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A VISÃO MAQUIAVÉLICA DA POLÍTICA: REALISMO CRU E A NATUREZA HUMANA

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A Visão Maquiavélica da Política: Realismo Cru e a Natureza Humana.

Niccolò Machiavelli, com sua obra seminal “O Príncipe”, escrita em um tempo em que a Itália era um mosaico de cidades-estado e não um país unificado, chocou a Europa e, em especial, a Igreja Católica. Sua visão da política, desprovida de idealismos e mergulhada no mais cru realismo, lhe rendeu a fama de “diabólico” e controverso, fama que o acompanha até hoje.

Maquiavel parte de uma premissa fundamental: a natureza humana é inerentemente falha. Para ele, os homens são, em sua essência, egoístas, ambiciosos, cínicos, hipócritas e covardes, agindo primordialmente em função de seus interesses próprios. Essa visão pessimista, mas pragmaticamente assertiva, é o alicerce sobre o qual ele constrói sua teoria política. Ele não se ilude com a benevolência ou a moralidade inata dos indivíduos, especialmente daqueles que detêm o poder.

A Separação Radical entre Moral Religiosa e Moral Política

Um dos pontos mais revolucionários e polêmicos de Maquiavel é sua separação radical entre a moral religiosa e a moral política. Enquanto a moral religiosa prega a virtude, a piedade e o bem, a moral política, na visão maquiavélica, exige que o governante esteja disposto a usar de todos os os meios necessários para manter o poder e a ordem do Estado.

Para Maquiavel, o “bem comum” não é alcançado por meio de ações virtuosas no sentido tradicional, mas sim pela estabilidade e segurança do principado.

Isso significa que, para o Príncipe, atos que seriam condenáveis sob uma perspectiva religiosa ou ética individual – como roubar, mentir ou até matar – podem ser justificados se servirem ao propósito maior de preservar o Estado. Maquiavel não endossa essas ações por si só, mas as reconhece como ferramentas que um governante “virtuoso” (no sentido maquiavélico de virtù, que denota capacidade e astúcia) deve estar preparado para empregar quando a situação exigir. A astúcia da raposa e a força do leão são qualidades que o Príncipe deve saber dosar.

O Poder da Ilusão e a Realidade da Liderança

A obra de Maquiavel desmistifica a ideia de que líderes, sejam eles religiosos, sindicalistas ou empresariais, atuarão sempre em prol do bem comum. Pelo contrário, ele nos alerta para a ilusão de que a mera eleição ou nomeação de um indivíduo garante sua dedicação desinteressada.

Na visão maquiavélica, a natureza humana, com suas fraquezas e ambições, persistirá mesmo nas mais altas esferas de poder. O que importa, para o governante, é a percepção que o povo tem dele, não necessariamente a realidade de suas ações. Um Príncipe pode parecer virtuoso, mesmo que não o seja, desde que isso garanta o apoio e a obediência dos súditos.

A relevância de Maquiavel, mesmo séculos após sua morte, é inegável, especialmente ao observar o cenário político contemporâneo. Suas análises sobre a ambição, o pragmatismo e a busca pelo poder ecoam em muitas realidades, inclusive na política brasileira, onde a discussão sobre moralidade e ética frequentemente se torna um tema de debate e preocupação pública.

Afinal, a visão de Maquiavel sobre a política é um convite a olhar a realidade sem véus, a compreender as motivações por trás das ações dos governantes e a reconhecer que, para manter o poder, muitas vezes a “virtù” de um Príncipe reside em sua capacidade de navegar pelas complexidades da natureza humana, mesmo que isso signifique fazer escolhas moralmente ambíguas.

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PERGUNTAS ESTRATÉGICAS QUE VOCÊ NÃO TEM UTILIZADO – E O REVERSO FAZ

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Perguntas estratégicas que você não tem utilizado – e o Reverso faz.

