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BRASIL: O QUASE GOL ETERNO

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Teu grito, Brasil, ecoa um lamento, de quem vê a trave, mas nunca o intento. Centroavante de mil chutes ao vento, a bola beija o poste, o peito lento. “Uuuuuu!”, frita a garganta em desespero, “quase gol!”, refrão de um país inteiro.

Tuas veias abertas, ferida que não sara, onde a oligarquia veste a mesma cara. Acordos espúrios, trama que não para, enquanto a esperança se esvai, escassa e rara. A voz da justiça, emudecida e fria, numa dança macabra de hipocrisia. A liberdade, um corpo estendido no chão, pelas mãos pecadoras, em cruel profanação.

Facadas diárias, sem dó, sem compaixão, em cada esquina, uma nova agressão. E o povo, refém de um fado incerto, perdido no labirinto de um “quase certo”. No palco da história, repete-se o ato, a mesma melodia, o mesmo extrato. Um gigante adormecido, em eterno contrato, com a sombra que rouba seu próprio retrato.

E a alma brasileira, em dor lancinante, questiona se o amanhã será triunfante. Mais versos sobre essa agonia, esse eterno “quase”: No pódio da sorte, um lugar nunca alcançado. Pois o jogo é viciado, o dado é forjado. A caneta que assina, o punho que é manchado, E o futuro do povo, mais uma vez, roubado. Promessas vazias, castelos de areia, desfeitos ao vento, em triste epopeia.

O suor do trabalho, em vão derramado, para alimentar um sistema falho e cansado. A fé do brasileiro, por vezes calado, Mas que em silêncio assiste o sonho ser quebrado. E a cada eleição, a mesma cantiga, de um povo que sonha, mas que nunca espiga. Nas ruas, o medo, a incerteza que impera, enquanto a corrupção se prolifera e ceia.

A justiça vendada, que nunca enxerga, os gritos dos fracos, que a força renega. E a esperança, por um fio, teima em viver, mesmo sabendo que é árduo florescer.

 

Persio Isaac

DÓLAR, O ÍCONE DA DISCÓRDIA

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OPINIÃO PRUDENTE COM JOSÉ PRUDENTE

Há uma enorme diferença nas relações entre o estadunidense, o brasileiro e suas moedas.

 

O dólar é moeda forte, criada há mais de cem anos, com elevada confiança institucional (Federal Reserve), poder de compra estável, usada para investimentos e aposentadoria, crédito fácil, moeda de reserva global, ícone do patriotismo americano, representa estabilidade, identidade e poder para o cidadão americano.

Real é moeda criada há 30 anos, com histórico de crises, baixa previsibilidade do poder de compra, usada para compra de dólares e imóveis, crédito caro, não é conversível, representa moeda frágil, poder simbólico de simples instrumento econômico para o cidadão brasileiro.

Esses fatores moldam o comportamento econômico e cultural do cidadão de cada país. Explicam, por exemplo, porque o cidadão americano vive do capitalismo, cujo maior símbolo é o dólar, independendo do governo para prosperar, enquanto o brasileiro é induzido a depender de políticas do governo para sobreviver.

Além de sua crucial importância para o sistema financeiro e para o comércio internacional, há uma estreita relação do dólar com produção, produtividade, competitividade e prosperidade, levando-o a transcender governos em relevância.

Atacá-lo é declaração de guerra aos EUA.

 

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POLÍTICA: DA EXPIAÇÃO À REGENERAÇÃO

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Imagem: Pixabay
ARTIGO

O planeta Terra é um dos estágios da nossa trajetória evolutiva, destinado a nos preparar para, um dia, adentrarmos pela porta principal dos Céus.

Atualmente, habitamos um mundo classificado como de Provas e Expiações, enfrentando desafios e colhendo as consequências de nossas ações passadas. Contudo, estamos em plena fase de transição, rumo a um mundo de Regeneração, como prevê uma das doutrinas espiritualistas.

Muitos estudiosos espiritualistas — e até mesmo pessoas ligadas a outras tradições religiosas — concordam que fazer o bem ao próximo é uma das senhas essenciais para o nosso crescimento espiritual. Entretanto, o que testemunhamos hoje é uma verdadeira caça do homem ao homem. Presenciamos, com olhos próprios, a lenta e perigosa tentativa de destruição dos valores humanos; princípios morais e éticos herdados de gerações passadas.

