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DAVOS 2026: IMPLICAÇOES GEOPOLTICAS ESTRATÉGICAS DO DIRCURSO PRESIDENCIAL

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O discurso do presidente Donald Trump no Fórum Econômico Mundial de Davos deve ser interpretado menos como um ato político isolado e mais como um sinal estratégico claro sobre a direção da política econômica e externa dos Estados Unidos. Seu conteúdo revela prioridades, métodos e limites de atuação que impactam diretamente governos, mercados e empresas globais.

A referência à Groenlândia, ainda que acompanhada da negativa explícita do uso da força, ilustra uma lógica de pressão geopolítica controlada. Trata-se de um instrumento típico de negociações duras, orientadas à ampliação do poder de barganha e à reconfiguração de acordos estratégicos, sem ultrapassar formalmente as linhas do confronto militar.

Para a Europa, o episódio expõe tensões latentes entre soberania, segurança e dependência estratégica. Os reflexos são imediatos sobre decisões de investimento em defesa, energia e infraestrutura crítica, áreas que passam a ser tratadas como elementos centrais da autonomia geopolítica do bloco.

A centralidade do Ártico no discurso sinaliza uma mudança estrutural no ambiente de negócios global. A região deixa de ser apenas uma fronteira geográfica e passa a ser percebida como ativo estratégico, integrando logística internacional, energia, minerais críticos e tecnologias sensíveis.

Outro ponto-chave foi a legitimação explícita do uso de instrumentos comerciais como ferramentas geopolíticas. Tarifas, subsídios e barreiras regulatórias deixam de ser exceções conjunturais e passam a compor o padrão competitivo entre Estados, redefinindo as regras do comércio internacional.

Para as empresas, esse novo contexto implica cadeias globais mais fragmentadas, maior volatilidade regulatória e decisões de investimento crescentemente condicionadas a alinhamentos políticos e estratégicos. O risco geopolítico deixa de ser periférico e passa a integrar o núcleo das decisões corporativas.

O aumento contínuo dos gastos militares globais reforça um ciclo prolongado de competição estratégica, com impactos diretos sobre políticas industriais, inovação tecnológica e alocação de capital em escala global.

Em síntese, Davos 2026 confirma que a geopolítica deixou de ser um fator externo à gestão. Ela se consolida como variável central da estratégia empresarial, exigindo planejamento mais adaptativo, leitura sistêmica de riscos e integração efetiva entre estratégia, finanças e operações.

 

Hélio Mendes: Palestrante, consultor empresarial e político. Autor de Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa.Curso de Conselheiro pelo IBGC. Ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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ANDRÉ KUBITSCHEK: POLÍTICA PÚBLICA PRECISA GERAR IMPACTO REAL

BARRA DO PIRAÍ NECESSITA RESGATAR O ENSINO PÚBLICO

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O debacle econômico que o município de Barra do Piraí vem experimentando ao longo de décadas tem óbvia ligação com a crise da indústria ferroviária, a precariedade da logística, a baixa competitividade do município, a decadência de setores industriais chaves e, com especial relevância, a contínua perda do padrão educacional.

Sobre esse último, o mais estrutural dos fatores, percebe-se que, quando realizado, o debate sobre o sistema de ensino público barrense costuma ser conduzido pela ótica dos investimentos em prédios, equipamentos, tecnologia e infraestrutura escolar. Embora esses fatores sejam relevantes, eles estão longe de explicar a persistente insuficiência dos resultados educacionais do município. O problema central é menos material e muito mais conceitual e institucional.

Nos últimos anos, consolidou-se uma visão segundo a qual basta modernizar instalações e ampliar recursos físicos para que a qualidade do ensino avance automaticamente. Não é verdade. Essa lógica ignora que educação depende, essencialmente, de valores, método, compromisso, avaliação, gestão e, sobretudo, foco no aluno. Quando esses elementos são negligenciados, nenhuma lousa digital, laboratório ou prédio reformado é capaz de compensar o vazio que se instala.

Parte significativa do fracasso decorre do sequestro do debate educacional por ideologias que deslocaram o centro da escola do aprendizado, distanciando o aluno do mundo do trabalho. O resultado é uma geração que avança nos anos escolares com dificuldades no pleno domínio das competências básicas, fenômeno que mascara estatísticas, mas compromete o futuro.

