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A ORGANIZAÇÃO

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CRÔNICA
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A relação entre a Odebrecht e a Petrobrás com relação aos interesses da Braskem estavam complicadas.

O Presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra, ex Senador pelo PT de Sergipe, queria que a Petrobrás não fosse prejudicada para satisfazer os interesses da Odebrecht. Emílio Odebrecht recorreu a Lula que já era o Presidente do Brasil, e cobrou dele os compromissos feitos para o grupo na campanha política: “Presidente, a diretoria da Petrobrás e o PT estão nos boicotando”. Emílio seguia pleiteando o socorro estatal por causa do individamento da Odebrecht.

A Petrobrás fornecia a Nafta e propeno, matérias primas usada no setor petroquímico, entre outros insumos e recebia o pagamento em duas semanas. Na prática, a estatal financiava a Braskem, que contava com esse prazo na gestão do fluxo de caixa. O individamento da Braskem era em dólar e a moeda americana teve alta complicando ainda mais o caixa da Braskem. Ali que se concentrava os maiores conflitos entre os executivos da Braskem e da Petrobrás.

Lula disse que não haveria retrocesso no seu governo, e que o setor seria comandado por agentes privados, exatamente como havia prometido para Emílio. Mas a estatal agia como um organismo independente resistindo toda vez que um governante tentava colocar seus interesses à frente dos da empresa. Emílio dizia: “A Petrobrás pode aumentar sua participação, desde que não seja majoritária. Dutra e seu grupo, só queria injetar investimentos na Braskem se fosse para a Petrobrás ter mais participação e poder”. Dutra queria que a Petrobrás tivesse seu braço petroquímico como tem todas as petroleiras no mundo. Lula tinha outros interesses que combinavam com Emílio Odebrecht. Os conflitos continuavam.

O Ministro da Casa Civil, José Dirceu deu uma sugestão a Alexandrino Alencar, diretor institucional da Braskem. “Procure o Janene, com ele dá pra conversar“. José Mohamed Janene era Deputado Federal pelo Paraná e presidia a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, responsável por revisar leis para o setor e fiscalizar estatais, como as poderosas Eletrobras e Petrobrás. Foi eleito pelo PPR de Paulo Maluf e integrava a base política de FHC. Logo após a vitória de Lula o partido bandeou para o lado de Lula e mudaram o nome do partido para PP. Apoiaram Lula mas exigiram cargos.

Janene era ambicioso e queria cargos mais altos para comandar. Explicaram os conflitos para Janene e pediram que esse jogo duro do Diretor de Abastecimento da Petrobrás, Rogério Manso, teria que acabar. Se ele colocasse um aliado no lugar de Manso a Odebrecht poderia contar que teria um parceiro fiel na Petrobrás. Janene junto com os Deputados Pedro Corrêa e João Pizzolati, ambos do PP, se encontraram com Manso no centro do Rio de Janeiro, na Petrobrás.

José Mohamed Janene era um homem truculento e com ele não tinha rodeios e já foi logo no papo reto: “O PP apoia o governo Lula e queremos a lista de todas as empresas que fazem negócio com a Petrobrás“. Rogerio Manso ficou enrusbecido e disse: “Não vou entregar lista nenhuma e podem voltar para casa e dizer pra quem mandou os senhores aqui que não vai rolar nada“. O trio saiu revoltado, procuraram Zé Dirceu e pediram a cabeça de Rogério Manso. Se quisessem o apoio do seu partido teria que demitir Rogério Manso. Zé Dirceu entendeu o recado e só tinha uma pessoa para resolver esse impasse: Lula.

Lula nunca foi inocente e muito menos bobo, havia tempo que estavam pedindo a cabeça de Manso. Chamou o Presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra e disse: “Dutra, se Paulo Roberto Costa (apadrinhado de Janene) não estiver nomeado, demito todos os conselheiros da Petrobrás, pois era tradição na estatal passar pelo Conselho qualquer nomeação“. Lula sabia e deu sua ordem.

Em 14 de maio de 2004, Paulo Roberto da Costa foi nomeado diretor de abastecimento da Petrobrás. José Mohamed Janene chamou Alexandrino Alencar e disse: “Agora tenho meu cara lá. Podemos conversar“.

O resto da história todos conhecem.

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GERAÇÃO ANALÓGICA VERSUS DIGITAL

GERAÇÃO ANALÓGICA VERSUS DIGITAL

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ARTIGO
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O grande desafio das empresas e do sistema de ensino é que a maioria dos alunos são nativos digitais, assim como parte significativa dos clientes. Já nas empresas e no corpo docente das escolas, predomina a geração analógica.

O risco do abismo ampliado pela Inteligência Artificial

Há o risco de a Inteligência Artificial (IA) ampliar o abismo entre as duas gerações, devido ao seu avanço exponencial entre os nativos digitais. O Fórum Mundial elegeu como prioridade máxima o uso da IA, mas ainda há grande dificuldade em aplicá-la plenamente, especialmente nos países em desenvolvimento.

A IA exige mais que melhoria contínua

A IA não é uma ferramenta comum; ela se reinventa continuamente. À medida que é utilizada, permite não apenas aprimorar processos, mas rever modelos inteiros. A melhoria contínua deixou de ser suficiente: é necessário repaginar negócios e instituições de ensino.

