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A FERIDA ESCANCARADA NA CAPITAL DO OESTE PAULISTA

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Presidente Prudente, outrora um nome que evocava a pujança do oeste paulista, a promessa de um futuro construído com trabalho e honestidade, hoje carrega uma ferida escancarada em seu tecido cívico.

Não se trata de uma mazela invisível, sussurrada nos cantos. É um fato concreto, atestado por instâncias judiciais: seu principal mandatário, o prefeito eleito pela confiança do povo, carrega o peso de condenações múltiplas, tanto no âmbito civil quanto criminal. E a cereja amarga desse bolo é a determinação judicial para devolver recursos públicos para a Cidade da Criança.

Nada pessoal, mas não há espaço para ilusionismos ou para o famoso “deixa pra lá”.

Os fatos são teimosos e gritam. Um prefeito condenado não é uma mera nota de rodapé na história local. É um sintoma agudo de uma doença que corrói a credibilidade da política, que mina a esperança dos cidadãos e que lança uma sombra densa sobre o futuro da cidade. Aquele que deveria ser o guardião dos bens públicos, o exemplo de probidade e retidão, carrega a marca da improbidade e da ilegalidade.

E a pergunta que ecoa nas esquinas, nos cafés, nas rodas de conversa é: como seguir em frente? Como depositar novamente a confiança nas instituições quando o próprio líder máximo da cidade é confrontado com tamanha desonra? A resposta não é simples e exige uma reflexão profunda sobre o estado da nossa moral coletiva.

Presidente Prudente, nesse espelho distorcido da política nacional, não está sozinha.

Vemos, em diferentes esferas de poder, figuras maculadas por denúncias e condenações, agarradas aos seus cargos como carrapatos, indiferentes ao clamor da sociedade por ética e transparência. A velha máxima do “rouba mas faz” ainda paira no ar, como se a eficiência administrativa pudesse justificar a malversação do dinheiro público.

Mas a verdade é que a corrupção não constrói, ela destrói.

Ela desvia recursos que seriam destinados à saúde, à educação, ao bem-estar da população. Ela perpetua a desigualdade e a injustiça. E, no caso específico de Presidente Prudente, as condenações e aquela relativa aos recursos da Cidade da Criança é particularmente dolorosa.

A indignação que emerge das ruas e das redes sociais é um sopro de esperança. É o sinal de que a população não está disposta a normalizar o inaceitável, a conviver passivamente com a falta de ética e a impunidade.

Presidente Prudente precisa desse choque de decência e de coragem. Nossa imprensa, nossos lideres políticos e empresariais, as instituições precisam gritar e defender a honestidade como referência máxima para exercer quaisquer cargo público. Precisamos de líderes que inspirem confiança, que ajam com moral e ética, que coloquem o bem comum acima de seus interesses pessoais.

A reconstrução da credibilidade perdida não será tarefa fácil. Exige transparência na gestão, rigor na fiscalização, punição exemplar para os culpados e, acima de tudo, uma mudança de mentalidade na própria sociedade. É preciso romper com a cultura da tolerância à corrupção, com o “jeitinho” que se transforma em crime.

Presidente Prudente tem potencial para ser muito mais do que um reflexo sombrio da política brasileira. Tem uma história de trabalho, de gente honesta e batalhadora. É hora de resgatar esses valores, de erguer a cabeça e de exigir a integridade que sua gente merece.

A ferida está exposta, mas a cura só virá com a coragem de enfrentar o problema de frente e com a determinação de construir um futuro onde a ética e a moral sejam os pilares da administração pública.

O silêncio, nessa hora, seria a perpetuação da vergonha.

 

Persio Isaac
"O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião do autor e não necessariamente as opiniões do Portal REVISTA DIÁRIA, que não se responsabiliza por qualquer dano ou erro que possa surgir do uso das informações apresentadas neste artigo. Ao acessar e ler este artigo, você concorda em que REVISTA DIÁRIA não se responsabiliza por quaisquer danos diretos, indiretos, acidentais ou consequentes que possam surgir do uso das informações contidas neste artigo. Você concorda que é responsável pelo uso que fizer destas informações e que o blog não tem qualquer responsabilidade por quaquer erro, omissão ou imprecisão."