Soma-se a isso a incapacidade analítica na formulação de políticas públicas educacionais. Programas são criados, menosprezando diagnóstico preciso, metas objetivas, monitoramento de resultados e correção de rumos, mais para atender agendas políticas do que para responder a evidências. Avaliações externas são relativizadas, rankings são desconsiderados, e o fracasso é frequentemente explicado por fatores externos (a culpa é sempre dos outros), sem que se enfrente a responsabilidade institucional da escola.

Outro equívoco estrutural está no progressivo desfoco do aluno. Em nome de burocráticos modelos administrativos, o estudante deixou de ser o centro da política educacional. O acompanhamento sistemático do desempenho e o estímulo à superação perdem eficiência quando substituídos por soluções genéricas.

Ainda mais grave é o abandono da meritocracia, deixando de avaliar e premiar o resultado, tanto do aluno quanto dos professores. A aprovação automática, a diluição de critérios de desempenho e a aversão a qualquer forma de diferenciação criaram uma cultura de acomodação, na qual a excelência é vista com desconfiança e a mediocridade é normalizada. Sem mérito, não há estímulo; sem estímulo, não há avanço.

O resultado desse conjunto de distorções é um sistema educacional que opera para cumprir protocolos administrativos, não para formar cidadãos capazes, críticos e preparados para a vida produtiva.

Transformar a escola em instrumento de prosperidade coletiva exige reavaliação de conceitos, ruptura de dogmas e reconstrução da cultura de excelência, o que, convenhamos, é bem mais do que orçamento.

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ANDRÉ KUBITSCHEK: POLÍTICA PÚBLICA PRECISA GERAR IMPACTO REAL

ANDRÉ KUBITSCHEK: POLÍTICA PÚBLICA PRECISA GERAR IMPACTO REAL

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“Política pública precisa gerar impacto real”, afirma André Kubitschek ao completar três meses à frente da Secretaria da Juventude do DF

Gestão prioriza capacitação, inclusão social, empregabilidade e presença nos territórios

Ao completar três meses à frente da Secretaria de Estado da Juventude do Distrito Federal, o secretário André Kubitschek apresenta um balanço marcado por ações concretas, foco em resultados e uma agenda intensa voltada à capacitação, à inclusão social e ao empoderamento da juventude; especialmente estudantes da rede pública e jovens em situação de vulnerabilidade.

Desde o primeiro dia de gestão, a Secretaria da Juventude colocou a política pública em movimento, com iniciativas voltadas à educação financeira, à inclusão digital, à qualificação profissional e à articulação com programas de inserção no mercado de trabalho. Para o secretário, a atuação do poder público precisa ser eficiente, acessível e transformadora.

A juventude precisa de oportunidades reais. Política pública precisa gerar impacto direto na vida das pessoas”, destaca André Kubitschek.

Entre as principais ações do período está o Workshop de Educação Financeira “Futuro em Conta”, idealizado e conduzido pelo próprio secretário em parceria com a iniciativa privada, sem custos para os cofres públicos. A iniciativa tem como objetivo preparar os jovens para lidar com o dinheiro de forma consciente, abordando temas como planejamento financeiro, consumo responsável, definição de metas e noções básicas de empreendedorismo.

O projeto é desenvolvido em parceria com a iniciativa privada, sem custos para os cofres públicos, e é voltado prioritariamente a estudantes da rede pública e jovens em situação de vulnerabilidade.

Educação financeira é também uma ferramenta de autonomia, cidadania e transformação social”, afirma Kubitschek.

Outro destaque da gestão é o fortalecimento do Programa Pró-Jovem Digital, considerado estratégico para a inclusão produtiva da juventude do Distrito Federal. O programa oferece capacitação em tecnologia, marketing digital, produção de conteúdo e áreas ligadas à economia digital, preparando os jovens para um mercado cada vez mais conectado e competitivo.

A Secretaria da Juventude também atua de forma integrada com o Programa Jovem Candango, uma das principais portas de entrada do jovem no mercado de trabalho, conectando experiência profissional, formação continuada e desenvolvimento pessoal.

