ecoa os contrastes do “Gigante com Pés de Barro”: os arranha-céus de Luanda e a persistente pobreza, a riqueza do petróleo e os desafios sociais. Ela se mistura aos ritmos do Semba e do Kuduro, transita pelas redes sociais e persiste em sua função histórica de denúncia social e de conexão cultural.​

Os poetas de Angola, desde os que forjaram a nação até os que hoje a questionam, nos lembram de uma verdade fundamental: a luta por uma pátria justa e um futuro digno não termina com bandeiras hasteadas ou acordos de paz. Ela continua, incessante, na palavra. A poesia angolana é a chama que não se apaga, a voz que não se cala, a certeza de que a verdade e a beleza, se não encontradas no poder, serão sempre encontradas no verso que exalta a alma indomável de um povo.

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BRASIL E ESTADOS UNIDOS: CONVERSA CORDIAL, RESULTADO NULO

O IMPACTO DO TARIFAÇO NAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS PARA OS EUA

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A queda de 7% nas exportações brasileiras para os Estados Unidos entre agosto e setembro, e de 34% em relação a julho, evidencia de forma concreta o impacto inicial do chamado tarifaço imposto por Washington sobre produtos brasileiros. O movimento representa uma perda expressiva de participação no principal mercado de destino das exportações de maior valor agregado do país — especialmente manufaturados, semimanufaturados e produtos com maior conteúdo tecnológico.

O dado mais preocupante, contudo, é que não houve compensação por parte de outros parceiros estratégicos. As exportações para China, principal parceiro comercial do Brasil e ainda que demandante de commodities, permaneceram estáveis, indicando que a perda de mercado norte-americano não foi acompanhada por um redirecionamento bem-sucedido das vendas externas. Em outras palavras, o Brasil não conseguiu converter a retração nos EUA em ganhos em outros mercados, como se esperava que ocorresse diante de uma guerra tarifária.

Esse quadro reforça a percepção de que o impacto do tarifaço chegou sem que o Brasil conseguisse se definir por uma estratégia. A insegurança causada pela ausência de uma posição coordenada entre os ministérios da Fazenda, Relações Exteriores e Indústria deixa o país em desvantagem diante de um interlocutor norte-americano experiente e de perfil duro: o senador Marco Rubio, escolhido como principal negociador dos EUA. Rubio é conhecido por adotar postura rigorosa em defesa dos interesses norte-americanos, especialmente em temas envolvendo não somente competitividade, segurança econômica e práticas industriais, mas também direitos humanos e liberdade de expressão.

Enquanto isso, o Brasil procura identificar o que será posto sobre a mesa e, provavelmente por isso, ainda não construiu uma proposta de contrapartida ou de renegociação, seguindo nebuloso sobre como pretende proteger setores mais atingidos — como o de autopeças, químicos, calçados e metalmecânico — nem sobre quais concessões são imperativas. O risco é que essa demora em reagir transforme uma queda conjuntural em perda estrutural de mercado, com danos de médio prazo sobre o emprego industrial e a balança comercial.

Em síntese, a retração das exportações brasileiras para os EUA revela que o tarifaço deixou de ser uma ameaça e passou a ser uma realidade econômica. O país precisa agir rapidamente: definir sua estratégia de negociação, alinhar discurso político e técnico, e colocar em prática as medidas emergenciais de apoio aos setores afetados. A prolongada inércia pode custar caro ao comércio exterior brasileiro, num cenário de crescente competição global e protecionismo seletivo.

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BRASIL E ESTADOS UNIDOS: CONVERSA CORDIAL, RESULTADO NULO

BRASIL E ESTADOS UNIDOS: CONVERSA CORDIAL, RESULTADO NULO

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A tão esperada conversa telefônica entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, realizada, por mais incrível que possa parecer, por iniciativa da Casa Branca, terminou sem avanços concretos sobre o chamado tarifaço, que vem prejudicando as exportações brasileiras e tensionando a relação comercial entre os dois países. Foram trinta minutos de diálogo diplomático, mas sem conteúdo prático.

O Brasil não apresentou uma proposta estruturada e, ao fim, o único resultado efetivo foi a definição de interlocutores: o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rúbio — conhecido pela postura dura em negociações internacionais — e o vice-presidente Geraldo Alckmin, encarregado de representar o Brasil nas próximas conversas.