O contraste visível nas escolas

Nas escolas, o abismo já é visível. Alunos nativos digitais contrastam com professores que, embora usem a IA para criar e corrigir provas ou gerar conteúdos, esbarram em currículos ultrapassados e dependentes de políticas governamentais. A situação se agrava em empresas e escolas sem infraestrutura adequada para lidar com o novo mundo criado pela Inteligência Artificial.

Impacto inevitável sobre negócios e gerações futuras

Não há dúvida quanto à importância da IA, mas seu impacto sobre os negócios e a formação das futuras gerações é inegável.

 

Hélio Mendes
Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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A CORTINA DE FUMAÇA DA SOBERANIA

A SOMBRA DE SERGEI MAGNITSKY

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CRÔNICA
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A Sombra de Sergei Magnitsky: A Lei que Nasceu da Dor e da injustiça.

A história de Sergei Magnitsky é um lembrete sombrio e poderoso de como a busca por justiça pode custar a vida. Ele não era um ativista político, nem um revolucionário.
Sergei era um advogado tributário russo que trabalhava para a Hermitage Capital, um fundo de investimentos do bilionário americano Bill Browder. Um homem de leis, ele se viu enredado em uma teia de corrupção que superava a sua própria compreensão. O que ele descobriu não foi um pequeno desvio de verba, mas um dos maiores esquemas de corrupção da Rússia, envolvendo policiais, juízes e figuras governamentais de alto escalão, que desviaram US$ 230 milhões em impostos estatais.
Acreditando na justiça, Sergei fez o que parecia ser o correto: denunciou o esquema. Mas, em um cenário onde a lei se curvava à vontade dos poderosos, sua honestidade foi sua sentença. Em vez de ver os corruptos serem levados à justiça, Sergei foi preso.
Dentro das celas, ele não encontrou um julgamento justo, mas sim uma sequência brutal de torturas emocionais. Submetido a condições desumanas e sem o tratamento médico adequado que sua condição exigia, Sergei Magnitsky morreu aos 37 anos, sob custódia do Estado. Sua morte, contudo, não foi em vão.
O sacrifício de Sergei chocou o mundo e mobilizou a comunidade internacional, principalmente seu cliente, Bill Browder. Browder, que já havia sido o maior investidor estrangeiro na Rússia, tornou-se o principal defensor da causa de Sergei. Ele travou uma batalha incansável para implantar a Lei Magnitsky após a morte injusta de seu advogado.
Essa legislação, que inicialmente surgiu nos Estados Unidos em 2012 e se espalhou por diversos países (como Canadá, Reino Unido e membros da União Europeia), não visa apenas punir os responsáveis pela morte de Sergei. Ela é uma ferramenta global que engloba casos de violações de direitos humanos e corrupção, permitindo que governos imponham sanções a indivíduos e entidades que se envolvam em tais atos, independentemente de sua localização.
As sanções incluem congelamento de ativos e proibição de entrada nos países. A Lei Magnitsky é, em essência, o legado de um homem que se recusou a fechar os olhos para a injustiça e o resultado da persistência de Bill Browder.
É uma crônica viva de como a bravura individual pode transcender a tragédia pessoal e se transformar em um instrumento de mudança global, tentando garantir que a sombra da corrupção não sufoque a luz da verdade para sempre.
A história de Sergei Magnitsky, dolorosa como é, serve como um alerta constante sobre a fragilidade da justiça e a importância de protegê-la.

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A CORTINA DE FUMAÇA DA SOBERANIA

PARTIDO NOVO TEM NOVO LÍDER EM JACAREPAGUÁ

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Advogado Carlos Cabral é o novo líder do Partido Novo, em Jacarepaguá.
ARTIGO

Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, tem agora como Líder do Partido Novo, o advogado Carlos Cabral. Nascido e criado na Taquara, Cabral é ferrenho defensor de melhorias para sua região.

 

O Partido Novo cresce a cada dia no Brasil e, Jacarepaguá – Rio de Janeiro – não poderia ficar de fora.

Carlos Cabral que atuava como voluntário e vice-líder no projeto de renovação do bairro, assume a Liderança do Partido Novo na região.

Com raízes profundas em Jacarepaguá, bairro onde nasceu e viu crescer, Carlos Cabral é mais do que um nome na política: é símbolo de compromisso com a comunidade e prova de que é possível fazer diferente.

Formado em Direito, atua também como Jornalista. Empresário, exerce atividades jurídicas em diversas empresas.

Como líder local, coordenará as atividades políticas do Partido Novo na região (Freguesia, Taquara, Pechincha, Praça Seca, Camorim, Curicica e Tanque), conectando-se diretamente com a comunidade por meio de eventos e presença nas redes sociais.

 

UM POUCO DE JACAREPAGUÁ

O nome Jacarepaguá tem origem tupi e significa “vale dos jacarés”, em alusão à grande presença de áreas alagadas e de jacarés na região nos tempos coloniais.

Durante o período colonial, Jacarepaguá foi uma importante zona agrícola, com diversos engenhos de açúcar e, posteriormente, fazendas de café. A região era atravessada por rios e cercada por montanhas, o que a tornava relativamente isolada do restante da cidade.