A atual gestão é pautada por três pilares: formação, oportunidade e protagonismo juvenil. A proposta é garantir uma Secretaria presente nos territórios, nas regiões administrativas, nas escolas e próxima das demandas reais da juventude. A descentralização das ações já é uma marca da gestão e continuará sendo ampliada, com foco especial nas regiões mais periféricas do Distrito Federal.

Nosso compromisso é garantir que todos os jovens, independentemente de onde moram, tenham acesso às políticas públicas”, reforça o secretário.

 

Perspectivas para 2026

Para 2026, a Secretaria da Juventude planeja a consolidação e a expansão dos programas já iniciados, além da criação de novas ações voltadas ao primeiro emprego, ao empreendedorismo juvenil, à economia criativa, à formação de lideranças jovens e à educação financeira continuada.

Também estão previstas iniciativas nas áreas de saúde emocional, cidadania e inovação social, além do fortalecimento de parcerias com a iniciativa privada, universidades, terceiro setor e parlamentares, por meio da proposição de emendas voltadas às políticas públicas de juventude.

“A ideia é transformar essas ações em políticas públicas permanentes, com resultados duradouros”, afirma André Kubitschek.

Ao deixar uma mensagem para os jovens do Distrito Federal, o secretário reforça o compromisso com o diálogo e a construção coletiva.

“A Secretaria da Juventude está de portas abertas para ouvir, construir e caminhar junto com os jovens. A juventude de Brasília tem talento, criatividade e força. Nosso papel é abrir caminhos para que esse potencial se transforme em oportunidades reais”, conclui André Kubitschek.

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PRESIDENTE PRUDENTE E O VAZIO DAS LIDERANÇAS

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Presidente Prudente vive uma contradição que já não dá mais para ignorar: nunca houve tantos cargos, partidos e discursos, e nunca foi tão evidente a ausência de liderança. A política local se move, mas não avança. Funciona no piloto automático, administrando o presente e empurrando o futuro para a próxima eleição.

por Fábio Nougueira

O que se repete é um ciclo de coadjuvantes. Políticos habilidosos nos bastidores, eficientes na manutenção de alianças e na sobrevivência partidária, mas pouco dispostos a assumir riscos reais. Liderar, porém, é outra coisa. Liderança exige direção, decisão e coragem para contrariar interesses quando o consenso vira desculpa para a paralisia. Em Prudente, escolhe-se pouco. Empurra-se muito.

As siglas se alternam, os rostos se repetem, as promessas ganham nova embalagem, mas o enredo permanece o mesmo. O projeto estrutural fica sempre para depois. Enquanto isso, a cidade cresce, os problemas se acumulam e a política perde densidade e relevância social.

É nesse cenário que o debate sobre liderança precisa ser feito com honestidade. Este é um momento que pede menos cálculo e mais apresentação. Fábio Sato surge, aqui, como uma opção real para ocupar esse vazio. Não como mais um nome disponível no tabuleiro, mas como alguém que pode romper a lógica do coadjuvantismo e assumir protagonismo político.

Sato reúne atributos que hoje fazem falta: capacidade de diálogo, agilidade política e condições de transitar entre forças distintas sem perder identidade. Prudente não precisa de mais um operador do sistema; precisa de alguém disposto a liderar um projeto, assumir escolhas e dar direção.

Ser líder hoje não é gritar mais alto nem performar para redes sociais. É escutar melhor, construir pontes e entregar sentido. Gestão sem visão vira burocracia; visão sem diálogo vira isolamento. O equilíbrio entre essas duas dimensões é exatamente o que falta à política local.

A crise de liderança não é apenas partidária; é urbana. Ela se manifesta em projetos que não saem do papel, debates rasos e talentos que desistem da vida pública por falta de propósito. Quando a política engasga, a cidade inteira paga a conta.

Há também um vazio narrativo evidente. O eleitor não vota apenas em nomes ou siglas; vota em histórias coerentes. Narrativa não é retórica vazia, é a capacidade de explicar de onde se vem, onde se está e para onde se quer ir. Sem isso, sobram campanhas genéricas e promessas descartáveis.

Presidente Prudente não carece apenas de novos nomes, mas de liderança com sentido. Fábio Sato pode ser essa alternativa, desde que assuma o papel que o tempo exige. O tempo das frases vazias passou. Agora, ou a política local se reinventa, ou continuará falando sozinha — enquanto a cidade espera.

