Estou em São Paulo sentado na loja de chocolates Dengo no Shopping Cidade de São Paulo, localizado no coração da Avenida Paulista. Peço um capuccino e começo a ler o livro de Milan Kundera (In Memoriam), Os Testamentos Traídos. A cultura de massa ainda domina os corações e mentes.
Vejo mulheres com suas filhas sentadas num protótipo de um carro cor de rosa, tirando fotos e sonhando que são Barbies. Homens vestidos de rosa se sentindo como o personagem Ken.
Como escreveu Milan Kundera: “A insignificância meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Não basta apenas reconhecê-la, é preciso amar a insignificância“.
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Volto ao tempo da minha juventude e a minha insignificância vai junto. Me vejo sentado no Pullman do Cine Presidente, na minha sagrada aldeia, chupando uma deliciosa bala de café e depois uma de leite, assistindo Operação Dragão. Saio do cinema sonhando em lutar como Bruce Lee.
Já sonhei também em ser um homem charmoso, conhecendo lugares exuberantes, namorando mulheres lindíssimas e salvando o mundo como James Bond.
Quem não quis ser um guerreiro como Rambo ou pertencer a Família Corleone? Eu já quis ser logo um mafioso, como Michel Corleone.
O homem é o tamanho do seu sonho como disse o poeta português Fernando Pessoa. Já que é para sonhar, então vamos sonhar grande com toda a nossa insignificância né?
O café Capuccino chega até a minha mesa e penso: Ainda bem que a minha insignificância não me levou a sonhar em ser um Ken. Vejam vocês.
Da Infância à Inovação: Como Pensar Diferente Pode Transformar sua Empresa”
Estamos vivendo uma nova era da administração, em que a longevidade das estratégias está cada vez mais curta. Modelos de negócios, produtos e serviços têm ciclos de vida cada vez menores, exigindo das empresas maior agilidade e inovação contínua.
Em minhas palestras e seminários de planejamento, tenho adotado técnicas lúdicas para resgatar o espírito criativo que tínhamos na infância, quando o medo de errar não existia. Essa abordagem é essencial para promover uma cultura de mudança constante, uma vez que o maior obstáculo à inovação é justamente o medo de arriscar e abandonar modelos que exigiram sacrifícios para serem construídos.
Muitas empresas dedicam pouco tempo ao exercício de pensar estrategicamente, o que é fundamental no cenário atual. Em vez de desenvolverem um posicionamento próprio, muitas apenas seguem as líderes do mercado, correndo grandes riscos ao terceirizarem sua estratégia.
Para criar uma estratégia empresarial de sucesso, é necessário “desprogramar” a mente, encontrar tempo para reflexão e cultivar a criatividade em toda a organização. A inovação não pode ser responsabilidade de poucos; todos devem participar desse processo. Afinal, enquanto uma criança é capaz de transformar uma simples folha de papel em um avião, muitos gestores repetem padrões pré-estabelecidos, sem criar algo novo.
A rotina engessada de “mais do mesmo” precisa ser rompida para se destacar no mercado atual.
Hélio Mendes é autor de “Planejamento Estratégico Reverso” e “Marketing Político Ético”. Ele atua como consultor de empresas e já foi secretário de planejamento e meio ambiente na cidade de Uberlândia/MG. Além disso, é palestrante em cursos de pós-graduação e na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, é associado do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicada, em Brasília.
SUGESTÃO DE LEITURA: QUAL É O NEGÓCIO DA SUA EMPRESA?
Especialista ensina a como perder gordura abdominal
SAÚDE
Especialista ensina a como perder gordura abdominal
Com a proximidade do verão a busca por métodos milagrosos que ajudam a reduzir a gordura abdominal aumenta. Apesar do processo não ter fórmula mágica, ele pode ser mais simples do que se imagina. Isso porque adotar hábitos equilibrados como uma rotina de exercícios físicos, alimentação saudável e sono correto é fundamental para o sucesso desse objetivo.
A gordura é o resultado do acúmulo de tecido adiposo em áreas específicas do corpo. É o caso do abdômen, dos quadris e das coxas, por exemplo. Sua causa principal se liga ao excesso calórico obtido a partir de um padrão alimentar rico em açúcares e gorduras.
Público afetado
O especialista também esclarece que alguns indivíduos podem ser mais propensos a acumular gordura. “Pessoas com predisposição genética, mulheres na fase pós-menopausa devido à queda de estrogênio, pessoas com hábitos alimentares inadequados e estilo de vida sedentário estão mais predispostos a reunir gordura abdominal”.