No século XIX, com a decadência dos engenhos, a região passou por um período de estagnação. A urbanização só começou a ganhar força a partir da segunda metade do século XX, especialmente com a expansão da cidade para a Zona Oeste.

Com a construção da Linha Amarela e da Transcarioca, Jacarepaguá ganhou importância estratégica, tornando-se um polo residencial e comercial de grande porte. Com cerca de 653 mil habitantes, a região também abriga bairros como Taquara, Freguesia, Anil, Curicica, entre outros, que juntos formam um dos maiores conjuntos de bairros da cidade.

Hoje, Jacarepaguá é conhecida por seu crescimento populacional acelerado, pela diversidade social e pela presença de áreas verdes, como a Floresta da Pedra Branca. Também abriga importantes instalações como o Riocentro, o Parque Olímpico e estúdios de televisão.

(Fonte de informações: redes sociais)

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POLÍTICA: DA EXPIAÇÃO À REGENERAÇÃO

A CORTINA DE FUMAÇA DA SOBERANIA

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CRÔNICA
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Persio Isaac

No tabuleiro da nação, as peças se movem sob o manto pesado de um discurso que ecoa há décadas: a soberania nacional. Uma palavra de peso, que evoca bandeiras, hinos e um sentimento de pertencimento. Mas, sob a retórica grandiosa, o que realmente se esconde?

A crônica de nossa época, se escrita com a caneta da honestidade, revela não um escudo contra ameaças externas, mas uma cortina de fumaça que ofusca as mazelas internas.

A narrativa do “nós contra eles” é o motor principal dessa engrenagem. Ela simplifica problemas complexos, cria inimigos invisíveis e, o mais perigoso de tudo, desvia o olhar dos desafios reais. Enquanto a atenção se volta para disputas geopolíticas e ameaças fabricadas, o país sangra em suas feridas mais profundas.

O déficit público monumental, uma espada de Dâmocles sobre a cabeça das futuras gerações, é empurrado para a sombra. Os prejuízos bilionários das estatais, que deveriam servir ao povo, evaporam-se em ineficiência e corrupção, mas são defendidos como pilares da tal soberania.

E o que dizer do escândalo do INSS? A máquina de aposentadoria, que deveria ser um porto seguro para milhões de brasileiros, se desfaz em fraudes e falhas estruturais, enquanto a lentidão da justiça permite que a impunidade se instale.

A falta de uma ação judicial séria e contundente não é um descuido, mas um sintoma da paralisia que atinge o sistema. Neste cenário, a figura de autoridades, como o Ministro Alexandre de Moraes, emerge com um discurso de valentia, uma retórica de “leão sem dentes” que, embora possa agradar a alguns, não resolve as questões de fundo.

A Lei Magnitsky, mencionada como uma afronta à nação, na verdade, se dirige a indivíduos, não ao país. A interpretação errônea ou deliberadamente distorcida de tais fatos alimenta a narrativa de perseguição e fortalece a ideia de um cerco internacional, quando o problema, mais uma vez, reside em ações pessoais e não em um complô contra o Brasil.

A falta de união e a desmoralização do STF são reflexos claros dessa polarização. A alta corte, que deveria ser a guardiã da Constituição, se fragmenta em disputas internas e ideológicas, perdendo sua credibilidade e sua capacidade de agir como um poder moderador.

Por fim, a liderança política, com o Presidente Lula à frente, mantém um discurso que soa vazio e anacrônico, preso a ideias do passado que não oferecem soluções para os problemas do presente.

A grande imprensa, em vez de questionar e investigar, muitas vezes se alinha, consciente ou inconscientemente, a essa narrativa, perpetuando mentiras e alimentando a confusão.

Nesse “país do futuro”, a crônica de hoje é um retrato de um presente preso em suas próprias contradições. As grandes mazelas políticas, financeiras e sociais estão todas ali, à vista de quem quiser ver.

Mas, enquanto o espetáculo da soberania nacional mantiver a plateia distraída, o verdadeiro palco da nação continuará a ser palco de uma peça que, a cada dia, se torna mais trágica.

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BRASIL FALA GROSSO COM EUA

GEOPOLÍTICA IGNORADA CUSTA CARO

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ARTIGO

A Ausência de Conhecimento Geopolítico e Seus Custos Silenciosos

 

Nos últimos 30 anos, coordenei centenas de Planejamentos Estratégicos em médias e grandes empresas, além de associações nacionais. Some-se a isso minha vivência em feiras internacionais, no Itamaraty e em uma multinacional — experiências que me despertaram para a importância da geopolítica.

No Brasil, o tema segue negligenciado. Sempre alertei clientes sobre a necessidade de enxergar além do próprio setor. Presenteei-os com livros, promovi debates e defendi que não há sucesso sustentável sem leitura do cenário internacional.

Ainda assim, a maioria das escolas de negócios não trata a geopolítica como deveria. Essa ausência curricular revela um pensamento ultrapassado, preso aos paradigmas da Guerra Fria.

Vivemos num cenário global de novos atores, erosão das antigas potências, conflitos híbridos, interdependência sistêmica e disputas tecnológicas. Não basta saber o que ocorre “lá fora” — é essencial entender como tudo isso nos afeta.