 

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ENTRE A CORRUPÇÃO E A MORALIDADE

O ESGOTO DA NAÇÃO: A Escória Silenciosa da Fraude no INSS

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Pérsio Isaac

O Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, nasceu para ser o escudo do trabalhador brasileiro, a promessa de um respiro na doença, um amparo na velhice, um suporte na fragilidade. Mas a verdade nua e crua é que ele se transformou num esgoto a céu aberto, fétido e contaminado pela escória da fraude.

Não romantizemos a questão: não são apenas “espertinhos”. São quadrilhas organizadas, máfias incrustadas na burocracia, médicos canalhas vendendo laudos como quem vende fiambre, sindicatos e associações chafurdando na lama de propinas, bancos sorrateiros abocanhando migalhas gordas com empréstimos fraudulentos.

Os 200 bilhões de reais estimados não são um número abstrato. É o dinheiro da saúde que falta, da educação precária, da segurança inexistente. É o suor escorrido de milhões de trabalhadores honestos sendo drenado para os bolsos de parasitas sociais, de criminosos engravatados que brindam a impunidade em seus condomínios de luxo.

E o governo? Ah, o governo… Em vez de escancarar as portas desse inferno e expurgar a corrupção, manobra nos bastidores, costura alianças espúrias para barrar investigações sérias. A CPI vira moeda de troca, escudo para proteger os seus. Que democracia fajuta é essa onde a podridão se esconde sob o manto da governabilidade?

A ponta do iceberg que vemos nos jornais – as prisões midiáticas, os flagras de “inválidos” correndo maratonas – é só a cortina de fumaça para encobrir a profundidade da infecção. A cultura do “jeitinho” aqui virou metástase, um câncer que corrói a ética e a moral. A falta de fiscalização é criminosa, a concessão de benefícios, uma piada de mau gosto. E enquanto isso, o trabalhador de verdade, aquele que rala e contribui, vê seu futuro esvair-se, seus direitos serem pisoteados pela ganância alheia.

Cada real desviado da Previdência não é só um número numa planilha. É o remédio que falta para o avô doente, a cadeira de rodas negada ao paraplégico, a aposentadoria digna que nunca chega. É a esperança de milhões sendo esmagada pela máquina da corrupção.

A fraude no INSS não é um problema isolado, é um sintoma da falência moral que assola o país, onde a lei é para os fracos e a impunidade, o passaporte para a riqueza ilícita. Não adianta mais panos quentes, operações cosméticas. É preciso uma intervenção cirúrgica radical, extirpar o tumor maligno da fraude com bisturi afiado e sem anestesia.

Revisão de processos? Urgente. Investimento em tecnologia? Essencial. Mas acima de tudo, é preciso vontade política real, um choque de decência que varra essa escória para o lixo da história.

A nação não pode mais se contentar em tapar o nariz diante desse fedor. O esgoto da fraude no INSS está contaminando o presente e hipotecando o futuro. Ou reagimos com a contundência da indignação e a força da lei, ou afogaremos todos juntos nessa lama imunda. O silêncio, nesse caso, não é ouro. É pus.

 

Pérsio Isaac
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O MITO DO ANEL DE GIGES

UBERABA E O DILEMA DO CRESCIMENTO URBANO: REFLEXÕES SOBRE UM FUTURO SUSTENTÁVEL

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Foto: Ellen Miziara
HELIO MENDES

Na década de 1990, percorremos o Triângulo Mineiro como idealistas, promovendo o sonho da criação do Estado do Triângulo, sob a liderança de Chico Humberto, então deputado federal e hoje médico em Brasília. A proposta foi bem acolhida pela população regional, mas acabou sendo travada por alguns deputados que, seguindo orientações do governador da época, votaram contra a sua criação.

Entre as visitas mais marcantes, recordo com nitidez o encontro com o então prefeito de Uberaba, Hugo Rodrigues da Cunha. Ao ser questionado sobre o que mais desejava para sua cidade, ele respondeu com surpreendente lucidez: “Que não ultrapasse os 500 mil habitantes, pois, em um país como o nosso, cidades grandes perdem qualidade, deixam de se desenvolver e apenas incham.”

Em 2024, Uberaba conta com cerca de 340 mil habitantes. Em uma visita recente, pude constatar que a cidade preserva uma bela estrutura urbana, coerente com o desejo do ex-prefeito. Isso nos leva a uma reflexão importante: crescer não é necessariamente um problema, desde que seja feito com planejamento e boa gestão. No entanto, essa não tem sido a regra geral no país.