Indivíduos em busca apenas de benefícios próprios e de uma minoria, ditam e criam regras na tentativa de conquistar um espaço limitado ao tempo — num tempo ainda mais limitado.

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Em artigo publicado na Revista Diária, sob o título “O Mundo Político Adoeceu”, disse: “Deste mundo, nada levaremos. Política, bens materiais, vaidades, corpo bonito, cargos, bundas e peitos empinados — nada disso nos acompanhará além-túmulo.

Começou o jogo político.

As eleições de 2026 se aproximam, com nomes surgindo e/ou sendo inventados. Pessoas que tentam se viabilizar para conduzir nosso destino, em todas as cidades e municípios.

Jogadores começam a entrar em campo.

Ensaiam jogadas, atacam e se defendem mas esquecem o principal: Apresentar aos torcedores, futuros eleitores, suas verdadeiras aptidões éticas e espirituais, credenciando-os para essa modalidade.

Que possamos, com consciência plena e responsabilidade, eleger pessoas comprometidas com o bem-estar coletivo e amor ao próximo. Homens e mulheres de caráter, dispostos a ajudar quem realmente precisa.

Eleitos, que cumpram a regra que todo homem público deve seguir: transformar a vida dos que sofrem em dignidade e prosperidade.

Assim, proclamaremos que os eleitos não serão apenas espíritos habitando em corpo de carne e ossos, ainda em provas e expiações, mas espíritos regenerados, que usarão a política e o serviço público como instrumento do bem comum cumprindo sua parte na grande obra de regeneração da Terra.

Fazer o bem sem olhar a quem!

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O MUNDO POLÍTICO ADOECEU

A NEVE MANCHADA DE SANGUE: O MASSACRE DE MALMEDY

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Dezembro de 1944. A neve caía impiedosa nas Ardenas, cobrindo a paisagem belga com um manto branco que escondia o terror que se desenrolava sob ela. A Ofensiva das Ardenas, a última cartada desesperada de Hitler, transformara a floresta gélida em um palco de fúria e desespero.

E foi nesse cenário gelado que se desenrolou uma das páginas mais sombrias da Segunda Guerra Mundial: o Massacre de Malmedy.

O Encontro na Estrada.

Era domingo, 17 de dezembro. A Companhia B do 285º Batalhão de Observação de Artilharia de Campo americano, uma unidade de apoio desarmada, dirigia-se para retaguarda, buscando realocar-se.

Seus veículos, jeeps e caminhões, lutavam contra a neve e o gelo da estrada vicinal. Os homens, exaustos e famintos, sonhavam com um pouco de comida quente e um descanso merecido. Mal sabiam eles que estavam prestes a cruzar o caminho da Kampfgruppe Peiper, uma força-tarefa da 1ª Divisão Panzer SS Leibstandarte SS Adolf Hitler, comandada pelo impiedoso Joachim Peiper. Essa unidade de elite nazista era conhecida por sua ferocidade e por não fazer prisioneiros.

Às 14h, perto do cruzamento de Baugnez, a cerca de quatro quilômetros de Malmedy, o inevitável aconteceu. A coluna americana, despreparada para o combate, foi emboscada pelos tanques e tropas SS. O fogo pesado e a superioridade numérica nazista não deixaram dúvidas: a rendição era a única opção.

Mais de uma centena de soldados americanos, em sua maioria jovens e inexperientes, ergueram as mãos, jogaram suas armas na neve e foram agrupados em um campo aberto, longe da estrada.

A Execução

O frio era cortante, e o vento chicoteava os rostos dos prisioneiros. Eles tremiam, não apenas pelo frio, mas pelo pavor que começava a se instalar. Os soldados SS, impassíveis, observavam-nos com olhares duros. Ninguém falava. A tensão era quase palpável, mais densa que a nevasca. Então, sem aviso, as metralhadoras começaram a disparar.

O som seco dos tiros rompeu o silêncio da paisagem gelada, ecoando pela floresta. Os corpos dos americanos caíam na neve branca, que rapidamente se tingia de um vermelho chocante. Muitos tentaram correr, rastejar ou fingir-se de mortos. Os SS, no entanto, caminhavam entre os corpos, disparando tiros de misericórdia (ou de remate) contra quem ainda mostrava sinais de vida. Alguns foram atingidos por baionetas. O cheiro de pólvora e sangue pairava no ar.