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O ÔNUS DE CUMPRIR A LEI

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O país parece mergulhar numa inversão de valores que desafia a lógica econômica e a própria moral pública: o mais vale menos e o menos vale muito mais.

Celebra-se, com entusiasmo oficial, a eficiência das políticas de conformidade tributária, voltadas exclusivamente ao setor produtivo, enquanto se aprofunda um ambiente de desconfiança sobre quem trabalha, empreende e gera emprego. A recente aprovação da lei do Devedor Contumaz, com potencial de criminalizar a inadimplência e culminar até no fechamento de empresas, somada ao monitoramento de transações via Pix acima de cinco mil reais, deixa claro que o objetivo central é ampliar arrecadação.

O paradoxo é evidente. Quando o recurso é privado, o Estado demonstra extraordinária capacidade de rastrear, fiscalizar e punir. Quando, pela arrecadação, esse mesmo recurso se transforma em dinheiro público, a eficiência desaparece. O país ainda carrega as marcas do mensalão, convive hoje com desvios bilionários no INSS e assiste à banalização da corrupção nas emendas parlamentares, tudo isso sem que os sistemas de controle se mostrem capazes de prevenir, rastrear ou punir com a mesma agilidade e rigor. A descriminalização do crime: o dinheiro some, mas a responsabilização não chega.

Forma-se, assim, uma sensação legítima de seletividade: rigor máximo para quem produz, tolerância estrutural para quem delinque dentro do próprio Estado. Essa assimetria não apenas compromete a credibilidade das instituições, como também corrói os incentivos à atividade produtiva. Afinal, por que investir, empregar e assumir riscos num ambiente em que o empreendedor é tratado como suspeito por definição, enquanto o gestor público corrupto se beneficia da lentidão, da opacidade e da impunidade?

Não se trata de defender sonegação nem de relativizar a importância da arrecadação, indispensável ao funcionamento do Estado. A questão aqui se chama coerência. Um sistema que só é eficiente quando vigia o cidadão, mas falha quando deveria vigiar a si mesmo, não é um sistema de justiça fiscal, mas de conveniência política. Ao fim, o recado é claro, apesar de perverso: produzir custa caro, delinquir compensa.

Nesse cenário, não surpreende que se enfraqueça o estímulo à geração de riqueza, ao empreendedorismo e ao emprego, impulsionando a dependência do assistencialismo oficial. Sem uma profunda revisão das prioridades, com o mesmo rigor aplicado ao gasto público que hoje se impõe ao setor privado, sinaliza-se que o país seguirá preso a um ciclo de arrecadar mais, desperdiçar mais e crescer menos, consolidando a percepção de que, por aqui, cumprir a lei é ônus, enquanto burlá-la pode ser vantagem.

 

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QUANDO O PLANEJAMENTO COMEÇA, A EMPRESA QUE VOCÊ CONHECIA DEIXA DE EXISTIR

QUANDO O PLANEJAMENTO COMEÇA, A EMPRESA QUE VOCÊ CONHECIA DEIXA DE EXISTIR

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Planejar é assumir riscos. E, acima de tudo, responsabilidades.

A atividade mais crítica de qualquer organização é a elaboração ou a revisão do seu Planejamento Estratégico. Paradoxalmente, é também uma das mais negligenciadas. Em muitas empresas, o planejamento ainda é tratado como uma reunião ampliada da rotina operacional  um equívoco recorrente, silencioso e extremamente caro.

Na prática, a maioria dos participantes chega a um seminário de planejamento sem a preparação intelectual e emocional necessária. A postura exigida nesse momento não é a de um executivo focado na operação diária, mas a de um verdadeiro dono do negócio, disposto a colocar seus ativos em risco, ou a de um general que lidera em um ambiente de incerteza extrema. As disputas contemporâneas assim como as guerras modernas são vencidas menos pela força e mais pela estratégia, pela inteligência e pela capacidade de antecipação.

A primeira pergunta, e também a mais difícil, é inevitável: qual é, de fato, o negócio da empresa? A resposta nunca é trivial. Ela pode conduzir à retração estratégica, à sobrevivência defensiva, ao crescimento acelerado, a apostas relevantes ou, em alguns casos, à mudança completa de setor. Um planejamento sério quase sempre exige decisões duras, inclusive aquelas que implicam “cortar na própria carne”.