Como alertava o urbanista Jaime Lerner, “a cidade não é o problema, é a solução — se for bem pensada.” Infelizmente, muitos municípios brasileiros sacrificam sua autonomia para manter governos estaduais e federais ineficientes, assumindo responsabilidades acima de sua capacidade real.

Diante desse cenário, a visão de Hugo Rodrigues da Cunha se mostra atual e necessária: crescer, sem planejamento estratégico e gestão eficiente, pode não ser o melhor caminho para todas as cidades. A pergunta que fica é: ainda há tempo para resgatar o sonho de cidades mais humanas, equilibradas e sustentáveis?

 

HELIO MENDES

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/como-a-inteligencia-artificial-pode-transformar-as-cooperativas-e-os-municipios/

COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE TRANSFORMAR AS COOPERATIVAS E OS MUNICÍPIOS

O SONO DOS JUSTOS E AS INSÔNIAS DA CORRUPÇÃO

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“Aquele que é justo, honesto, trabalhador, dorme nos braços de Morfeu.”

A paz de espírito pertence aos que vivem com integridade. Em contraste, há aqueles que, mergulhados na corrupção, na desonestidade e malverfação de recursos públicos, vivem atormentados, mesmo quando cercados de luxo.

O homem justo não precisa de riquezas ilícitas para se sentir completo. Seu valor está no caráter, na palavra mantida, no trabalho bem-feito, na consciência limpa. Ele dorme bem porque sua jornada diária não exige máscaras. Seus erros, quando existem, são reconhecidos e corrigidos, não encobertos. E assim, repousa nos braços de Morfeu, símbolo do sono tranquilo e da mente em paz.

Já o corrupto, mesmo cercado de poder, sente o peso da desonra. Vive temendo denúncias, investigações, julgamentos. Seus bens podem ser muitos, mas sua alma está hipotecada à mentira e ao egoísmo.

A má gestão dos recursos públicos não é apenas uma falha administrativa — é um crime contra os mais vulneráveis, um furto de dignidade. O corrupto, ainda que deite em lençóis finos, convive com a inquietação que nenhuma riqueza silencia.

Enquanto o justo constrói, o corrupto destrói. O servidor íntegro melhora vidas, enquanto o gestor desonesto condena comunidades inteiras à miséria. Escolas inacabadas, hospitais sem estrutura por falta de recursos, lixo nas ruas, transporte público caótico, estradas esburacadas — são frutos da má gestão que brota da ganância. E a sociedade paga essa conta. A corrupção não é um “desvio pontual”, mas uma ferida crônica que sangra o bem comum.

Vivemos tempos em que precisamos resgatar o valor da justiça e da honestidade como virtudes fundamentais. O verdadeiro líder não é o que ostenta, mas o que serve. Que cada cidadão — ao votar, ao fiscalizar, ao trabalhar — escolha estar entre os que dormem nos braços de Morfeu, e não entre os que, embora acordados, vivem à sombra da vergonha.

Cabe ao povo, aos Vereadores e aos deputados, fiscalizar os recursos e investimentos públicos. Caso contrário, “Morfeu” não lhes dará colo.

Aluizio Torrecillas
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ENTRE A CORRUPÇÃO E A MORALIDADE

COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE TRANSFORMAR AS COOPERATIVAS E OS MUNICÍPIOS

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HELIO MENDES

Com o uso estratégico da Inteligência Artificial (IA), as cooperativas têm a oportunidade de se tornarem mais competitivas em um curto espaço de tempo.

 

O primeiro passo é compreender que a IA não é apenas uma ferramenta de apoio, mas um agente de transformação profunda.

Uma das ações mais eficazes é substituir os modelos tradicionais de treinamento por escolas corporativas internas. Inspiradas no DNA das organizações exponenciais, essas estruturas focam no desenvolvimento contínuo de competências alinhadas à Inteligência Artificial, com arquitetura independente e propósito reverso — isto é, voltadas para atualizar e antecipar as metas estratégicas e a visão de futuro das cooperativas.