No cenário atual, onde mudanças superam a capacidade de resposta dos modelos tradicionais, o Planejamento Estratégico Reverso (PER) surge como uma alternativa transformadora. Ao invés de adaptar-se a cenários prováveis, o PER propõe o oposto: a organização escolhe o futuro que deseja criar.

Essa abordagem rompe com a lógica linear. O PER não busca previsões, mas protagonismo. Ele convida líderes a formular novas perguntas estratégicas, que desafiam o pensamento convencional e reposicionam a organização no mercado.

Veja a mudança de perspectiva que o Reverso propõe:

• De “O que é provável acontecer?” → “Que futuro queremos criar?”

• De “Como nos adaptar?” → “Como moldar as tendências?”

• De “Quais nossas limitações?” → “Como transcendê-las?”

• De “Como otimizar?” → “O que pode transformar o jogo?”

 

Essas perguntas não são apenas retóricas. Elas provocam uma mudança de mentalidade e rompem com a passividade institucionalizada. O PER estimula inovação e impacto real.

Adotar o Reverso é assumir o protagonismo estratégico. É sair da zona de análise e entrar na zona de criação. Em tempos de incertezas, quem pergunta diferente, transforma.

HELIO MENDES

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AS DUAS COMPETÊNCIAS QUE SUA EMPRESA PRECISA

OS ANIMAIS TEM ALMA

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Os animais não falam com palavras, mas se comunicam com a alma. Seu olhar, sua entrega, sua dor silenciosa — tudo isso revela uma verdade que muitos ainda se recusam a ver: os animais têm alma.

Eles não são apenas corpos instintivos movidos por sobrevivência. São espíritos em evolução, caminhando na longa estrada da consciência. Sentem alegria, medo, tristeza, amor e saudade. E acima de tudo, sentem dor — não apenas a física, mas a dor da perda, da rejeição, do abandono, da violência.

A dor que eles sentem é a prova mais pura de que há um ser espiritual por trás do corpo que habita. Um ser que vibra, que aprende, que ama.

Cada animal tem seu pequeno mundo interior. Um propósito, mesmo que silencioso. Uma missão, mesmo que invisível. Muitos vêm para despertar em nós a compaixão, a paciência, o amor incondicional. Outros vêm para nos proteger, para nos ensinar a humildade ou apenas para compartilhar o caminho por um tempo.

Eles não são “coisas”. São nossos irmãos menores na jornada da vida. E por isso merecem respeito, cuidado e compreensão. O modo como tratamos os animais reflete o grau de nossa própria evolução espiritual. Aquele que é capaz de olhar um animal nos olhos e reconhecer ali uma centelha divina está mais perto de compreender o verdadeiro amor universal.

Se hoje ainda muitos os matam, os exploram, os ignoram — chegará o tempo em que isso será visto como uma brutalidade do passado. O futuro será de paz, e ele começa quando entendemos que toda vida importa, que toda alma merece viver.

Eles choram quando perdem seus filhotes, se alegram quando recebem amor, se retraem diante da violência, e muitas vezes demonstram uma lealdade e pureza que os humanos nem sempre conseguem expressar.

Essa capacidade de sentir, de se apegar, de amar e sofrer, mostra que os animais não são meros instintos, mas seres sencientes com um mundo interior, com uma missão evolutiva, assim como nós.

Espiritualistas, como os seguidores da Doutrina Espírita, budistas, teosofistas e outras correntes, reconhecem que:

• Os animais evoluem espiritualmente;

• Eles estão em processo de aprendizado e desenvolvimento da consciência;

• Muitos animais têm laços espirituais com seus tutores humanos, que ultrapassam a existência material.

Respeitá-los, portanto, é um ato de elevação moral, e compreendê-los é abrir o coração para a compaixão universal, um dos passos mais importantes no caminho da luz.