Metodologias que ignoram a preparação dos decisores já não são suficientes para lidar com a complexidade do cenário atual. Um planejamento conduzido de forma superficial cria a ilusão de controle, mas frequentemente empurra a organização para o declínio. Quando bem executado, ao contrário, torna-se um instrumento poderoso de alinhamento, foco e crescimento exponencial.

Há um sinal claro para avaliar a qualidade de um Planejamento Estratégico: se, ao final do processo, não existir a sensação inequívoca de que uma nova empresa está começando com novas prioridades, novos riscos e novas responsabilidades  algo foi feito de forma equivocada.

Planejar não é preservar o passado.
Planejar é aceitar que a empresa de ontem deixou de existir.

 

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor de Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Curso de Conselheiro pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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A CADEIA PRODUTIVA DO CAFÉ BRASILEIRO NO NOVO CENÁRIO GLOBAL

O QUE A PSICOLOGIA REVELA SOBRE QUEM TOMA CAFÉ SEM AÇÚCAR? O QUE SIGNIFICA?

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O que a psicologia revela sobre quem toma café sem açúcar? O que significa?

Beber café sem açúcar pode parecer uma simples questão de gosto, mas, para a psicologia, isso pode revelar traços profundos de personalidade.

O amargor, que muitos evitam suavizar com adoçantes ou açúcar, pode ser um espelho do modo como a pessoa lida com o mundo: com autenticidade, autocontrole e tolerância ao desconforto…

Café amargo e a força da autenticidade

Segundo especialistas em comportamento, optar pelo café puro, sem qualquer adoçante, costuma refletir uma busca consciente por experiências genuínas.

O sabor forte e não disfarçado exige que o paladar se adapte, o que por si só já revela uma disposição para enfrentar estímulos intensos sem a necessidade de suavizá-los. Quem toma o café dessa forma tende a valorizar a clareza nas escolhas e evita “maquiagens” sensoriais.

A ausência de açúcar também indica menor dependência de gratificações imediatas. Isso se associa à capacidade de abrir mão de pequenos prazeres em nome de objetivos maiores, como a saúde, a disciplina alimentar ou simplesmente uma opção para aproveitar melhor o sabor da bebida.

Adoçantes naturais e o caminho da transição

Nem todos vão direto para o café sem açúcar. Muitos optam por alternativas como mel, stevia ou xilitol. Essa transição indica uma personalidade que busca equilíbrio entre prazer e autocontrole, sem radicalismos.

Trata-se de um comportamento comum em processos de mudança gradual, que sinaliza flexibilidade mental e foco em resultados sustentáveis.

A substituição do açúcar por versões naturais pode representar, portanto, uma etapa intermediária no processo de autoconsciência alimentar, mostrando que a pessoa está atenta ao impacto de seus hábitos e disposta a melhorar de forma progressiva.

Um gesto que reforça a identidade

Ao transformar o café sem açúcar em parte da rotina, o indivíduo também reforça aspectos simbólicos da própria identidade. Esse gesto cotidiano pode carregar significados como independência, clareza de valores e até um certo orgulho por não seguir a convenção social do café adoçado.

Para a psicologia, comportamentos repetidos com intenção e coerência são uma das formas mais eficazes de consolidar traços de personalidade. Ou seja, a maneira como se bebe café pode, sim, comunicar aspectos da forma como se vive e se posiciona diante do mundo.

Adotar o café puro na rotina pode ser também um exercício de presença e autoconhecimento, com observação a como seu paladar responde à ausência de açúcar e reflexão sobre o que essa escolha diz sobre seus hábitos e prioridades.

Ou seja, tomar café sem açúcar é mais do que uma preferência de paladar: é um microgesto de disciplina, autenticidade e consciência

Vale tentar

A ciência do comportamento mostra que essas pequenas decisões diárias moldam quem somos e como nos posicionamos diante das facilidades e desafios da vida.