Os Sobreviventes

Milagrosamente, alguns conseguiram escapar. Feridos, arrastando-se pela neve, rastejaram até a floresta, buscando abrigo do massacre. Entre eles estava o soldado Kenneth Ahrens, que, apesar de baleado, conseguiu fingir-se de morto e, sob a escuridão crescente, fugir para a segurança. Outros, como Ted Paluch, esconderam-se sob os corpos dos companheiros, suportando o horror e o frio até a partida dos SS.

Os sobreviventes carregariam para sempre as cicatrizes físicas e, principalmente, as psicológicas daquele dia. As imagens da neve manchada de sangue, dos corpos de seus amigos e do olhar frio dos executores os assombrariam por toda a vida.

O Massacre de Malmedy, um crime de guerra brutal e covarde, tornou-se um símbolo da barbárie da Ofensiva das Ardenas. Mais de oitenta prisioneiros de guerra americanos foram friamente executados naquele campo nevado.

A história, contada pelos poucos que testemunharam o horror e sobreviveram para contá-la, permanece como um lembrete sombrio da crueldade que a guerra pode desencadear.

O destino do Comandante Joachim Peiper, líder da Kampfgruppe Peiper e responsável pelo Massacre de Malmedy, foi complexo e controverso. Após a guerra, Peiper e outros 72 membros de sua unidade foram julgados por um tribunal militar americano em Dachau, Alemanha.

Sentença Inicial: Em 16 de julho de 1946, Joachim Peiper foi condenado à morte por enforcamento, juntamente com outros 42 acusados, pela sua responsabilidade no Massacre de Malmedy e outras atrocidades cometidas durante a Ofensiva das Ardenas.

Comutação e Libertação: No entanto, o julgamento foi cercado por controvérsias, incluindo alegações de confissões forçadas e pressão política. Como resultado, muitas das sentenças de morte foram comutadas. A sentença de Peiper foi reduzida para prisão perpétua, e depois para 35 anos de prisão. Ele foi finalmente libertado em dezembro de 1956 da prisão de Landsberg, após cumprir cerca de 11 anos e meio.

Morte: Peiper viveu na França após sua libertação. Ele foi assassinado em 14 de julho de 1976, quando sua casa foi incendiada por ativistas antifascistas.

 

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BRASIL FALA GROSSO COM EUA

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OPINIÃO 

Não é de hoje que falar grosso com os EUA é o sonho de todo socialista brasileiro.

Desde que assumiu o poder, lá em 1995 com o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, o socialismo brasileiro aguarda com ansiedade esse momento que, enfim, parece ter chegado.

Após 25 anos de poder socialista e de intensas articulações com os pares internacionais, o Brasil parece se sentir confortável para provocar a nação cujo poder hegemônico mais incomodou, e incomoda, o socialismo internacional.

Mesmo sendo o mercado dos EUA o maior e mais líquido do mundo, representando 60% do valor global (em segundo lugar está o mercado do Japão com 6% do valor global), com valor na ordem de US$ 40 trilhões, enquanto o mercado do Brasil possui valor na ordem de US$ 1 trilhão, o líder do socialismo brasileiro, talvez com a segurança de um possível guarda-chuva do grupo BRICS, entendeu que chegou a hora de transformar o sonho em realidade.

Começou chamando o Presidente da maior nação democrática do planeta de fascista, insistiu com frequência na proposta brasileira em desdolarizar o comércio internacional, avançou permitindo a atracação em porto do Rio de Janeiro de dois navios iranianos, entre outras ações, algumas consideradas como declaração de guerra pelos EUA.

A esperada resposta veio em um conjunto de medidas tarifárias impostas pelos EUA, previamente planejado com o objetivo de reequilibrar as forças comerciais no mercado global e reindustrializar a economia dos EUA.

O Brasil, então, pelo ativo desempenho provocativo e pela coragem em tentar articular a destruição de ativos da nação mais democrática do planeta e de maior poder econômico, financeiro e militar foi agraciado com a maior tarifa (50%).

Diante de um quadro comercial global complexo e preocupante, cada nação se estruturou para identificar compensações, organizar propostas e negociar a redução da tarifa. Filipinas, Japão, Argentina, China, por exemplo, conseguiram.