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ALGO INCRÍVEL ACONTECE QUANDO HUMANOS OLHAM FIXAMENTE NOS OLHOS DE UM CACHORRO

BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA ULTRAPASSAM EM 17% O NÚMERO DE CARTEIRAS ASSINADAS, NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE

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An aerial shot of small building near to each other on a hill

 

BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA ULTRAPASSAM EM 17% O NÚMERO DE CARTEIRAS ASSINADAS, NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE

Estudos recentes revelaram crescente desestímulo à busca por emprego após sucessivos aumentos do valor do Programa Bolsa Família. A queda de 63,4% (em 2020) para 62,1% de pessoas empregadas ou tentando ser contratadas mostra que há mais pessoas sem trabalhar e sem buscar empregos do que no período imediatamente anterior a pandemia. Tendência que apresenta maior potencial nas regiões Norte e Nordeste.

A responsabilidade por 19% do PIB nacional levou as regiões Norte e Nordeste, mesmo abrigando somente 35% da população, a participarem com mais da metade (58%) dos beneficiários do Programa Bolsa Família e com somente 22% das carteiras assinadas no país.

 

Regiões

 

População %

 

PIB %

Carteiras

Assinadas

%

Bolsa Família

%

Sudeste, Sul e Centro-Oeste65%81%78%42%
Norte e Nordeste35%19%22%58%

Fonte: CAGED

Todos os estados em que os beneficiários do Programa Bolsa Família ultrapassaram as carteiras assinadas estão localizados nas regiões Norte e Nordeste, sendo que nessas duas regiões o Bolsa Família representou 117% das carteiras assinadas. Dentre os doze estados que apresentaram essa tendência, os mais elevados resultados ocorreram no Maranhão e em Roraima com quase o dobro (186%), seguidos do Piauí com 164%.

Do outro lado da equação, as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, ao se responsabilizarem por 81% do PIB nacional e abrigando 65% da população, participam com 78% das carteiras assinadas e com 42% dos beneficiários do Programa Bolsa Família, resultado ainda ameaçador.

Nessas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, Santa Catarina apresenta o melhor resultado, com os beneficiários do Programa Bolsa Família representando somente 9% das carteiras assinadas no estado, enquanto encontra-se no Estado do Rio Janeiro a mais alta relação, na faixa de 43%. Performance que compromete a região.

O resultado consolidado apresenta o Brasil com os beneficiários do Programa Bolsa Família representando quase a metade (44%) do total de carteiras assinadas, sinalizando desempenho preocupante para a sustentabilidade fiscal.

As performances, em geral, mostram um evidente desequilíbrio econômico-social, em que pese as representações políticas das regiões Norte e Nordeste alcançarem 42% na Câmara dos Deputados e 59% no Senado Federal.

Cenário, não resta dúvida, preocupante pelos elevados riscos de desestímulo ao trabalho formal, como claramente identificado; de estímulo à dependência estrutural que pressiona as contas públicas e de distorção das políticas públicas pela politização dos programas com fins eleitorais, culminando em deficiência na capacidade de gerar riqueza.

A tendência identificada desfavorece perspectivas e sugere a necessidade de políticas de reversão pelo aumento da taxa de participação, que exprime o percentual de pessoas que trabalham ou buscam emprego.

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A DEFORMADA REPRESENTATIVIDADE BRASILEIRA

 

VOLTAMOS AOS LEÕES DO COLISEU

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Cris Brasil

Por Cris Brasil

O feminicídio cresce assustadoramente no Brasil, e com ele, cresce também a sensação de impotência e revolta.

Denúncias de violência e assédio chegam às mãos dos nossos representantes, mas o que vemos? Uma blindagem vergonhosa dos agressores. Junta-se todo um aparato político e midiático para proteger o criminoso, silenciar a vítima e desacreditar sua dor.

Vivemos um tempo em que o poder continua sendo exercido de forma brutal contra os mais vulneráveis. Nada mudou para quem está do lado fraco da balança: mulheres, crianças, pobres. A força que deveria nos proteger tem servido para nos esmagar.