O despertar tem sido tardio. Só diante de guerras, crises energéticas e disputas comerciais muitos perceberam nossa vulnerabilidade.

Esse atraso custa caro: decisões equivocadas, oportunidades desperdiçadas e riscos ampliados.

Faço um chamado a líderes, gestores e educadores: geopolítica não é periférica, é estratégica. O mundo já entendeu isso. E nós — quando vamos entender?

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

 

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QUARTA-FEIRA DE ALÍVIO PARCIAL NO BRASIL

UM SALTO MONUMENTAL NA GENÉTICA

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Getty Images/iStockphoto
CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Cientistas japoneses eliminam cromossomo extra causador da Síndrome de Down em células humanas

Equipe da Universidade de Mie usa tecnologia CRISPR para remover com precisão a terceira cópia do cromossomo 21, restaurando funções celulares normais

Pesquisadores japoneses alcançam feito inédito ao remover o cromossomo extra causador da Síndrome de Down por meio da edição genética CRISPR-Cas9 @REPRODUÇÃO

Um avanço científico sem precedentes foi alcançado por pesquisadores japoneses, que conseguiram remover com sucesso o cromossomo extra responsável pela Síndrome de Down em células humanas. A descoberta foi liderada pelo Dr. Ryotaro Hashizume, da Universidade de Mie, e publicada na revista científica PNAS Nexus.

Usando a avançada tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9, a equipe eliminou com precisão apenas a terceira cópia do cromossomo 21 — a principal causa da trissomia 21, condição que afeta 1 em cada 700 nascimentos no mundo. O procedimento preserva as duas cópias normais, mantendo a integridade genética essencial das células.

Como funciona a técnica

A Síndrome de Down ocorre quando há uma cópia extra do cromossomo 21, levando a deficiências intelectuais, características físicas específicas e maior predisposição a problemas de saúde como doenças cardíacas congênitas e Alzheimer precoce.

Para realizar a correção genética, os cientistas utilizaram um método chamado edição alélica específica, que permite ao CRISPR diferenciar o cromossomo extra das duas cópias normais com base em pequenas variações genéticas. O sistema foi então programado para cortar exclusivamente o cromossomo excedente, que, uma vez instável, foi naturalmente descartado pelas células durante a divisão celular.

Nos testes de laboratório, o procedimento obteve uma taxa de sucesso de 30,6% na remoção do cromossomo adicional. Após o tratamento, as células mostraram restauração da expressão gênica, produção normal de proteínas e maior taxa de sobrevivência, comparando-se às células típicas.

Resultado obtido em células-tronco e maduras

Um dos aspectos mais notáveis da pesquisa foi o sucesso da técnica não apenas em células-tronco, mas também em células maduras de pele obtidas de indivíduos com Síndrome de Down — um feito raro em edição genética, que geralmente se restringe a estágios celulares mais primitivos.

“Conseguimos restaurar o equilíbrio genético sem comprometer as funções básicas da célula”, afirmou Dr. Hashizume. “Isso abre novas possibilidades para entender melhor a trissomia 21 e, futuramente, desenvolver terapias seguras e eficazes.”

Futuro promissor, mas com cautela

Embora os resultados sejam promissores, os cientistas ressaltam que a aplicação clínica ainda está distante. A edição genética em humanos envolve desafios éticos, técnicos e de segurança, especialmente em se tratando de condições genéticas amplas e complexas como a Síndrome de Down.

A pesquisa, no entanto, representa um marco no campo da genética e medicina regenerativa. Além de aprofundar o conhecimento sobre a trissomia 21, ela pode abrir caminho para o desenvolvimento de terapias futuras que reduzam complicações graves associadas à condição, como declínio cognitivo precoce e alterações cardíacas.

Fonte: PNAS Nexus – Oxford Academic

Resumo

A trissomia 21 humana, responsável pela síndrome de Down, é a causa genética mais prevalente de comprometimento cognitivo e continua sendo um foco importante para o diagnóstico pré-natal e pré-implantação.

No entanto, pesquisas direcionadas à eliminação de cromossomos supranumerários de células trissômicas são limitadas. O presente estudo demonstra que a clivagem de múltiplos cromossomos específicos para alelos por repetições palindrômicas regularmente interespaçadas Cas9 pode alcançar o resgate da trissomia, eliminando o cromossomo-alvo de células-tronco pluripotentes e fibroblastos induzidos pela trissomia 21 humana.

Diferentemente das estratégias não específicas para alelos relatadas anteriormente, desenvolvemos um método abrangente de extração da sequência alvo Cas9 alelo-específica (AS) que remove o cromossomo-alvo de forma eficiente.

A supressão temporária de genes de resposta a danos no DNA aumenta a taxa de perda cromossômica, enquanto o resgate cromossômico restaura reversivelmente as assinaturas gênicas e melhora os fenótipos celulares. Além disso, essa estratégia se mostra eficaz em células diferenciadas e não divididas.

Prevemos que uma abordagem AS estabelecerá as bases para intervenções médicas mais sofisticadas direcionadas à trissomia 21.

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QUARTA-FEIRA DE ALÍVIO PARCIAL NO BRASIL

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OPINIÃO

Ontem, 30 de julho de 2025, o mercado brasileiro substituiu, mesmo que parcialmente, a expectativa sobre a imposição de tarifas, pelos EUA, sobre produtos nacionais, por um enorme alívio, pois o governo dos EUA definiu isenções, baseadas estritamente em indicadores econômicos e comerciais.

