ANDRÉ KUBITSCHEK: O DISTRITO FEDERAL PODE MAIS
André Kubitschek destaca empreendedorismo, emprego, estabilidade e qualificação em encontro com empresários e lojistas do Distrito Federal
Em encontro com empresários, lojistas e representantes do setor produtivo, André Kubitschek destacou a importância de quem produz, investe, assume riscos e gera empregos para o desenvolvimento econômico do Distrito Federal. Durante a palestra, ele apresentou um diagnóstico dos principais desafios enfrentados pelo setor produtivo e defendeu planejamento, responsabilidade fiscal, redução da burocracia, qualificação profissional e investimentos capazes de transformar o potencial de Brasília em crescimento e oportunidades.
“Empresários produzem, pagam impostos, correm riscos e sustentam esse país”, afirmou.
Para André, a atividade empresarial é diretamente afetada pelas decisões públicas e pelas condições econômicas. Entre os principais obstáculos apontados estão a elevada carga tributária, a burocracia excessiva, a infraestrutura deficiente, a insegurança jurídica, a complexidade das relações trabalhistas e o crédito caro e de difícil acesso.
“O Custo Brasil não é algo fantasioso, é algo real, e precisamos ter coragem para enfrentar esse quadro”, declarou.
Na avaliação de Kubitschek, o ambiente econômico precisa oferecer previsibilidade para que os empresários possam investir, contratar e ampliar seus negócios. Ele relacionou a estabilidade das contas públicas à capacidade de crescimento das empresas e alertou para os efeitos que a inflação e os juros elevados provocam sobre o setor produtivo.
“Não tem como um governo que gaste mais do que arrecada dar certo. Não tem como um governo que não respeita o equilíbrio fiscal dar certo”, afirmou.
Segundo ele, quando o custo do dinheiro aumenta, os investimentos são adiados, os financiamentos ficam mais difíceis e o comércio sente diretamente a redução do poder de compra da população. Por isso, defendeu uma gestão pública baseada em metas, planejamento e avaliação dos resultados.
Brasília foi concebida dentro de uma estratégia nacional de integração territorial, desenvolvimento e modernização do país. O modelo de gestão baseado em metas, na avaliação de André Kubitschek, também pode servir de referência para a administração pública atual.
“Assim como vocês, empresários, têm metas semanais, mensais e anuais, essa é a mentalidade que precisamos ter também dentro da política: planejamento, metas e resultados”, afirmou.
André Kubitschek também destacou o potencial econômico do Distrito Federal. Segundo ele, Brasília possui condições para avançar, desde que os recursos públicos sejam aplicados de maneira responsável e direcionados para áreas capazes de produzir resultados concretos para a população.
“O nosso orçamento aqui é de R$ 74 bilhões”, afirmou, defendendo maior eficiência na utilização dos recursos e investimentos que contribuam para o desenvolvimento da cidade.
Entre as prioridades apontadas estão infraestrutura, mobilidade urbana, segurança, saúde e educação. Kubitschek lembrou que Brasília foi planejada para uma população muito menor e hoje reúne mais de três milhões de habitantes, o que exige uma nova visão de planejamento para atender às necessidades atuais das regiões administrativas.
“Brasília merece mais, O Distrito Federal pode mais”, afirmou.
A educação também foi apresentada como estratégica para o futuro econômico da capital. André defendeu a atualização dos currículos e o fortalecimento da capacitação profissional diante das mudanças provocadas pela tecnologia e pela inteligência artificial.
“Educação e capacitação são os alicerces, que vão determinar se daqui a 20, 30 anos nós seremos uma capital próspera ou não”, declarou.
Ele também questionou a efetividade dos programas públicos de qualificação profissional e defendeu mecanismos que permitam medir resultados e ajustar a formação às necessidades dos diferentes setores econômicos do Distrito Federal.
A experiência à frente da Secretaria da Juventude, segundo André Kubitschek, reforçou sua percepção sobre o impacto que uma boa política pública pode produzir. Durante o período em que esteve no cargo, ele destacou a implementação de um programa de educação financeira e afirmou ter acompanhado de perto mudanças na perspectiva de jovens que participaram das ações.
Outro ponto abordado foi a necessidade de combater a burocracia e mudar a forma de avaliar a eficiência da administração pública. Para Kubitschek, a quantidade de leis ou medidas aprovadas não deve ser utilizada como único indicador de produtividade.
“Desde quando o número de leis mede qualidade?”, questionou.
Na avaliação do empresário, o foco deve estar no impacto concreto das decisões e na capacidade de melhorar a vida da população, reduzir obstáculos e criar um ambiente mais favorável para quem trabalha e produz.
Ao encerrar a palestra, André Kubitschek reforçou que o Distrito Federal reúne condições para alcançar um novo patamar de desenvolvimento, desde que haja planejamento, responsabilidade na aplicação dos recursos, investimentos em infraestrutura, saúde e educação, além de um ambiente econômico que dê segurança para os empreendedores.
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