Adote uma alimentação equilibrada, rica em fibras, proteínas e gorduras boas.
Pratique exercícios físicos regularmente, com ênfase em treinos aeróbicos e de força.
Durma bem e reduza o estresse, pois esses fatores influenciam no acúmulo de gordura.
Evite bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados.
Atividades físicas
Os exercícios que mais se indicam para essa finalidade são os aeróbicos, que possuem alto gasto calórico. Boas opções para se investir são atividades como corrida, bicicleta e natação. Além disso, treinos de musculação que envolvem grandes grupos musculares auxiliam no aumento do gasto calórico, acelerando o metabolismo e proporcionando a perda da gordura abdominal.
Ministro Gilmar Mendes, do STF, anulou ontem todos os atos processuais da Operação Lava Jato contra o ex-deputado José Dirceu, sob alegação de “julgamento injusto e parcial”.
Na realidade, a Operação Lava Jato, ao enfrentar a impunidade e resgatar a confiança, criou um embaraço para o judiciário brasileiro pelas atitudes corajosas e exemplares que empreendeu.
Suas decisões, tamanha era a dimensão da corrupção no país, geraram a necessidade de implementação de governança e compliance nas principais empresas, com o objetivo de certificar a ética empresarial e a não aceitação de propostas corruptas.
Mas, o incômodo da correção foi tão grande que a Operação, admirada por todo o país, foi dizimada e, com ela, desaparece a necessidade da manutenção de governança e de compliance nas empresas brasileiras.
Os efeitos dessa decisão ultrapassam a jurisprudência e alcançam estruturas empresariais.
O que é a ‘síndrome da cabeça explosiva’, que te faz acordar no susto com barulho imaginário
Você já caiu no sono e foi acordado pelo som de uma bomba explodindo dentro da sua cabeça?
Se já, então você provavelmente já teve a síndrome da cabeça explodindo, um distúrbio do sono misterioso e mal compreendido.
A síndrome da cabeça explosiva (SCE) pertence a uma família de distúrbios do sono conhecidos como parassonias.
Outras parassonias incluem paralisia do sono e espasmos hipnóticos – a causa daquela sensação desagradável de queda que às vezes sentimos ao pegarmos no sono.
A SCE é conhecida por profissionais médicos desde pelo menos 1876, e ao que parece, o filósofo e cientista francês René Descartes a experimentou. Apesar disso, sabemos surpreendentemente pouco sobre a condição.
Um episódio típico é caracterizado pela experiência de um ruído alto, abrupto, ou uma sensação de explosão dentro da cabeça durante a transição do estado de vigília para o sono.
Os sons ouvidos durante a SCE são variáveis e incluem percepções de tiros, portas batendo ou gritos indefinidos. Vale ressaltar que os sons são sempre curtos (alguns segundos ou menos), muito altos e sem nenhuma fonte externa no ambiente.
Algumas pessoas experimentam também breves alucinações visuais, como flashes brilhantes. Outros também relataram sensações de calor intenso ou a sensação de carga elétrica fluindo pela parte superior do corpo.
Um estudo inicial descobriu que 11% dos adultos saudáveis sofreram de SCE, enquanto outro, conduzido com estudantes de graduação, descobriu que 17% dos participantes tinham tido vários episódios ao longo da vida. No meu estudo mais recente, também com estudantes de graduação, meus colegas e eu descobrimos que um terço da nossa amostra teve pelo menos um episódio de SCE ao longo da vida, com cerca de 6% tendo pelo menos um episódio por mês.
O que esses estudos mostram é que a SCE é uma experiência relativamente comum, pelo menos em adultos jovens. No entanto, parece ser menos comum do que outras parassonias, como espasmos hipnóticos, que ocorrem em até 70% das pessoas.
Gatilhos
A causa exata da SCE é desconhecida. Embora muitas teorias tenham sido apresentadas, a mais popular está relacionada aos processos cerebrais naturais da transição da fase de vigília para o sono.
Em uma noite típica, quando fazemos essa transição, a atividade dentro da formação reticular do cérebro é reduzida.
A formação reticular é um conjunto de estruturas cerebrais localizadas principalmente no tronco cerebral e no hipotálamo, que atua como um interruptor “liga-desliga” do cérebro.
À medida que a atividade reticular diminui na transição para o sono, nossos córtices sensoriais que governam a visão, o som e o movimento motor começam a desligar.