As chamadas universidades corporativas — ou escolas internas, dependendo do porte da cooperativa — são flexíveis e personalizadas. Surgem como alternativa às instituições educacionais convencionais, cujos currículos engessados e genéricos não acompanham a velocidade das mudanças geopolíticas e tecnológicas. Além disso, cada cooperativa possui uma cultura própria e demandas específicas que exigem soluções sob medida.

Mais do que melhorar o desempenho interno, essas iniciativas podem impactar positivamente os municípios onde as cooperativas atuam. Ao promover pesquisa aplicada e oferecer cursos voltados à Matriz Econômica local, criam-se condições para diversificar atividades e reduzir a dependência de um único setor, protegendo a cidade contra oscilações de mercado. Este, possivelmente, é o maior benefício da adoção estratégica da IA pelas cooperativas.

 

HELIO MENDES
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LIDERANÇAS CEGAS, EMPRESAS FRACAS

O MITO DO ANEL DE GIGES

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Narrado por Platão em “A República”, ecoa com uma ressonância perturbadora na tapeçaria complexa da realidade política brasileira.

Giges, um pastor a serviço do rei da Lídia, encontra um anel com o poder de torná-lo invisível. Livre das amarras da observação alheia, ele rapidamente sucumbe à sua natureza mais sombria: seduz a rainha, assassina o rei e assume o trono.
A alegoria planta uma questão fundamental: a moralidadeseria intrínseca ao ser humano ou apenas uma fachada imposta pelo medo da punição e da reprovação social?
Transportemos esse anel mágico para o cenário político do Brasil.
Imaginemos a invisibilidade como a ausência de transparência, a opacidade dos processos decisórios, a blindagem proporcionada por cargos de poder e alianças obscuras. Quantos “Giges” tupiniquins, investidos de uma espécie de anel invisível metafórico, não sucumbiriam à tentação de seus próprios interesses em detrimento do bem comum?
A história recente do Brasil é pontuada por escândalos de corrupção em todos os níveis de governo. Desvios de verbas públicas, compra de votos, tráfico de influência – um desfile de transgressões que, em muitos casos, prosperam na penumbra da impunidade. A ausência de uma fiscalização eficaz, a lentidão da justiça e a complexidade labiríntica da burocracia criam, para alguns, a ilusão de invisibilidade, a crença de que seus atos não terão consequências.
O poder, como o anel de Giges, pode corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, já dizia Lord Acton.
No Brasil, a concentração de poder em certas esferas, a cultura do “jeitinho” que relativiza a ética e a fragilidade das instituições em momentos de crise podem criar um ambiente propício para que indivíduos ajam como se invisíveis fossem às normas e aos princípios.
Observemos a proliferação de “rachadinhas”, os esquemas de desvio de salários de assessores; os lobbies obscuros que moldam leis em benefício de poucos; a utilização da máquina pública para fins eleitoreiros. Em cada um desses episódios, vislumbramos a sombra do anel de Giges, a sensação de que, por trás da cortina do poder, ações moralmente reprováveis podem ser praticadas sem o devido escrutínio e punição.
No entanto, a alegoria do anel de Giges também nos convida à reflexão sobre a natureza humana. Seria a busca pelo poder e pelo benefício próprio uma característica inerente a todos, apenas controlada pela vigilância social e pelas leis? Ou existe uma bússola moral interna, uma voz da consciência que guia alguns, mesmo na ausência de observadores?
Ainda há esperança no Brasil. A atuação vigilante de órgãos de controle, o trabalho incansável de jornalistas investigativos, a crescente conscientização da sociedade civil e a atuação de parcela do judiciário demonstram que o anel da invisibilidade não é onipotente.
A luz da transparência, por mais tênue que seja em alguns momentos, tem o poder de expor as sombras e responsabilizar aqueles que se valem da opacidade para seus próprios fins.
A lição de Giges, portanto, não é apenas um alerta sobre os perigos do poder sem controle, mas também um chamado à vigilância constante e ao fortalecimento das instituições que garantem a transparência e a responsabilização.
No Brasil de hoje, a luta contra a corrupção é, em essência, a luta para despojar os “Giges” de seus anéis imaginários, para que a moralidade não seja apenas uma convenção social imposta pelo medo, mas sim um princípio fundamental que guie a ação de todos, especialmente daqueles que detêm o poder de decidir o destino da nação.
A busca por uma política mais ética e transparente é, em última análise, a busca por um Brasil onde a invisibilidade não seja um salvo-conduto para a transgressão.
PERSIO ISAAC RD
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LENTO TEM SIDO O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DE BARRA DO PIRAÍ

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Business people discussing charts and diagrams, view from above

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – FIRJAN elaborou e divulgou na última semana o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal – IFDM 2025, com base nas informações de 2023, avaliando o desenvolvimento socioeconômico de 5.550 municípios brasileiros, utilizando indicadores oficiais nas áreas de Educação, Saúde e Emprego & Renda.