A ausência de uma proposta brasileira clara reforça a percepção de que o governo ainda tem dificuldades em definir uma estratégia para lidar com o tarifaço. Ao se limitar a pedir o fim das tarifas, a revisão de sanções contra autoridades nacionais e a convidar o presidente norte-americano para a COP30, o Brasil demonstrou mais interesse em manter o diálogo aberto do que em apresentar alternativas concretas. A postura cordial e diplomática foi mantida, mas faltou substância técnica e estratégica.

Por outro lado, a escolha de Marco Rúbio como interlocutor sinaliza que os Estados Unidos pretendem conduzir as discussões com firmeza e foco em resultados favoráveis aos seus interesses. Rúbio, senador influente e figura de linha dura em temas econômicos e de segurança, dificilmente fará concessões sem contrapartidas robustas.

Assim, o balanço da conversa é, até aqui, nulo e, portanto, desfavorável ao Brasil. O país mantém a iniciativa política no campo simbólico — com o convite à COP30 e a defesa do multilateralismo —, mas sai sem nenhum avanço econômico real. Se não houver uma preparação técnica consistente e uma estratégia de negociação sólida, as futuras reuniões entre Alckmin e Rúbio tendem a ser árduas e pouco produtivas, mantendo o tarifaço como um obstáculo duradouro à competitividade brasileira.

NÃO HÁ CAMINHO, HERDEIROS

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As grandes lideranças, tanto na esfera pública quanto na privada, sabem que não existe um único caminho. Como escreveu o poeta espanhol Antônio Machado em Cantares“Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao andar.”

O trajeto não é uma herança pré-determinada, mas uma construção diária de escolhas e experiências. Aqueles que recebem algo sem compreender esse princípio raramente alcançam a verdadeira plenitude. A ganância e a soberba podem até trazer êxitos materiais, mas não o sucesso real aquele que se fundamenta em laços, amizades e família.

É por isso que tantas sucessões fracassam. Não pela falta de patrimônio, mas pela ausência de sensibilidade. Muitos herdeiros não trilham o próprio caminho nem entendem como foi erguido aquilo que receberam. Sem esse entendimento, o que poderia ser legado acaba reduzido a mera posse.

 

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político. Autor do livro “Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa”. Conselheiro formado pelo IBGC e Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.
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SUGESTÃO DE LEITURA:  OS GURUS ERRARAM A CADEIRA DO CLIENTE E A NOVA FRONTEIRA.  https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/os-gurus-erraram-a-cadeia-do-cliente-e-a-nova-fronteira/

OS GURUS ERRARAM: A CADEIA DO CLIENTE É A NOVA FRONTEIRA

O TABULEIRO DE 2026

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Ratinho Jr. na Mira do Centrão e a Inquietação da Direita

​O cenário eleitoral para 2026 está virando um leilão de oportunidades, e o Centrão, o bloco mais pragmático da política, já move suas peças. A indefinição na Direita em torno de Jair Bolsonaro e seus herdeiros diretos criou um vácuo que o governador do Paraná, Ratinho Junior, começa a preencher no radar do bloco.​

A Crise de Consenso na Direita e o Ideal Tarcísio​

A preferência do Centrão é clara e inegociável: Tarcísio de Freitas. O governador de São Paulo encarna o perfil ideal: é bem-avaliado, tem o aval das bases bolsonaristas sem carregar a mesma rejeição do clã, e, crucialmente, demonstrou ser um gestor capaz de dialogar e fechar acordos, o que é música para os ouvidos do Centrão. Sua candidatura ofereceria a maior chance de vitória.

​Contudo, a hesitação de Tarcísio – que demonstra pouca pressa em assumir a missão – e a paralisia da Direita em torno da situação jurídica de Bolsonaro geram uma insegurança insuportável para os líderes do Centrão. Eles não podem esperar a fumaça branca sair de Brasília. O bloco precisa de uma candidatura competitiva e que ofereça garantias de governabilidade.​

Ratinho Jr.: O Plano B Pragmático​

É neste momento de incerteza que Ratinho Junior ganha força. Ele não é o candidato dos sonhos do Centrão, mas é o Plano B mais sólido e pragmático.​

Apoio Local e Pesquisas: Ratinho Jr. tem um mandato consolidado no Paraná, um estado estratégico e com forte agronegócio. Embora esteja atrás de Lula nas pesquisas nacionais, ele apresenta um desempenho notável para um nome fora do eixo Rio-São Paulo. Para o Centrão, esses números indicam potencial de crescimento e, principalmente, viabilidade eleitoral.​