Com vigência a partir de 6 de agosto próximo, o governo dos EUA decretou ontem tarifas adicionais de 40% sobre produtos brasileiros, porém, ainda que sem qualquer negociação, isentou quase metade das exportações brasileiras, ou cerca de 700 itens de seu interesse, entre eles minério de ferro, suco de laranja, aço, petróleo e gás e aeronaves. Itens que estarão sujeitos à tarifa inicial de 10%.

Todos os produtos constantes da outra metade das exportações brasileiras estarão sujeitos a taxa adicional ad valorem de 40%, entre eles carne bovina, café, mangas e roupas.

Considerando que a isenção oferecida pelos EUA não foi objeto de negociação entre as partes, é possível que da mesma forma, a tarifa adicional imposta sobre metade das exportações brasileiras não seja objeto de negociação.

Significa dizer que a decisão está tomada, a medida implantada e não haverá qualquer negociação entre as partes sobre a imposição das tarifas, o que impacta fortemente os setores taxados.

O cenário é, portanto, de imensas dificuldades, com intensos reflexos econômicos, e, considerando as diferenças políticas entre as partes, o próximo passo à disposição é a ampliação do diálogo e do entendimento entre os estados, evitando escalada e conflitos desnecessários.

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DÓLAR, O ÍCONE DA DISCÓRDIA

O BRASIL DE HOJE : ENTRE A LEI E A TIRANIA

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Imagem gerada por IA. Juizes julgando pessoas.
PAPO RETO COM ADOLFO PADILHA
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Vivemos, atualmente, em um Brasil onde a letra da lei tem sido frequentemente ignorada em nome de um projeto ideológico.

 

Um país onde um condenado por corrupção foi politicamente resgatado por aliados de um sistema de poder estabelecido nas estruturas de um Estado de viés ideológico de esquerda.

Esse mesmo sistema viabilizou sua volta à disputa eleitoral, culminando em uma vitória marcada, no mínimo, por dúvidas. Questionar isso abertamente, no entanto, se tornou quase um tabu — pois fazê-lo pode significar ser tachado como inimigo da democracia.

VEJA AONDE CHEGAMOS!

Ainda resistem alguns espaços de liberdade, embora ocupados com certo receio, como quem pisa em solo instável. Pergunta-se: onde foi que chegamos? O fato de hoje nos traz reflexões de muitos pensadores contemporâneos. Entre elas, uma máxima que resume o ideal democrático: “O império da lei é quando o soberano não tem poder arbitrário; a lei é igual para todos.” Mas, infelizmente, o Brasil de hoje está longe dessa igualdade.

Sonhamos com o retorno de um tempo em que o Estado tratava todos sob o mesmo peso da lei — sem privilégios, sem perseguições. Ao revisitar fundamentos jurídicos que sustentam a liberdade e o amplo direito de defesa, encontramos o seguinte princípio: “O soberano não pode exercer poder arbitrário. Para garantir os direitos individuais, é essencial a separação entre o acusador e o julgador.”

No entanto, o que assistimos hoje é justamente o contrário: um juiz que se declara vítima de crimes contra a democracia se coloca também como investigador, conduz o inquérito, atua como promotor e, por fim, julga o próprio caso. Acusa, denuncia e sentencia. Isso é incompatível com qualquer noção de justiça.

A pergunta que não cala é: Qual lei confere a esse magistrado tal poder? Nenhuma!

Nenhuma norma constitucional ou infraconstitucional permite tamanha concentração de funções — o que representa uma flagrante violação da Constituição Federal. Trata-se de um atropelo às garantias legais e ao devido processo legal, colocando em xeque a própria ordem democrática.

O silêncio da maioria dos juristas brasileiros diante desses abusos é ensurdecedor. Seja por covardia, seja por conveniência, a omissão de quem deveria zelar pelo Estado de Direito tem contribuído para o avanço de uma perigosa tirania.

Sim, nossa democracia está sob ameaça. E não pelo golpe imaginário, pela a milícia digital inexistente e nem pelas velhinhas e velhinhos, por armas como batom, bandeiras e bíblias. Mas sim pela a escalada de uma ação absurda de calar uma oposição.

Se antes o autoritarismo se manifestava na esfera econômica, hoje ele atinge os valores, os princípios e as liberdades individuais. O controle de narrativas, a perseguição a adversários políticos e a censura disfarçada são sintomas de um Estado que se afasta da democracia liberal. É por isso que não podemos desistir. Como já dizia o filósofo liberal John Locke: “Quando acaba a lei, começa a tirania. ”

A lei existe para proteger a sociedade, não para subjugar o cidadão. Quando a autoridade ultrapassa os limites que a própria lei impõe, ela deixa de ser legítima. Agir fora da legalidade, por ideologia, política ou interesse, é usurpar os direitos alheios. É instaurar o medo. É plantar a insegurança.

Diante disso, cabe ao povo erguer-se, democraticamente, contra os abusos. Reafirmar o respeito à Constituição, exigir a separação dos poderes e garantir que a lei seja, de fato, igual para todos.