O resultado do país não foi bom. Somente 255 (4,6%) municípios alcançaram alto desenvolvimento. Do outro lado, quase metade (47%) dos municípios brasileiros apresentou desenvolvimento baixo ou crítico o que os coloca com atraso de 23 anos em relação aos municípios com alto desenvolvimento, segundo análise da FIRJAN.

O resultado do Estado do Rio de Janeiro também não foi bom, pois, ainda que 63% dos municípios fluminenses tenham apresentado desenvolvimento moderado, foi o único estado da região Sudeste onde nenhum município alcançou o patamar de alto desenvolvimento, o que acaba por construir ambiente de limitado crescimento.

Nesse contexto, Barra do Piraí apresentou desenvolvimento moderado, mantendo-se, portanto, no ritmo estabelecido pelo Estado, porém evoluindo pouco de 2013 a 2023. Em 2013, o ranking fluminense (total de 92 municípios) do IFDM apresentava Barra do Piraí em 54º lugar, enquanto em 2023 Barra do Piraí melhorou e se colocou na 51ª colocação (ainda assim na metade inferior da tabela). Engessado pelo lento crescimento, o município vem se atrasando no desenvolvimento socioeconômico e, quando avaliado regionalmente no Sul Fluminense, constituído por 18 municípios, Barra do Piraí se colocou em 16º lugar (antepenúltimo), superando somente os municípios de Mendes e Quatis. Na liderança da região, Volta Redonda, Resende e Piraí são os três municípios que apresentaram, em 2023, melhor Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal.

Os indicadores mostram claramente que o lento desenvolvimento barrense vem obtendo relevante contribuição da educação e da saúde.

Chama a atenção, e provavelmente provocará reações de recuperação nas autoridades do município, o fato da educação barrense ter apresentado baixo desenvolvimento, resultando, em 2023, no 18º (último) lugar da região Sul Fluminense e a saúde do município ter se colocado na 12ª posição.

No ensino barrense, resta evidente que sua evolução exige muito mais do que instalações e equipamentos, enquanto que para ambas, saúde e educação, a deficiência nos processos de avaliação de seus desempenhos jogou um jogo mais do que perverso.

De todo modo, o estudo da FIRJAN oferece aos municípios uma vasta e qualificada base de informações para nortear as políticas públicas de desenvolvimento e crescimento econômico.

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LIDERANÇAS CEGAS, EMPRESAS FRACAS

ENTREVISTA COM HÉLIO MENDES

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Hélio Mendes, consultor empresarial e político com vasta experiência em gestão pública, ex-secretário de Meio Ambiente de Uberlândia-MG

 

Revista Diária entrevista Hélio Mendes, consultor empresarial e político, sobre seu novo e-book para prefeitos no mundo da inteligência artificial

 

A Revista Diária conversou com Hélio Mendes, consultor empresarial e político com vasta experiência em gestão pública, ex-secretário de Meio Ambiente de Uberlândia-MG. Ele acaba de lançar o e-book “Um Método de Gestão para Prefeitos no Mundo da Inteligência Artificial”, o primeiro voltado exclusivamente à atuação de prefeitos com base em tecnologias exponenciais. Na obra, Hélio expõe de forma direta porque a maioria dos prefeitos não consegue realizar uma boa gestão — e propõe caminhos viáveis e inovadores.

Em síntese, por que a maioria dos prefeitos não consegue realizar uma boa gestão? 

Hélio Mendes: São diversos os motivos. Tudo começa nas campanhas eleitorais, quando muitos fazem promessas que sabem que não conseguirão cumprir. Depois, vêm as nomeações políticas, que muitas vezes priorizam aliados em detrimento de profissionais qualificados. Outro fator estrutural é a ausência de cultura urbana: boa parte da população migrou do campo sem uma formação cívica adequada à vida em cidade. Isso dificulta tanto a participação cidadã quanto a compreensão coletiva sobre os desafios da gestão pública.