O mais chocante é que muitas mulheres no poder, que deveriam levantar essa bandeira com coragem, também escolhem o silêncio. Fazem vista grossa, desviam o olhar, como se não fosse também responsabilidade delas transformar essa realidade. Justamente elas, que conhecem na pele os riscos e as dores de ser mulher em um país que mata uma de nós a cada hora.

Fomos lançadas aos leões, enquanto a sociedade assiste, anestesiada. É preciso gritar, resistir, exigir, porque o silêncio é cúmplice, e cada omissão custa uma vida.

Voltamos aos Leões do Coliseu.


Cristiane Elizabete Brasil Espíndola, ou simplesmente Cris Brasil, é ativista política e defensora das crianças, mulheres e idosos.


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PMDF/7ºBPM PRENDE SUSPEITO POR DIVERSOS FURTOS NO SUDOESTE E CRUZEIRO

AS DUAS COMPETÊNCIAS QUE SUA EMPRESA PRECISA

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AS DUAS COMPETÊNCIAS QUE SUA EMPRESA PRECISA

Vivemos um novo momento na história das organizações. Todos sabem o que é necessário para continuar competindo, mas poucas dominam essas duas competências: a Inteligência Artificial e a liderança que entrega resultados.

A IA atua como uma assistente inteligente, capaz de ouvir e sugerir alternativas, enquanto a liderança eficaz sabe fazer a pergunta certa ou dar o comando preciso para obter resultados. Afinal, a IA não substitui o papel humano do líder, ainda.

Quando essas duas competências se unem, formam um ciclo estratégico contínuo: você cria produtos ou serviços baseados em dados, o cliente avalia e fornece novos dados, e, com essas informações, você aprimora ou oferece  novos produtos e serviços. É assim que se alcançam qualidade e velocidade, neste novo momento da história das organizações.


Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.


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CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E GEOPOLÍTICA

 

A DEFORMADA REPRESENTATIVIDADE BRASILEIRA

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O brasileiro vem, há tempos, pagando a conta de uma representação política torta, onde frequentemente o mais corre o risco de valer menos e, consequentemente, os valores se invertem em constante ameaça a estabilidade econômica e a justiça democrática.

O país é dividido em 27 estados, incluindo o Distrito Federal, subdivididos em cinco regiões: Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

65% da população brasileira se localiza do Centro-Oeste para baixo, nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, enquanto 35% dos brasileiros vivem nas regiões Norte e Nordeste.

REGIÕES% DA POPULAÇÃO
Sudeste, Sul e Centro-Oeste65%
Norte e Nordeste35%

Fonte: IBGE

Eleitoralmente, a relação se mantém, com 64% do eleitorado vivendo nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, enquanto 36% vivem nas regiões Norte e Nordeste.

REGIÕES% DO ELEITORADO
Sudeste, Sul e Centro-Oeste64%
Norte e Nordeste36%

Fonte: TSE

As relevantes diferenças começam a surgir, porém, quando são comparadas as produções regionais. A população que habita as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste gera 81% da riqueza, enquanto as regiões Norte e Nordeste produzem 19% do PIB nacional.

REGIÕES% DO PIB
Sudeste, Sul e Centro-Oeste81%
Norte e Nordeste19%

Fonte: IBGE

O enorme desequilíbrio produtivo, onde as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste contribuem com 4 vezes a participação das regiões Norte e Nordeste, denuncia a injusta distorção nas representações políticas regionais.

A Casa Baixa do parlamento brasileiro, a Câmara dos Deputados com limitação mínima de 8 e máxima de 70 deputados por estado, abriga parlamentares com 58% deles representando as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, possuidores de 65% da população e produtores de 81% da riqueza, enquanto 42% representam as regiões Norte e Nordeste, que possuem 35% da população e contribuem com 19% da riqueza nacional.