Para alguns, o amargor pode ser desconfortável no início. Mas, para muitos, ele representa a beleza de uma escolha honesta, feita sem filtros nem disfarces.

https://www.msn.com/pt-br/receitasebebidas/noticias-e-receitas/o-que-a-psicologia-revela-sobre-quem-toma-caf%C3%A9-sem-a%C3%A7%C3%BAcar-o-que-significa/ar-AA1L5IVg?ocid=msedgdhp&pc=U531&cvid=696a795a605a4c8a8be78a8d97ae9c00&ei=32 – História de Fausto Fagioli Fonseca 

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A CADEIA PRODUTIVA DO CAFÉ BRASILEIRO NO NOVO CENÁRIO GLOBAL

ATENÇÃO ESTRUTURAL E SAMAMBAIA: PRÓ-JOVEM DIGITAL INICIA NOVA ETAPA EM 19 DE JANEIRO

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O objetivo é capacitar os participantes não apenas tecnicamente, mas também em mentalidade, visão de futuro e protagonismo | Foto: Divulgação/Sejuve-DF

Além do conteúdo informativo, o programa garante passagem e lanche, permitindo que os alunos participem com tranquilidade e dignidade.

Além do conteúdo formativo, o programa garante passagem e lanche, permitindo que os Alunos participem com tranquilidade e dignidade.

Por: Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

O programa Pró-Jovem Digital, realizado pela Secretaria da Juventude inicia uma nova etapa a partir do dia 19 de janeiro, agora nas regiões da Estrutural e de Samambaia. A iniciativa, que já transformou a realidade de jovens em diversas cidades do Distrito Federal, amplia seu alcance e reafirma o compromisso de levar formação tecnológica, desenvolvimento humano e oportunidades reais para a juventude brasiliense.

Voltado para adolescentes e jovens que desejam se preparar para o mercado de trabalho e para a economia digital, o Pró-Jovem Digital oferece formações em áreas estratégicas como inteligência artificial, marketing digital, empreendedorismo, criação de conteúdo, tecnologia e inovação, entre outras competências fundamentais para o mundo atual. O objetivo é capacitar os participantes não apenas tecnicamente, mas também em mentalidade, visão de futuro e protagonismo.

Durante a jornada, os participantes ainda concorrem ao sorteio de notebooks, um incentivo concreto para que possam seguir estudando e praticando fora da sala de aula.

Os polos foram pensados para oferecer uma experiência de alto nível aos jovens. Eles contam com ótimos computadores, preparados para as atividades práticas; cadeiras gamer, que garantem conforto durante as formações; e um ambiente estimulante, que favorece foco, criatividade e protagonismo. Tudo foi estruturado para que o aluno se sinta valorizado e motivado desde o primeiro dia.

Mais do que ensinar ferramentas digitais, o Pró-Jovem Digital forma mentalidades. O projeto mostra aos jovens que é possível sonhar grande, mesmo partindo de territórios historicamente marcados por desafios, e que o futuro pode ser construído com conhecimento, disciplina e visão.

As inscrições podem ser realizadas, clicando no link a seguir: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf5TgzWB4TyRJevZ1bQ3bq8maCuK-ulkQ6nw7zRutzpBscV9g/viewform?pli=1

 

MAIS SOBRE O PROGRAMA PRÓ-JOVEM DIGITAL: https://revistadiaria.com.br/distrito-federal/juventude/pro-jovem-digital-impulsiona-a-inclusao-tecnologica-no-df-e-forma-mais-de-600-jovens/

PRÓ-JOVEM DIGITAL IMPULSIONA A INCLUSÃO TECNOLÓGICA NO DF E FORMA MAIS DE 600 JOVENS

 

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A CADEIA PRODUTIVA DO CAFÉ BRASILEIRO NO NOVO CENÁRIO GLOBAL

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A cadeia produtiva do café brasileiro vive um momento decisivo de transformação estratégica.

Durante décadas, o país estruturou sua atuação com foco em escala, volume e baixo custo, enquanto a maior parte do valor agregado era capturada fora de suas fronteiras. Esse modelo, embora eficiente em termos produtivos, limitou o protagonismo brasileiro nas etapas mais rentáveis da cadeia.

O cenário global, entretanto, mudou de forma significativa. Países que historicamente compraram o café brasileiro muitos deles hoje em declínio econômico ou em processo de reposicionamento estratégico  construíram marcas fortes, indústrias sofisticadas e poder econômico relevante sem cultivar um único pé de café. A assimetria entre quem produz e quem captura valor tornou-se cada vez mais evidente.