No e-book, o senhor afirma que “a cidade tem vida”. Em que sentido?

Hélio Mendes: Sim, as cidades têm vida — em sentido figurado, mas muito real para quem entende sua dinâmica. As cidades possuem história, sentem alegrias e dores junto aos seus habitantes. Quando as maltratamos, elas reagem. Se poluímos seus rios, comprometemos nossa água. Se não cuidamos do espaço urbano, criamos um ambiente hostil. Tratar a cidade como um organismo vivo nos obriga a ter responsabilidade, sensibilidade e visão de futuro. É assim que construímos lugares mais seguros, saudáveis e felizes.

O que falta às cidades brasileiras, de forma geral?

Hélio Mendes: Falta paixão. Como disse Vinicius de Moraes, “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro”. A cidade deveria ser um local de encontros felizes: da família, do trabalho, do lazer, da cultura. Infelizmente, muitas vezes é o contrário. Por isso, defendo que prefeitos e moradores cultivem amor verdadeiro pelas cidades. No e-book, recomendo inclusive a implantação do FIB — o Índice de Felicidade Bruta, já utilizado em diversos países. Tive a oportunidade de coordenar um projeto-piloto com esse índice quando fui secretário em Uberlândia, e os resultados foram animadores.

E o que o senhor recomenda aos prefeitos, além de ter paixão pela cidade?

Hélio Mendes: O planejamento deve começar na campanha, seguir na transição e orientar a escolha da equipe. É fundamental respeitar o Plano Diretor, que organiza o crescimento da cidade. Recomendo a criação de uma Universidade Corporativa ou Escola de Governo para qualificar servidores, fornecedores e cidadãos. Sem preparo técnico e visão de futuro, a gestão não se sustenta. A maior aposta, no entanto, está na adoção da Inteligência Artificial em todas as áreas: melhora os serviços e reduz custos — algo crucial no setor público.

E no plano pessoal, que valores os prefeitos devem cultivar?

Hélio Mendes: O prefeito deve se enxergar como o principal servidor público da cidade. Foi eleito para servir a todos — do cidadão mais influente ao morador em situação de vulnerabilidade. Ninguém governa sozinho. Se lhe falta determinada competência, é seu dever montar uma equipe que a complemente. A gestão pública não pode ser confundida com interesses privados ou de grupos — a prefeitura pertence à população. Ser prefeito é uma honra e uma oportunidade única de deixar um legado transformador.

 

REVISTA DIÁRIA | contatorevistadiaria@gmail.com

O DIA EXATO DA CRUCIFICAÇÃO DE JESUS

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Descoberta da NASA aponta o dia exato da crucificação de Jesus

Análises de relatos bíblicos e históricos que mencionam trevas durante a crucificação sugere que o fenômeno pode ter sido um sinal divino.

Pesquisadores analisaram registros astronômicos e históricos para determinar se um eclipse lunar pode ter ocorrido no dia da crucificação de Jesus.

Modelos astronômicos da NASA indicam que um eclipse lunar teria tingido a lua de vermelho sobre Jerusalém em 3 de abril de 33 d.C., o que poderia ajudar a identificar a data exata da morte de Cristo.

A descoberta surpreendente da agência espacial pode dar credibilidade cósmica a um dos momentos mais dramáticos da Bíblia – a crucificação de Jesus Cristo – e o assustador espetáculo celeste que se seguiu.

Do meio-dia até as três da tarde, trevas cobriram toda a terra”, diz uma tradução de Mateus 27:45, um versículo do Evangelho que descreve o céu surreal enquanto Jesus estava pendurado na cruz.

A teoria do eclipse, inicialmente sugerida pelos pesquisadores da Universidade de Oxford Colin Humphreys e W. Graeme Waddington, ganhou popularidade no TikTok às vésperas da Sexta-feira Santa.

Textos cristãos mencionam que a lua se tornou sangue após a crucificação de Jesus – possivelmente uma referência a um eclipse lunar, durante o qual a lua adquire um tom avermelhado”, observou a NASA, acrescentando que sua tecnologia de rastreamento celeste identificou um antigo eclipse visível em Jerusalém logo após o pôr do sol.