Sugeriu-se que a experiência de SCE se deve a uma interrupção nesse processo normal de desligamento, o que dá origem a um surto atrasado e desconexo de ativação neuronal para redes sensoriais na ausência de quaisquer estímulos externos. Esses breves surtos de ativação são então percebidos como os sons altos e indefinidos que caracterizam a SCE.
Embora a base neural exata da SCE permaneça especulativa, estamos começando a aprender mais sobre outros fatores que aumentam a probabilidade de um episódio de SCE acontecer.
Em um dos primeiros estudos a analisar fatores associados, meus colegas e eu descobrimos que variáveis de bem-estar, como estresse, estavam associadas à experiência de SCE.
Essa relação era mediada por sintomas de insônia. Em outras palavras, o estresse da vida não se relacionava diretamente com a SCE, mas estava relacionado indiretamente por meio da interrupção inicial dos padrões normais de sono.
Apesar do nome alarmante, a SCE é inofensiva. No entanto, é importante distinguir um episódio de SCE de outras condições, especialmente de vários tipos de dores de cabeça.
Os episódios de SCE são muito curtos (vários segundos) e geralmente não há dor associada. Se houver, é leve e transitório. Em contraste, muitas dores de cabeça são mais duradouras e estão associadas a níveis significativamente mais altos de dor.
Isso não quer dizer que a SCE não possa ser uma experiência assustadora. Em pesquisa recente com mais de três mil participantes que tiveram SCE, descobrimos que 45% dos entrevistados relataram níveis moderados a graves de medo associados. Um quarto dos participantes também relatou altos níveis de angústia em resposta, com níveis mais elevados associados a episódios mais frequentes.
Infelizmente, não houve estudos sistemáticos para investigar tratamentos potenciais e estratégias de enfrentamento.
Em nossa pesquisa, os participantes relataram que evitar dormir de barriga para cima, ajustar os padrões de sono e implementar técnicas de atenção plena foram estratégias eficazes para prevenir a SCE. Se alguma dessas técnicas se mostrará eficaz em ensaios clínicos, ainda não se sabe.
Mas aprender que a SCE é uma condição comum e inofensiva pode ajudar muito. Em um estudo de caso de paciente, foi relatado que a reafirmação e a educação sobre a experiência impediram que os episódios acontecessem.
Por enquanto, pelo menos, o melhor conselho parece ser tentar entender que essas experiências são naturais e não indicam que há algo errado. Medidas simples, como melhorar os hábitos de sono, podem ajudar muito a evitar que episódios angustiantes ocorram.
Por: Dan Denis é professor de Psicologia na Universidade de York.
Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia aqui a versão original em inglês.
Nasceu respirando o ar pesado da miséria. Na sua tenra idade, seu pai abandonou a família. Sua pobre mãe com 7 filhos teve que ir para a Tierra del Fuego no sul da Argentina. Sua infância foi dura e desprotegida. Se chamava Rodolfo Henrique Cabral.
Aos 9 anos criou coragem e fugiu de casa com um plano audacioso para vencer a miséria. Foi encontrar o Presidente Juan Domingo Perón para lhe pedir um emprego para si próprio e para sua pobre mãe.
Dormiu e sonhou nas ruas de Buenos Aires e chegou à Casa Rosada. Conseguiu ser ouvido pelo Presidente e sua coragem inusitada resultou em emprego para sua mãe e para seu irmão mais velho.
Tinha quatorze anos e já era alcoolatra e não tinha estudo. Vivendo na marginalidade foi levado para um reformatório. Sob a proteção dos jesuítas aprendeu a ler e escrever. Passou a conhecer a literatura mundial, a filosofia e a religião.
Saiu do reformatório iniciando sua carreira artística, tocando violão e cantando músicas folclórica. Sua dura realidade ele transformou em inspiração compondo. Trocou seu nome artístico de El Indio Gasparino por Facundo Cabral. Visto como um cantor de protesto se exilou no México durante a ditadura argentina.
Em 1984 já era um compositor e cantor consagrado. Pacifista e livre pensador, pregava a tolerância social. Em 2006, foi nomeado Mensageiro Mundial da Paz pela UNESCO. Em 2008 foi indicado ao Nobel da Paz. Sua composicão composta em 1970, “NO SOY DE AQUI, NI SOY DE ALLÁ, o levou a conhecer o mundo e gravar com grandes nomes da música mundial como: Julio Eglesias, Pedro Vargas e Neil Diamond.
Seu lado espiritual teve grande influência de Jesus Cristo, Ghandi e Madre Teresa de Calcutá.