Porque se não fizermos isso agora, a única certeza que teremos é que, mais cedo ou mais tarde, esse peso ilegal e arbitrário cairá sobre todos nós.

ADOLFO PADILHA

 

EVENTO SOBRE TERAPIA GENÉTICA, EM BRASÍLIA.

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Encontro entre médicos, pesquisadores, instituições e famílias lançará documentário e debaterá avanços e desafios no tratamento de diversos distúrbios genéticos.

Brasília recebe em 08 de agosto evento sobre Terapia Gênica no Brasil com pesquisadores de doenças raras, autismos, sindrômicos e câncer.

Em 8 de agosto, o Instituto DEAF1 e Autismos Sindrômicos realiza, no Auditório da Finatec, no Campus Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília (UnB), o Fórum “Terapia Gênica no Brasil”.

Trata-se de um encontro aberto ao público dedicado à divulgação científica acessível e ao fortalecimento da articulação entre médicos, famílias, pesquisadores e instituições envolvidas com o avanço no tratamento de várias doenças, incluindo condições genéticas
raras como hemofilia, atrofia muscular espinhal (AME), epidermólise bolhosa, anemia falciforme, lipofuscinoses e síndromes do espectro autista.

Com uma programação que alia ciência, afeto e informação qualificada, o evento marca o
lançamento do documentário “Terapia Gênica no Brasil”, financiado por edital da Pfizer Internacional, e promove painéis temáticos que abordam desde os primeiros passos da pesquisa até os entraves regulatórios e os desafios de acesso às terapias já aprovadas no Brasil. As inscrições para participar podem ser feitas através do Sympla.

Mas o que é terapia gênica?

Em linhas gerais, trata-se de uma abordagem inovadora da medicina que busca corrigir falhas genéticas diretamente na raiz do problema. Ou seja, em vez de apenas tratar sintomas, como comumente acontece, ela atua sobre o material genético das células, com o objetivo de substituir ou silenciar genes defeituosos que causam doenças. Esses estudos
têm despertado grande expectativa, principalmente no campo das doenças genéticas raras, já que muitas delas (cerca de 95%) não têm tratamento eficaz.

Ainda em desenvolvimento para a maioria das condições, essa abordagem representa um marco na medicina de precisão, aproximando a ciência de soluções personalizadas e transformadoras para quem convive com doenças até então consideradas sem saída.

Para abordar o tema de forma a contemplar o público diverso a que se propõe a alcançar, o Fórum combina duas ações principais: a exibição dos episódios do documentário seguida de debates em formatos de painéis para desdobrar esses conteúdos ao máximo. A ocasião será ideal para que dúvidas possam ser levantadas, debatidas e novas hipóteses ou pesquisas, sugeridas. Um momento único de união entre diversas pontas desse ecossistema: pesquisa, governo, médicos e famílias.

Por mais que a questão pareça distante para a maioria das pessoas, é possível que muitos já tenham ouvido falar do “remédio mais caro do mundo”. Também causa fascínio o caso do “Bebê CRISPR”. Sem falar na polêmica das mortes nos testes do medicamento Elevydis, para distrofia muscular de Duchenne, nos Estados Unidos.

Esses são alguns exemplos de como o assunto da Terapia Gênica está borbulhando no cenário internacional. Mas e no Brasil, a quantas anda a pesquisa por aqui? Ela existe? Como ter acesso a ela? Nossos cientistas estão em dia com as atualizações desse campo? Estas e tantas outras são questões pertinentes a este fórum. É comprometido com a difusão do conhecimento científico em benefício da saúde das pessoas com doenças genéticas, que o Instituto DEAF1 e Autismos Sindrômicos, lançou-se no desafio de documentar as iniciativas e os conceitos básicos sobre Terapia Gênica no Brasil.

Financiado pela Pfizer Internacional por meio de edital público de educação sobre genética,  o documentário traz três episódios: “Ciência Básica”, “Ciência Translacional” e “Ciência Clínica”. As filmagens, realizadas em São Paulo, Curitiba, Rio Grande do Sul e Brasília,
trazem o conhecimento, experiência e relatos das pessoas mais embasadas para tratar do assunto, no Brasil.

Mais do que um evento técnico, “Terapia Gênica no Brasil” será uma oportunidade pioneira de compartilhamento de vivências, construção de redes e sensibilização sobre os caminhos possíveis para o futuro do tratamento de síndromes raras e doenças de fundo genético no país.

Com possibilidade de participação presencial e online, o evento destinará toda a arrecadação dos ingressos a pesquisas científicas conduzidas pelo Instituto DEAF1 e Autismos Sindrômicos.

Organizado por uma instituição que nasceu do cotidiano das famílias afetadas, o evento traduz a ciência para a realidade de quem vive, dia após dia, os impactos das doenças raras. A presidente do Instituto DEAF1, a jornalista e publicitária Ana Karine Bittencourt, é mãe de uma criança diagnosticada com uma síndrome ligada ao gene DEAF1 e atua ativamente no fomento à pesquisa no Brasil.