O Brasil, maior produtor mundial, reúne atualmente atributos raros no contexto internacional: escala produtiva, qualidade reconhecida, sustentabilidade ambiental e ampla capacidade de expansão. Ainda assim, grande parte do valor permanece concentrada nas mãos de grandes players globais de torrefação, distribuição e comercialização, reproduzindo um modelo de “colonialismo produtivo” incompatível com as exigências do século XXI.

A produção cafeeira brasileira é moderna, intensiva em tecnologia e socialmente relevante. Ela gera empregos, renda, arrecadação de impostos e sustenta economias regionais inteiras. Além disso, a formação de clusters produtivos indica uma mudança cultural em curso, criando as bases para um novo posicionamento estratégico do setor no mercado global.

O próximo passo é claro e inadiável: avançar na industrialização, agregar valor ao produto e construir marcas brasileiras com presença global. Com um mercado interno robusto e liderança consolidada nas exportações, o Brasil reúne todas as condições para comandar essa transição.

Mais do que produzir café, chegou o momento de liderar a cadeia produtiva, redefinindo seu papel no comércio internacional e superando definitivamente a herança histórica de apenas servir aos interesses de outros.


Hélio Mendes |
Palestrante, consultor empresarial e político. Autor de Planejamento Estratégico Reversoe Gestão Reversa. Conselheiro formado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

O INCALCULÁVEL VALOR DO VOTO DE 2026

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O encerramento do ano de 2025 alimentava a expectativa de que as eleições gerais de 2026 seriam uma especial oportunidade para o debate sobre segurança pública e desenvolvimento. Imaginava-se uma disputa centrada no combate ao crime organizado que ameaçadoramente se institucionaliza, na reconstrução econômica, no reposicionamento geopolítico do Brasil diante da acelerada formação de uma nova ordem mundial e, ainda que timidamente, na revisão de temas estruturais como o crônico desequilíbrio fiscal, a desenfreada gastança pública, a lenta reindustrialização, a perda do poder de compra do brasileiro e da relevância internacional e o colapso na qualidade do ensino. Eram pautas duras, complexas, mas necessárias para um país que vempatinando na organização de seu futuro.

Bastou, contudo, a virada do calendário para que esse horizonte fosse engolido por uma ameaça muito mais corrosiva: a degradação ética e moral das instituições da República. Em poucas semanas, o debate nacional foi sequestrado por escândalos de proporções sistêmicas. Os desvios de recursos do contribuinte no INSS e no uso das emendas parlamentares, já por si alarmantes, passaram a dividir espaço com o escabroso caso do Banco Master, apontado como a maior fraude bancária da história do país. O que eleva desproporcionalmente os riscos desse cenário é a possibilidade do envolvimento, direto ou indireto, de figuras de proa ligadas aos três poderes, corroendo a já frágil confiança da sociedade na integridade institucional.

Para o brasileiro, trata-se de um filme bastante conhecido. Não é a primeira vez que se acena com a possibilidade de uma recuperação moral das instituições, apenas para vê-la ser desmontada por ações articuladas no interior do próprio sistema de poder. A Operação Lava-Jato permanece como exemplo emblemático de como iniciativas, que despertaram esperança em cada um dos brasileiros, foram meticulosamente desmanteladas, reforçando a sensação de impunidade seletiva e de que a lei raramente alcança os andares superiores da República.

O que diferencia o momento atual, porém, é a percepção de que o país se aproxima rapidamente do fundo do poço da ética republicana. A sucessão de escândalos, a naturalização do desvio e a incapacidade de produzir firmes respostas institucionais sugerem uma crise que já não é apenas econômica ou política, mas civilizatória. E, sem dúvida, é o cidadão brasileiro quem paga o preço dessa degradação moral que esvazia e inviabiliza qualquer projeto de desenvolvimento.

Nesse degenerado contexto, as eleições de 2026 deixam de ser apenas uma escolha entre programas de governo ou visões econômicas. Elas tendem a transferir ao eleitor uma histórica responsabilidade: ade resgatar a credibilidade das instituições e reafirmar o compromisso ético e moral com o bem público. O voto, mais do que nunca, converte-se no último instrumento de contenção de uma corrosão ética que, muito claramente, se aproxima do irreversível.

 

Luiz Bittencourt