Na literatura gostava de ler o escritor e poeta argentino, Jorge Luis Borges. Tinha um grande senso de humor e usou seu espírito critico para dizer “Não” ao que acontecia no mundo.
Aos 74 anos depois de um show na Guatemala, aceitou uma carona de Henry Fariñas, empresário local. Sofreu um confuso atentado indo para o aeroporto. 25 tiros foram dados por sicários e três tiros o mataram. O atentado teria sido encomendado por desafetos do empresário Henry Fariñas ligados ao narcotráfico.
Sua música, No Soy de aqui, ni soy de allá passou a ser eterna nos corações corajosos que buscam a liberdade.
“Gosto do sol, Alice e das pombas O bom charuto e a guitarra espanhola Saltam muros e abrem as janelas E quando uma mulher chora Gosto tanto de vinho como de flores E de coelhos e de velhos pastores Pão caseiro e a voz de Dolores E o mar molhando meus pés Eu não sou daqui, nem eu sou de lá Não tenho idade, não tenho futuro E ser feliz é a minha cor de identidade Gosto de estar sempre deitado na areia Ou perseguindo Manuela de bicicleta Ou o tempo todo ver as estrelas Com Maria no campo de trigo Eu não sou daqui, nem sou de lá Não tenho idade, nem futuro E ser feliz é a minha cor de identidade”…
Esta é uma pergunta fundamental para qualquer organização, tanto no momento de sua criação quanto nas revisões estratégicas.
No passado, essa resposta era revisitada apenas a cada cinco ou dez anos, ou até mesmo após longos períodos, mas hoje ela se tornou uma preocupação diária que aflige muitos CEOs. Um exemplo clássico que ilustra essa questão é o dos empresários de carruagens nos Estados Unidos, que, ao não acreditarem na ferrovia, focaram apenas em seus produtos e ignoraram as necessidades de um mercado em mudança. Como resultado, não sobreviveram.
Atualmente, não são apenas algumas empresas que estão em xeque, mas toda uma geração de organizações, incluindo até mesmo instituições de ensino de negócios que foram criadas no século passado. Vivemos, agora, não apenas uma nova era, mas um novo mundo — o mundo dos robôs e da inteligência artificial — que pode parecer assustador para muitos. A grande questão é como atuar diante dessa transformação. Os objetivos de longo prazo precisam ser realizados em prazos curtos, pois as tecnologias já permitem essa antecipação. As estratégias competitivas e a visão de futuro das empresas, muitas vezes, se dissolvem tão rapidamente quanto bolhas de sabão.
Para sobreviver nesse cenário, é preciso desapego. As organizações devem contar com equipes que compreendam e respirem essa nova realidade, além de estruturas flexíveis e propósitos claros. Modelos de negócios não duram muito tempo. “Reavalie seu modelo de negócios a cada seis meses” ou “Invista em tecnologias emergentes e equipes multidisciplinares.”
Então, qual é o verdadeiro negócio da sua empresa?
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Doze Compromissos que Todo Prefeito Deveria Assumir com a Cidade
A cidade é um bem comum, significativo para seus moradores, mas muitas vezes mal administrada. Embora pertença a todos, alguns a tratam como propriedade pessoal.
Ser o principal servidor da cidade: O prefeito deve servir a todos, não apenas a grupos específicos, e nunca tratar o público como privado.
Formar uma equipe competente: A equipe deve estar comprometida a servir de forma integral e dedicada, uma vez que seus salários são custeados pelos impostos dos cidadãos.
Administrar com transparência: A gestão precisa ser honesta, clara e produtiva, algo que muitas vezes falta no Brasil.
Priorizar os menos favorecidos: Sem paternalismo, cuidar dos mais necessitados, pois todos são cidadãos.
Cuidar do meio ambiente com responsabilidade: Ele é parte essencial da cidade e merece atenção.
Gerir com eficiência: Justificar cada gasto público com benefícios concretos, visando reduzir, e não aumentar, a carga tributária.
Interpretar as leis com justiça: Aplicar as leis com justiça, não de forma mecânica.
Educar antes de punir: Priorizar a educação, evitando transformar multas em fonte de receita.
Avaliar pela gestão, não pela política: Medir o desempenho pela qualidade da gestão, não por interesses políticos.
Evitar o uso da máquina pública para reeleição: Respeitar a democracia, evitando o uso de recursos públicos para fins eleitorais.
Administrar a cidade sem esquecer a nação: Nenhuma cidade está isolada; a soberania do país depende da força de suas cidades. A democracia requer cuidado e coragem diários.