REGIÕES% REPRESENTATIVA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Sudeste, Sul e Centro-Oeste58%
Norte e Nordeste42%

Fonte: Câmara dos Deputados

A desproporção no Senado Federal é ainda maior. O Senado, ao representar os estados, com independência da população, abriga 3 Senadores para cada ente federativo. Esse formato leva a que somente 41% dos Senadores representem as regiões mais habitadas, mais produtivas e mais prósperas, enquanto 59% dos Senadores representam as regiões Norte e Nordeste.

REGIÕES% REPRESENTATIVA NO SENADO FEDERAL
Sudeste, Sul e Centro-Oeste41%
Norte e Nordeste59%

Fonte: Senado Federal

É evidente a assimetria.

Essa distorção representativa em ambas as casas não trouxe compensação proporcional ao crescimento das regiões Norte e Nordeste e está se tornando uma aberração democrática, ao permitir que, nas decisões nacionais, os interesses da minoria prevaleçam e promovam o indesejável nivelamento por baixo, em claro detrimento do contingente que produz, prospera e sustenta a nação.

O bom senso sugere que a proporcionalidade na representação política brasileira seja reavaliada.

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A META FISCAL E A TRAPALHADA DO IOF

FACCIONADO PERIGOSO E SUSPEITO DE TRÁFICO EM REGIÃO ADMINISTRATIVA

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 POLÍCIA 24H 

FACCIONADO PERIGOSO E SUSPEITO DE TRÁFICO NA REGIÃO DO SUDOESTE

 

PMDF/7ºBPM PRENDE FACCIONADO PERIGOSO NO SUDOESTE

Na madrugada de hoje, 7, a Polícia Militar se deparou com uma situação inusitada. Acionada para atender ocorrência de trânsito na rotatória da quadra 306, onde um carro tinha capotado, policiais encontraram o motorista do veículo em uma parada de ônibus, o qual estava visivelmente embrigado.

Após ser detido e encaminhado para o IML para exames de rotina, foi descoberto que o mesmo era integrante de uma facção criminosa e estava em prisão domiciliar. Em sua extensa ficha criminal constavam: furtos, roubos, receptações, ameaças e outros crimes.

PMDF PRENDE SUSPEITO DE TRÁFICO COM GRANDE DIVERSIDADE DE DROGAS NA 504 DO SUDOESTE

Na noite anterior, policiais se depararam com um indivíduo em situação suspeita na comercial da 504 e, ao ser abordado, tentou fugir. Após ser detido e revistado, a PMDF apreendeu com o suspeito de tráfico: arma, maconha, cocaína e crack.

Fonte: Informações do Grupo de Whatsapp da REDE DE VIZINHOS PROTEGIDOS.

 

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PMDF/7ºBPM PRENDE SUSPEITO POR DIVERSOS FURTOS NO SUDOESTE E CRUZEIRO

“DEIXAI TODA A ESPERANÇA, VÓS QUE ENTRAIS”

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Imagem pixabay.com

“DEIXAI TODA A ESPERANÇA, VÓS QUE ENTRAIS”

A inscrição sobre os portões do inferno, “Deixai toda esperança, vós que entrais”, ecoa com uma ressonância perturbadora quando a aplicamos ao cenário político-institucional brasileiro. Não que o Brasil seja um inferno, mas a sensação de impotência e a dificuldade em vislumbrar saídas, por vezes, nos remetem a essa imagem dantesca.

O labirinto dos desmandos

O Supremo Tribunal Federal, que deveria ser a última instância da Justiça, o guardião da Constituição, por vezes parece operar em um plano à parte, onde decisões monocráticas e interpretações elásticas da lei se tornam a norma. O ativismo judicial, em sua face mais controversa, suplanta o papel legislativo, criando um clima de insegurança jurídica que afasta investimentos e mina a confiança nas instituições. Quando a linha entre os poderes se esvai, a esperança na estabilidade democrática começa a se desvanecer.