No Instituto DEAF1, queremos que a ciência avance para trazer benefícios concretos para os problemas de saúde dos nossos filhos. Para isso, aprendemos os termos científicos, nos aproximamos dos pesquisadores, sugerimos redes, hipóteses e acompanhamos os trabalhos para ajudar. Também fazemos questão de difundir o conhecimento entre nós e o maior número de pessoas. As famílias precisam fazer parte desse ecossistema de avanço científico na genética, por serem comprometidas com o produto final: a saúde de seus filhos. Esta é a razão para não deixarmos que o conhecimento se perca por problemas diversos que podem surgir no meio do caminho. Acreditamos que a ciência é uma estrada possível também no Brasil. A Terapia Gênica, aqui compreendida como as múltiplas possibilidades de intervenção genética seja por CRISPR, ASO, RNA ou outra estratégia, é um assunto que está em voga no mundo inteiro. Não podemos ficar alheios”, afirma Ana Karine.

Sobre o Instituto DEAF1

Criado em Brasília em 2020, o Instituto DEAF1 é uma associação sem fins lucrativos, pioneira na pesquisa sobre mutações no gene DEAF1 e autismos sindrômicos. Ele atua como ponte entre cientistas e famílias, democratizando o acesso ao conhecimento científico e promovendo ações que aceleram o desenvolvimento de tratamentos eficazes. Com forte base ética e compromisso com a vida, o Instituto constrói redes de apoio e pesquisa dentro e fora do Brasil.

O Instituto tem se destacado como produtor de conteúdo sobre avanços científicos em condições raras, especialmente neurológicas. A terapia gênica é um de seus objetivos estratégicos. Há anos atua com seu Núcleo de Inovação Tecnológica próprio, incentivando conexões nacionais e internacionais entre pesquisadores.

Fazem parte do instituto profissionais de diversas áreas, incluindo médicos, fisioterapeutas, biólogos, biomédicos com mestrado e doutorado, pesquisadores em saúde pública, professores, administradores, jornalistas, publicitários, assistentes sociais, especialistas em tecnologia da informação e analistas de sistemas. Essa diversidade permite um trabalho multidisciplinar, integrando conhecimento científico, apoio clínico e suporte social. Em comum, vários desses profissionais têm a proximidade com pessoas afetadas pela
deficiência no DEAF1, o que confere a eles ainda mais propriedade para desenvolver o assunto.

SINOPSES DOS EPISÓDIOS

Episódio 1 – Ciência Básica

Uma introdução essencial à genética moderna, abordando as diferentes visões sobre
o conceito de Terapia Gênica e seu alcance no DNA versus RNA. Apresentação de conceitos necessários da ciência básica como: ganho/perda de função, estudos funcionais, descrição de sintomas, história natural da doença e órgãos de ataque para que uma estratégia de Terapia Gênica seja definida com informações seguras de pesquisas na ciência básica.

Participações no documentário:

Dr. Fernando Kok, professor de Neurologia Infantil da USP e pesquisador do Projeto Genoma Humano no Brasil.
Dra. Mariana Moyses, coordenadora de Pesquisa na AFIP, com pós-doutorado em Harvard/MIT.
Me. Carolina Nunes Santo, diretora de Pesquisa no Instituto DEAF1 e Autismo Sindrômicos.
Dra. Lúcia Inês Macedo, pesquisadora colaboradora no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, USP.
Dra Eugênia Contanzi-Strauss, fundadora do Laboratório de Terapia Gênica da USP com pós-doutorado na UC San Diego.

Dr. Bryan Strauss, presidente do INCT Terapia Gênica e Coordenador de Pesquisa Médica e diretor do Laboratório de Vetores Virais no Centro de Investigação Translacional em Oncologia – FM/USP.
Dra. Juliana Cola, médica Otorrinolaringologista e Mãe atípica DEAF1.
Thaís Santos, mãe atípica DEAF1.
Dra. Flávia Guedes, médica do Trabalho e Mãe atípica Phelan McDermid.
Dr. Ricardo Weinlich, pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein.
Dra. Priscila Matsumoto, pesquisadora do Hospital Israelita Albert Einstein.

Episódio 2 | Ciência Translacional

Este episódio explora os desafios de transformar descobertas de laboratório em tratamentos reais. Especialistas apresentam os conceitos próprios desta etapa, os desafios e modelos de testes pré-clínicos necessários para que seja possível o desenvolvimento de terapias gênicas no Brasil e no mundo.

Participações no documentário:

Dra. Katherine Athayde Teixeira de Carvalho, neurologista e pesquisadora do Instituto Pelé Pequeno Príncipe.
Dr. Ricardo Weinlich, pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein.

Dra. Priscila Matsumoto, pesquisadora do Hospital Israelita Albert Einstein.
Dra. Carolini Kaid, CEO – IOZ Biotech – Vencedora do prêmio de tecnologia VivaTech 2025.
Dr. Diego Grando Módolo, pesquisador Señior da IOZ Biotech – Engenheiro de vetores virais para Terapia Gênica.
Me. Pedro Machado, pesquisador Junior da IOZ Biotech – Engenheiro de vetores virais para Terapia Gênica

Episódio 3 | Ciência e Prática Clínica 

A realidade da terapia gênica chega ao consultório, aos lares e aos órgãos reguladores. Profissionais da saúde, pesquisadores, reguladores e uma mãe ativista compartilham experiências com tratamentos aprovados, discutem acessos, desafios clínicos e a importância da informação qualificada sobre terapias gênicas no Brasil.