Aptidão para Negociação: O Centrão sabe que Ratinho Jr. é um político tradicional, avesso a rupturas e com grande capacidade de negociação. Ele não imporia as restrições ideológicas do bolsonarismo puro-sangue e estaria aberto a construir a ampla coalizão que o Centrão exige para garantir sua participação no futuro governo.​

A mensagem é clara: se Tarcísio não se apresentar como uma certeza em tempo hábil, o Centrão irá “desembolsar” seu apoio para Ratinho Jr. Isso faria com que o governador paranaense recebesse um volume de tempo de TV, recursos e estrutura política que o catapultaria para um patamar de competitividade real.​

O Ruído de Eduardo Bolsonaro e a Contagem Regressiva​

Nesse cenário, a postura de Eduardo Bolsonaro de insistir na candidatura própria é percebida como um mero ruído de fundo. Para os líderes do Centrão, que medem as chances em acordos e tempo de TV, a teimosia em um projeto sem a necessária capilaridade política é um sinal de amadorismo. Essa falta de pragmatismo só aumenta a impaciência do bloco e o empurra mais rapidamente para Ratinho Jr. ou, no limite, para uma reaproximação antecipada com o governo Lula.​

A crônica de 2026 é, hoje, a crônica de um ultimato implícito. Se a Direita não resolver sua crise de liderança (seja com Tarcísio ou com uma chancela total a Ratinho Jr.), o Centrão fará a escolha fria e calculada, optando pelo nome que garanta a maior probabilidade de poder, mesmo que não seja o mais votado nas pesquisas de largada. A bola está no campo de Tarcísio; caso ele demore, o Centrão já tem o bilhete de passagem para Curitiba.

 

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FALSIFICAÇÃO E ABANDONO DO CONSUMIDOR

FALSIFICAÇÃO E ABANDONO DO CONSUMIDOR

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O recente episódio das mortes provocadas por bebidas adulteradas com metanol expôs, de forma trágica, um problema antigo e negligenciado no Brasil: a leniência do poder público no combate à falsificação e aos mercados ilegais de produtos de consumo. Trata-se de uma omissão crônica que coloca em risco a vida e a saúde da população, corrói a economia formal e desmoraliza os mecanismos de fiscalização e de proteção ao consumidor.

A falsificação não se limita às bebidas — embora o tema esteja em evidência pela tragédia dos óbitos recentes. Ela atinge de forma ampla setores como alimentos, brinquedos, produtos de higiene, eletrônicos, peças de automóveis, combustíveis e até medicamentos. Todos esses mercados ilegais prosperam à sombra de uma fiscalização insuficiente e de penalidades brandas, que acabam estimulando a reincidência e premiando o infrator.

O Estado e a sociedade conhecem, não é de hoje, a dimensão do problema. Relatórios de órgãos públicos e entidades setoriais alertam, repetidas vezes, sobre a perda de bilhões de reais anuais em arrecadação, o desestímulo aos investimentos, a destruição de empregos formais e o risco direto ao consumidor. Ainda assim, as ações de enfrentamento são episódicas, descoordenadas e, na maioria das vezes, reativas — só ganham vida após tragédias.

Diante da recorrente omissão, a união de esforços de entidades nacionais é louvável iniciativa multisetorial, mas, convenhamos, não substitui a atuação estatal. Cabe ao governo liderar a articulação entre órgãos de vigilância sanitária, fazenda, segurança pública e defesa do consumidor, com políticas estruturadas e permanentes, e não apenas operações pontuais.

A proteção do consumidor é um dever de Estado. Ao se revelar leniente, o poder público transfere para a sociedade o ônus da fiscalização e da tragédia. O resultado é o que já se vê: vidas perdidas, confiança abalada e um mercado honesto e pujante, sufocado pela impunidade.

Sem rigor fiscal, sem punição exemplar e sem política coordenada de combate à falsificação, o Brasil continuará sendo terreno fértil para o crime e inseguro para o cidadão. Ainda que de elevado preço, essa tragédia pode contribuir para romper esse funesto ciclo e restaurar a autoridade do Estado na defesa do que é mais básico: a segurança do consumidor.

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METANOL, ÓBITOS E ROMBO BILIONÁRIO