No Poder Executivo, a situação não é menos complexa. Entre promessas não cumpridas, crises sucessivas e uma polarização que paralisa o debate, a governabilidade se torna um eterno jogo de cintura. A máquina pública, muitas vezes, mais parece um elefante paquidérmico, movido por interesses fragmentados e uma burocracia que sufoca a eficiência.

O “toma lá dá cá” e o modelo federativo

As emendas parlamentares, concebidas para permitir que os congressistas atendam às demandas de seus eleitores, transformaram-se em um mecanismo de barganha política, o famoso “toma lá dá cá”. A liberação de recursos, muitas vezes condicionada ao apoio a projetos ou à blindagem de figuras políticas, distorce o jogo democrático e perpetua um ciclo vicioso de dependência e corrupção. A governabilidade é comprada, não conquistada.

E sobre o nosso modelo federativo, que deveria descentralizar o poder e aproximar as decisões do cidadão, ele se tornou um emaranhado de competências concorrentes e disputas por recursos. Estados e municípios, dependentes da União, vivem à mercê de repasses e acordos, muitas vezes desvirtuados por interesses eleitorais. A autonomia federativa, que deveria ser um pilar da nossa República, se dilui em uma intrincada teia de burocracia e politicagem.

O silêncio cúmplice e a ruína da educação

E onde estão as vozes que deveriam ecoar contra esses absurdos? Sindicatos patronais e de empregados, a OAB e outras instituições que, em tese, representam pilares da sociedade civil, muitas vezes permanecem em um silêncio quase cúmplice. A defesa de seus interesses corporativos ou setoriais parece sobrepor-se à defesa de princípios democráticos e éticos, contribuindo para a passividade geral diante dos desmandos.

Nesse cenário, as universidades, que deveriam ser faróis do pensamento crítico e da inovação, são sucateadas. Não apenas pela falta de investimento, mas por uma ideologia atrasada que, em vez de promover o debate livre e a busca pelo conhecimento, busca enquadrar o pensamento, tolhendo a pluralidade de ideias e o desenvolvimento intelectual.
Consequentemente, o sistema de ensino como um todo falha em sua missão mais essencial: formar cidadãos críticos, capazes de questionar, de participar ativamente e de construir uma sociedade mais justa. Alunos são, muitas vezes, meros repetidores de conteúdo, desprovidos de ferramentas para analisar a complexidade do mundo ao seu redor.

A IA e a passividade intelectual

E a Inteligência Artificial, essa força transformadora que surge no horizonte, pode, paradoxalmente, aprofundar essa inoperância intelectual. Se não for usada como ferramenta para expandir o conhecimento e o raciocínio crítico, mas sim como um atalho para respostas prontas, pode consolidar a passividade, a preguiça do pensamento. Em vez de nos tornar mais perspicazes, a IA, mal utilizada, pode nos transformar em meros consumidores de informações filtradas, distorcendo nossa percepção da realidade e minando nossa capacidade de ação.

A esperança em meio ao caos?

Diante desse cenário, a pergunta que ecoa é: há esperança? Talvez não uma esperança ingênua, que espera a salvação de um líder messiânico ou de uma reforma mágica. Mas uma esperança que reside na capacidade de discernimento do povo, na resiliência das instituições democráticas, ainda que fragilizadas, e na busca incessante por um futuro mais justo e equitativo. É na resistência do pensamento crítico, na reivindicação de uma educação de qualidade e na exigência de accountability por parte das instituições que a chama da esperança pode reacender.

Pode ser que, ao invés de deixarmos toda a esperança, vós que entrais, a gente precise, mais do que nunca, carregá-la conosco. Não como um fardo, mas como a chama que ilumina o caminho em meio à escuridão e que nos impulsiona a lutar por um país onde a inscrição em nossos portões seja: “Bem-vindos à democracia, vós que credes na mudança”.