Passagens proféticas

Para os crentes, trata-se de um impressionante reflexo de passagens proféticas da Bíblia. Uma tradução de Atos 2:20 afirma: “O sol se tornará em trevas, e a lua em sangue, antes da chegada do grande e glorioso dia do Senhor”.

Essa passagem, pronunciada pelo apóstolo Pedro 50 dias após a crucificação, remete a uma profecia do Antigo Testamento sobre fogo e enxofre. Joel 2:28-31 adverte: “O sol se tornará em trevas, e a lua em sangue, antes da chegada do grande e temível dia do Senhor.”

Fonte: https://www.instagram.com/p/DIxUS6Sx-dI/?igsh=MWNmZnlhajF2djhicA%3D%3D

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/espiritualidade/nao-adie-o-seu-encontro-com-espiritualidade/

NÃO ADIE O SEU ENCONTRO COM A ESPIRITUALIDADE

ENTRE A CORRUPÇÃO E A MORALIDADE

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O nó na garganta se aperta cada vez que escuto essa frase. Ela paira no ar como um miasma, uma justificativa torpe para a desonestidade, um atestado de falência moral que ecoa pelas esquinas do Brasil. “Ele rouba mas faz”.

Que lógica perversa reside nessa resignação? Que abismo de descrença nos levou a normalizar o ilícito em troca de migalhas de progresso?

Os votos que carregam essa premissa são como sementes de ervas daninhas plantadas no solo da nossa democracia. Germinam a cultura da impunidade, a ideia de que os fins justificam os meios, mesmo que esses meios sejam trilhados pela lama da corrupção. É um pacto silencioso, viciado, onde a ética é barganhada por obras, muitas vezes superfaturadas, entregues a conta-gotas, como esmolas de um poder que se alimenta da própria transgressão.

Que sentido têm esses votos? À primeira vista, parecem pragmáticos, um cálculo frio entre o ideal e o possível. Diante de um sistema carcomido, onde a honestidade muitas vezes parece sinônimo de inércia, alguns eleitores se agarram à ilusão de que a roubalheira, desde que acompanhada de alguma ação visível, é um mal menor. É a aceitação amarga de que a perfeição é inatingível, e que um ladrão “eficiente” é preferível a um santo inoperante.

Mas essa lógica é capciosa, um engodo que nos aprisiona em um ciclo vicioso. A corrupção não é um imposto inevitável sobre o progresso; ela é um câncer que metastiza, corroendo as instituições, desviando recursos que poderiam ser investidos em saúde, educação, segurança. O “faz” de hoje é invariavelmente menor e mais caro do que seria em um ambiente de probidade. E o “rouba” de agora mina a confiança no futuro, perpetuando a descrença e abrindo caminho para novas formas de desonestidade.

Esses votos carregam consigo uma profunda desesperança, um cansaço cívico que se rende à mediocridade. É como se a sociedade brasileira, exausta de promessas vazias e escândalos recorrentes, tivesse jogado a toalha, aceitando a corrupção como um componente intrínseco do poder. Mas essa aceitação é um veneno lento, que nos anestesia para a dimensão da perda, para o potencial desperdiçado, para a sociedade mais justa e equitativa que poderíamos construir.

O sentido desses votos, portanto, é um sentido trágico. É o sintoma de uma democracia enferma, de uma cidadania fragilizada pela descrença e pela falta de alternativas críveis. É o eco de um passado de impunidade que assombra o presente e hipoteca o futuro. Votar em quem “rouba mas faz” é perpetuar a lógica perversa de que o poder está acima da lei, de que a moralidade é um luxo dispensável.

É urgente romper esse ciclo. É preciso resgatar a crença na possibilidade de uma política honesta e eficiente, onde o bem comum seja o norte e a probidade, a regra. Os votos que realmente farão a diferença são aqueles que clamam por ética, por transparência, por um futuro onde a frase “ele rouba mas faz” seja ouvida com o mesmo repúdio que uma confissão de barbárie.

Porque a moralidade não é um ideal abstrato, mas o alicerce de uma sociedade justa e digna. E sem ela, qualquer “fazer” será sempre maculado pela mancha indelével da corrupção.

PERSIO ISAAC RD
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