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DÓLAR, O ÍCONE DA DISCÓRDIA

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OPINIÃO PRUDENTE COM JOSÉ PRUDENTE

Há uma enorme diferença nas relações entre o estadunidense, o brasileiro e suas moedas.

 

O dólar é moeda forte, criada há mais de cem anos, com elevada confiança institucional (Federal Reserve), poder de compra estável, usada para investimentos e aposentadoria, crédito fácil, moeda de reserva global, ícone do patriotismo americano, representa estabilidade, identidade e poder para o cidadão americano.

Real é moeda criada há 30 anos, com histórico de crises, baixa previsibilidade do poder de compra, usada para compra de dólares e imóveis, crédito caro, não é conversível, representa moeda frágil, poder simbólico de simples instrumento econômico para o cidadão brasileiro.

Esses fatores moldam o comportamento econômico e cultural do cidadão de cada país. Explicam, por exemplo, porque o cidadão americano vive do capitalismo, cujo maior símbolo é o dólar, independendo do governo para prosperar, enquanto o brasileiro é induzido a depender de políticas do governo para sobreviver.

Além de sua crucial importância para o sistema financeiro e para o comércio internacional, há uma estreita relação do dólar com produção, produtividade, competitividade e prosperidade, levando-o a transcender governos em relevância.

Atacá-lo é declaração de guerra aos EUA.

 

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