Que reavaliem o modelo de gestãoprefeitura da : o modelo atual não é mais eficaz, mas com a utilização da Inteligência Artificial, será possível uma administração mais eficiente.
Uma cidade reflete a dedicação de seus gestores e moradores. Com as redes sociais, todos têm voz e podem cobrar responsabilidade. Após eleito, o prefeito deve satisfação a toda a população.
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O FUTURO DAS CONSULTORIAS NO MUNDO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A Inteligência Artificial (IA) transformou diversas atividades que antes exigiam consultorias. Funções como análise de cenários, pesquisa de mercado, melhoria de processos e até atividades contábeis e operacionais podem ser realizadas de forma mais ágil e econômica pela IA. Isso está impactando diretamente a forma como as empresas buscam suporte especializado.
As consultorias não desaparecerão, mas precisarão se reinventar. A competição global está mais acirrada, com mercados cada vez mais concentrados, margens de lucro reduzidas e governos assumindo maiores responsabilidades sociais. Nesse cenário, consultorias especializadas ganham destaque, especialmente aquelas com experiência internacional e atuação em diversos setores.
A geopolítica também assume maior relevância no planejamento estratégico das empresas, exigindo das consultorias uma visão global e especializada. Além disso, as consultorias devem adotar uma postura mais proativa e provocativa, ajudando as empresas e seus líderes a saírem da zona de conforto.
Em um ambiente de negócios cada vez mais desafiador, a rentabilidade depende da entrega precisa do que o cliente necessita, enquanto a vantagem competitiva está em estar à frente da concorrência. O papel das consultorias é provocar mudanças significativas, impulsionar a inovação e apoiar as empresas a se manterem competitivas em um mercado em constante evolução. Antecipar o futuro e trazê-lo para o presente deve ser parte integrante de todos os níveis da organização, garantindo uma visão estratégica que responda rapidamente às transformações do mercado.
SUGESTÃO DE LEITURA: EMPRESAS DISPOSTAS A ROMPER COM O TRADICIONAL SOBREVIVERÃO
BARRA DO PIRAÍ, DESENVOLVIMENTO E INSTITUIÇÕES PRIVADAS
Comentei, em artigo anterior, que a conquista, por duas chapas oposicionistas, de dois terços dos votos válidos no último pleito barrense denunciava a decisão antecipada da população em substituir a administração municipal.
O motivo? Reza a lenda que quando a economia vai mal, a população reage e não reelege o governante. Barra do Piraí não fugiu à regra.
Entre os fatores mais importantes que vêm contribuindo para a deterioração da economia barrense está a perda de competitividade do município, provável consequência, entre outros, da baixa participação de instituições setoriais privadas nas decisões do governo municipal.
Lembremo-nos de que quem faz o município é o mercado. É o setor privado. Negligenciar esse fato trava e restringe o desenvolvimento.
É público e notório que, para o setor privado, competitividade é vital. Entretanto, para o setor público a competitividade é, regra geral, indiferente. Consequentemente, sem participação/contribuição de instituições privadas, as decisões de governo municipal deixam de considerar componentes que estimulam competitividade. Sem dúvida, a parceria do setor público municipal com as instituições setoriais privadas pode estabelecer importante vantagem comparativa.
Do outro lado da equação, a desatenção com essa parceria pode ter contribuído, nos últimos cinco anos, para colocar o município na lanterna da região Sudeste. Entre os cerca de 183 municípios considerados para o ranking de competitividade da região, Barra do Piraí se posicionou ao redor do 170º lugar. Conclusão: Barra do Piraí não é capaz de concorrer com a grande maioria dos municípios fluminenses.
Entre os fatores que mais contribuíram para a descompetitividade do município, sobressai a elevada dependência fiscal, girando atualmente ao redor de 77%, assumindo a origem da estagnação barrense.
Em que pese desastroso, esse distúrbio não deveria surpreender.
Há anos o Índice Firjan de Gestão Fiscal – IFGF vem sistematicamente comprovando a perda de eficiência da gestão fiscal barrense, refletida com clareza no ranking envolvendo todos os municípios fluminenses.
Em universo de 92 municípios, Barra do Piraí caiu do 7º lugar, em 2016, para 47º lugar, em 2022, em contínua deterioração fiscal.
POSIÇÃO DE BARRA DO PIRAÍ NO RANKING IFGF FLUMINENSE
Fonte: FIRJAN
Difícil ser competitivo e construir desenvolvimento sem interromper o ciclo do desequilíbrio fiscal.
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