O Brasil, ao contrário, ao perceber temporária oportunidade eleitoral, preferiu investir no discurso para o público doméstico visando 2026 e, sem prática em calibrações, continuou exagerando nos desacatos. Como consequência, os EUA não têm permitido negociação e, provavelmente, imporão sanções complementares ao país.

O cenário é péssimo, o quadro é de extrema gravidade. O setor privado, a força motriz de qualquer país, e a economia nacional estão na linha de frente e receberão a carga danosa das tarifas. O brasileiro pagará essa conta.

O sonho se realizou, mas a consequência será desastrosa.

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MORANGO DO AMOR. O DOCE QUE VIROU FEBRE NAS REDES SOCIAIS

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Morango do amor virou febre nas redes sociais. — Foto: Reprodução

De acordo com especialistas, o apelo visual e o lado emocional são os dois motivos principais que contribuem para a popularidade da sobremesa.

Uma casquinha de um vermelho reluzente que na primeira mordida revela um morango igualmente vermelho, envolto por uma camada de brigadeiro. O morango do amor, doce mais viralizado da internet nos últimos tempos, é realmente muito mais tentador do que a original maçã do amor.

Mas por que o doce é tão atrativo e ficou tão popular nas redes?

g1 conversou com quatro nutricionistas para entender a febre do morango e como essa sobremesa aparentemente simples tem conquistado cada vez mais fãs.

Segundo as nutricionistas, a popularidade tem dois motivos principais:

  • apelo visual
  • Lado emocional

Mas nem só de fama vive o morango do amor. É importante também pontuar que nenhum alimento é proibido para quem tem uma alimentação saudável, mas o doce tem alto valor calórico e, assim, deve ser consumido com moderação(entenda mais abaixo)

 

 

Atrativo aos olhos

Não é só a combinação de sabores – com o azedinho do morango e o doce do brigadeiro – e texturas – o caramelo crocante e o brigadeiro macio – que tornaram o doce tão popular.

Segundo as nutricionistas, o aspecto visual é um ponto fundamental para despertar a vontade de experimentar a sobremesa.

Camille Perella Coutinho, nutricionista e doutora em Ciências de Alimentos pela USP, pontua que o cérebro humano é muito sensível a estímulos visuais, especialmente quando envolvem cores vibrantes e brilho, como é o caso do morango do amor.

Esses estímulos visuais são responsáveis pela conhecida vontade de comer, que vem antes mesmo de colocar o doce na boca.

“Quando o doce se apresenta de uma forma muito atrativa aos olhos várias partes do cérebro são ativadas como o córtex pré-frontal e o sistema límbico que provavelmente irão te fazer consumi-lo”, analisa.

Apelo emocional

Além da beleza do doce ser responsável por estimular a vontade de comer, é uma sobremesa que tende a provocar boas lembranças, outro ponto essencial para sua popularidade.

Isso porque nosso comportamento alimento não é apenas influenciado pelos sentidos, mas também pela história particular de cada um.

“Doces bonitos e bem confeitados, especialmente aqueles que nos remetem às festas juninas, evocam memórias afetivas da infância e nos trazem boas lembranças”, analisa Glória Guizellini, nutricionista e mestre em Nutrição e Saúde Pública pela USP.

O doce, por si só, já traz uma sensação de desejo, remete a um comportamento primitivo de busca por bem-estar.

Mas, segundo a nutricionista e pesquisadora do Food Research Center (FoRC/USP), Eliana Bistriche Giuntini, é o emocional, combinado ao visual, que provoca a sensação de prazer e traz memórias afetivas gostosas.

Ainda que um docinho de vez em quando não faça mal, algumas pessoas precisam ter cuidado com alimentos com alto teor de açúcar, como o morango do amor.

“Pessoas com diabetes devem ter atenção redobrada. Mas quem está com a glicemia bem controlada pode, sim, comer um docinho de vez em quando, desde que com acompanhamento profissional”, lembra Camille Coutinho.

O mesmo é recomendado para pessoas com obesidade, colesterol alto ou triglicérides elevados. As crianças também devem consumir esse tipo de doce com moderação.

“Crianças devem consumir doces com frequência controlada, pois esses alimentos podem atuar como substitutos de refeições, já que o estômago infantil possui menor volume, condizente com o tamanho da criança”, analisa Glória Guizellini.