Participações:

Bruna Oliveira, primeira paciente de Luxturna (terapia gênica oftalmológica para Amaurose Congênita de Leber) da América Latina.
Dr. João Batista, gerente-geral da Anvisa para terapias avançadas. Apresenta as terapias gênicas já aprovadas no Brasil e os caminhos regulatórios diferenciados para doenças raras.
Dra. Margareth Castro Ozelo, professora da Unicamp e pesquisadora do Hemocentro de Campinas. Precursora dos testes de terapia gênica para Hemofilia no Brasil.
Dra. Juliana Sallum, precursora dos testes de Luxturna com brasileiros no exterior e no Brasil.
Dra. Gabriela Yamaguti, médica hematologista que acompanhou testes clínicos de terapia gênica para hemofilia na Unicamp.
Dr. Roberto Giugliani, chefe de Doenças Raras na Dasa Genômica e fundador da Casa dos Raros. Compartilha sua trajetória pioneira com terapia gênica para CLN2 e destaca a urgência de formar profissionais preparados para esse campo.
Dra. Juliana Sallum, médica da Unifesp e pós-doutora pela Johns Hopkins. Aborda a aplicação do medicamento Luxturna em distrofias da retina e sua contribuição na primeira terapia gênica ocular da América Latina.
Grace Cauzo, mãe atípica e fundadora da SCN2A Brasil.
Márcio Souza (voz), CEO da Práxis Medicina de Precisão.

Programação – 8 de agosto | Auditório da Finatec – UnB

8h – Credenciamento | 8h30 – Welcome Coffee | 9h – Mesa de abertura – representantes convidados do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Saúde, Anvisa e Secretaria de Ciência e Tecnologia do DF.

10h – Dra. Roberta Stilhano – Provocações iniciais de um debate que grita por
aprofundamento | 10h30 – Lançamento do 1º episódio do documentário: “Ciência Básica” (aproximadamente, 20 minutos)

11h – Painel 1: “Entender é diferente de ouvir falar” | O que é Terapia Gênica e o que é necessário saber na ciência básica para desenvolver uma estratégia de terapia gênica?

Participantes: Raphael Bonadio (Instituto DEAF1), Priscila Matsumoto (Hospital
Albert Einstein), Pedro Machado (IOZ- Biotech), Lúcia Inês Macedo (USP),
Mariana Moyses (AFIP), Bryan Strauss (Instituto do Câncer) e Roberta Stilhano
(Santa Casa- SP – medidadora)

12h – Intervalo e Networking

13h30 – Lançamento do 2º episódio do documentário “Ciência Translacional” (aproximadamente, 30 minutos)

14h – Painel 2: “Os modelos: celulares, organoides, em animais e o ‘Vale da Morte” | Uma discussão sobre os principais métodos usados na Terapia Gênica e os desafios para que ela seja desenvolvida, criada, patenteada e comercializada no Brasil.
Participantes: Carolina Nunes (Instituto DEAF1), Ricardo Weinlich (Hospital Albert
Einstein), Katherine Carvalho (Pelé Pequeno Príncipe), Diego Grando Módolo (IOZ
Biotech), Carolini Kaid (IOZ Biotech), Ricardo Titze (UnB) e Roberta Stilhano
(Santa Casa- SP – mediadora)

15h – Coffee Break

15h30 – Lançamento do 3º episódio do documentário “Ciência e Prática Clínica” (aproximadamente, 30 minutos)

16h30 – Painel 3: “A realidade das terapias gênicas já aprovadas e a expectativa das
famílias” |Aproximação entre a ciência que já é aplicada em outros países e a expectativa das famílias brasileiras por acesso equitativo, seguro e eficaz.
Participantes: Ana Karine (Instituto DEAF1), Flavia Guedes (Phelan Mcdermid), Grace Cauzo (SCN2A), Adriana Banzatto (Pequeno Príncipe), Juliana Sallum (Unifesp), Gabriela Yamaguti (Unicamp), João Batista (Anvisa) e Roberta Stilhano (Santa Casa- SP – mediadora).

Terapia Gênica no Brasil | Data: 08 de agosto de 2025 | Horário: Das 8h às 18h | Local: Auditório da Finatec – Universidade de Brasília (UnB) | Ingressos presenciais: R$10 (inteira) e R$5 (meia)

O valor arrecadado será revertido para pesquisas científicas conduzidas pelo Instituto DEAF1 e Autismos Sindrômicos.

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/forum-terapia-genica-no-brasil/3002492k

Realização: Instituto DEAF1 | Apoio: Finatec, INCT Intergen – Terapia Gênica, Associação Brasileira de Epilepsia, Instituto Vidas Raras.

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Divulgação: Donna Mídia Comunicação | Charlotte Vilela | (61) 98151-2400 | donnamidia@gmail.com

Publicação: REVISTA DIÁRIA | ALUIZIO TORRECILLAS

REVISTA DIÁRIA | www.revistadiaria.com.br | contatorevistadiaria@gmail.com

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/os-alimentos-sao-remedios-e-o-intestino-sabe-reconhecer-isso/

OS ALIMENTOS SÃO REMÉDIOS. E O INTESTINO SABE RECONHECER ISSO.