 

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O PODER DO SORRISO.

MORADORES DO DF AVALIAM POLÍCIA MILITAR

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 POLÍCIA 24 H 

A REVISTA DIÁRIA foi buscar informações de como anda a relação da população do Distrito Federal, coma Polícia Militar – PMDF.

Tais informações tomaram como base, publicações oficiais em sites e blogs que cobrem as nossas regiões administrativas.

Resultado: 73,6% dos moradores do DF estão insatisfeitos com o policiamento nas ruas. Entre os que buscaram atendimento da PM, 77% consideraram o serviço péssimo, ruim ou regular. Mesmo entre os que não procuraram a PM, 70% expressaram insatisfação.

A percepção negativa é mais acentuada entre mulheres (69,5%) do que entre homens (52,8%). A renda também influencia: moradores de áreas com menor poder aquisitivo tendem a avaliar pior o policiamento.

Apesar de o DF ter uma das maiores proporções de policiais por habitante no país (6,6 por mil habitantes), a Polícia Militar do DF enfrenta um déficit de quase 8.800 servidores, segundo dados publicados nos periódicos consultados. São cerca de 9.881 profissionais em atividade, quase metade dos 18.673 exigidos por lei. Essa diminuição contribui para a sensação de insegurança entre os moradores, que relatam a ausência de policiamento ostensivo em diversas regiões.

Contrapondo as críticas, os indicadores de criminalidade no DF mostram melhorias.

Em 2023, o DF registrou a menor taxa de homicídios dos últimos 47 anos, com 9,1 casos por 100 mil habitantes. Além disso, houve reduções significativas em crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos. Entretanto, o número de denúncias de abordagens policiais violentas aumentou. Entre janeiro e novembro de 2024, houve um crescimento de 45,45% nas reclamações sobre abusos cometidos por policiais, em comparação com o mesmo período de 2023. 

CONDUTA POLICIAL

A maioria da população do DF avalia positivamente a conduta dos nossos policiais militares. Cerca de 65% dos entrevistados acreditam que os policiais sabem agir em situações de risco, e 52% consideram que atendem as pessoas com cortesia, rapidez e segurança.

Apesar dos avanços nos indicadores de segurança pública no DF, a percepção da população em relação à PMDF é influenciada por fatores como a redução do efetivo policial, a presença nas ruas e denúncias de abusos.

BAIRROS: SUDOESTE, OCTOGONAL E CRUZEIRO

Embora não haja dados específicos para esses bairros nas publicações consultadas, informações anteriores indicam que o Sudoeste/Octogonal apresenta um dos mais altos índices de credibilidade nas forças de segurança do DF, com 93,7% dos moradores relatando sensação de segurança e presença efetiva do policiamento nas ruas.

No bairro Cruzeiro, iniciativas como a “Operação Presença” têm contribuído para melhorar a sensação de segurança, com patrulhamentos e pontos de demonstração periódicos.

REDE DE VIZINHOS PROTEGIDOS

A Polícia Militar estabeleceu parcerias com moradores do Sudoeste e Cruzeiro por meio da REDE DE VIZINHOS PROTEGIDOS, utilizando grupos no WhatsApp para facilitar a comunicação entre residentes e a polícia. Desde 2014, essa iniciativa resultou em mais de 1.037 prisões entre 2019 e 2023, devido a denúncias feitas nesses canais. Moradores relatam aumento significativo na segurança e destacam o trabalho conjunto com síndicos e a polícia.

Em resumo, os moradores do Sudoeste, Octogonal e Cruzeiro demonstram uma avaliação positiva em relação à atuação da PMDF, atribuída à presença ostensiva, parcerias comunitárias eficazes e resultados concretos na redução da criminalidade.

Fontes: Correio Braziliense, Portal R7, Metrópoles, Agência Brasília, Jornal de Brasília, Radar Sudoeste.

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