Além disso, o alto consumo de açúcar na infância pode aumentar o risco de cáries e contribuir para o aumento de peso, interferindo diretamente na formação dos hábitos alimentares.

Mas quando não há necessidade de restrição alimentar por questões médicas, incluir um doce como o morango do amor não vai influenciar de forma negativa na dieta.

“Mesmo em dietas com foco em emagrecimento ou controle de saúde, dá para adaptar o plano para incluir esses momentos. Isso ajuda tanto na adesão quanto na relação com a comida. Porque, no fim das contas, comer também é prazer”, pondera Camille.

Fonte: Júlia Carvalho, g1 | https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/07/25/morango-do-amor-a-febre-do-doce-tem-explicacao-veja-analise-de-nutricionistas.ghtml

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COOPERATIVAS: ECOSSISTEMAS EM POTENCIAL

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O Paradigma do Ecossistema de Negócios

O conceito de ecossistema de negócios tem transformado de forma acelerada o cenário empresarial global. Nesse ambiente, cooperativas se veem em um paradoxo: já possuem características de rede colaborativa, mas ainda não gozam da integração plena que define um ecossistema consolidado.

Desafios Estruturais e Culturais

Para que uma cooperativa se configure verdadeiramente como ecossistema, é preciso mais do que boa convivência: é essencial abandonar a lógica vertical de comando e adotar um planejamento estratégico compartilhado. Clientes, fornecedores e parceiros devem participar ativamente da definição de metas, processos e inovações.

Interdependência e Resiliência

A atual crise política e econômica expôs a força dos modelos que operam em rede. Ecossistemas empresariais promovem interdependência estratégica, dissolvendo fronteiras em prol de objetivos comuns. Nas cooperativas, porém, ainda persistem barreiras invisíveis: planejamento isolado, baixa transparência e confiança parcial.

Caminhos para a Maturidade

As oportunidades são claras. As cooperativas já dispõem de fatores-chave — proximidade entre agentes, objetivos compartilhados e cultura de ajuda mútua. O primeiro passo prático é mapear parceiros e identificar sinergias.

Integração de Recursos Humanos e Inovação: unir talentos internos e externos em projetos de co-criação.

Participação em Feiras e Eventos: compartilhar investimentos com associados para ampliar a visibilidade.

Governança Inclusiva: criar conselhos mistos, com voz igualitária para todos os elos da cadeia.

Do Tradicional ao Estratégico

A verdadeira diferença entre uma cooperativa tradicional e um ecossistema maduro reside na profundidade das relações e no grau de integração estratégica. Cooperativas que atravessarem esse limiar estarão não apenas sobrevivendo, mas liderando um novo ciclo de prosperidade coletiva.

 

Helio Mendes: Palestrante, consultor empresarial e político. Autor de Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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O MUNDO POLÍTICO ADOECEU

PERDER O MERCADO NORTE-AMERICANO SERÁ UMA TRAGÉDIA

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É público e notório que o mercado dos EUA é amplo e de alto poder aquisitivo.

Objeto de desejo de qualquer empreendimento produtivo, conquistar o exigente mercado dos EUA é um desafio que requer longo prazo, envolvendo qualidade, produtividade e capacidade negociadora. Perder esse mercado é uma tragédia, de difícil recuperação. Substituí-lo não será tarefa fácil, nem rápida.

Esse é o desastroso cenário que perigosamente se aproxima do radar da indústria nacional, com a imposição, a partir de 1º de agosto próximo pelo governo dos EUA, de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros.

A estratégia do governo brasileiro tem sido debater com o setor privado brasileiro argumentos de convencimento ao governo dos EUA e, por encontrar dificuldades em acessar o governo dos EUA, estimular o empresariado nacional a se articular com a contraparte norte-americana para pressionar o recuo do governo dos EUA.

Reconheçamos que a estratégia de transferir para o setor privado norte-americano a responsabilidade de negociar com o governo dos EUA não foi sua escolha, mas é o que restou ao governo brasileiro. Ao mesmo tempo, surpreende e assusta o empresariado nacional a total ausência de negociações entre os dois governos, há 10 dias da vigência de tarifas com poder de desestruturar a economia brasileira. Somente o mercado a ser perdido pelo agronegócio brasileiro representa US$ 6 bilhões ou 48% das exportações nacionais do agro.

Enquanto isso, houve um acordo de redução de tarifas para 19% entre EUA e Philipinas, outros países negociam ajustes nas tarifas com os EUA e a Casa Branca informou que, em breve, haverá um encontro entre os presidentes dos EUA e da China para negociar acordo bilateral. Há intensa movimentação nas negociações com o governo norte-americano.

O cenário é de extrema gravidade para a nossa economia, incompatível com o ritmo até agora utilizado pelo governo brasileiro.

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O MUNDO POLÍTICO ADOECEU

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O mundo político adoeceu. Mas o mais grave é que estamos adoecendo com ele.

Vivemos um tempo em que a política deixou de ser um meio para o bem comum e se transformou em um campo de batalha para o ego ferido das pessoas.

O debate público já não gira em torno de soluções. Gira em torno de vingança, de revanche, de humilhação. A disputa se tornou emocional, passional, quase tribal.

Não há mais adversários. Só inimigos. Não há mais diálogo. Só gritos. Não há mais nação. Só torcidas.

De um lado, os que tiveram um presidente preso por acusações de corrupção. Do outro, os que agora assistem o algemamento e à possível prisão de outro presidente acusado por tentativas de golpe de estado.

Ambos os lados clamam por justiça.

Mas, na verdade, o que querem não é justiça. É apenas que o outro também sofra. Não querem reparação. Querem vingança. E vingança não cura. Apenas perpetua a doença.

Na verdade, os verdadeiros presos somos nós que estamos nos envolvendo em ciclos de ódio.

Este texto não é um tribunal. Não cabe aqui julgar quem é culpado ou inocente. A questão maior é: por que estamos odiando tanto?

Por que estamos transformando nossas frustrações pessoais em combustível para guerras políticas que, no fundo, não nos pertencem?

Perdemos a referência do que é essencial. Substituímos valores por narrativas. Trocamos o amor ao próximo pela idolatria a figuras públicas. Nos tornamos apóstolos de políticos, e não de ideias e de Jesus Cristo. E o pior, esquecemos que todos nós, de direita, centro ou esquerda, somos passageiros nessa vida.

Do outro lado da existência, não seremos cobrados por qual partido optamos. Seremos questionados pelo quanto amamos, pelo quanto fomos justos, pelo quanto construímos ou destruímos.

O mundo está carente e precisando de Deus; com urgência!

Não de um “deus” político, seletivo, que justifica nossos ódios. Mas de um Deus que nos lembre que não há evolução possível sem humildade, empatia, amor e perdão.

É hora de se curar!

A cura da política começa com a cura das pessoas. E a cura das pessoas começa com a reconexão com algo maior que nós mesmos.

Estamos tentando vencer as batalhas erradas. A verdadeira vitória está em silenciar o ódio e lembrar que, no fim, só a  família, os amigos, a solidariedade e o amor, ficarão no alto do podium.

Deste mundo, nada levaremos.

Política, bens materiais, vaidades, corpo bonito. Cargos, bundas e peitos empinados, não nos acompanharão além-túmulo.

Tudo isso e muito mais, irão virar “restos”, assim como copos usados e vazios, farelos de comida, papéis amassados, contas pagas ou penduradas, ou mesmo conversas jogadas fora que, muitas vezes, deixamos na mesa dos bar.

Tudo irá para o lixo!

 

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ORGASMO POLÍTICO

O USO POLÍTICO DO TARIFAÇO

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Um olhar um pouco mais atento aos desdobramentos do tarifaço imposto ao Brasil pelos EUA revela seu indiscriminado uso político pelo Brasil.


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evela, também, as duas principais motivações para a decisão norte-americana.

A primeira é o indiscutível protecionismo comercial do Brasil.

Há décadas o Brasil se declara em desenvolvimento para aplicar barreiras alfandegárias e medidas tarifárias de proteção à indústria, especialmente para os setores automotivo, autopeças, eletrônicos, químicos e têxteis.

A segunda e mais incisiva motivação é a insistente articulação brasileira para destituir o dólar americano do papel de reserva internacional.

Negociado e incluído no acordo de Bretton Woods, o dólar americano tem o papel de reserva internacional desde 1944, no final da Segunda Guerra Mundial, a partir de quando os EUA financiaram a recuperação econômica do ocidente. Alterar esse acordo e desdolarizar o comércio internacional, excluindo os EUA das negociações, é declaração de guerra aos EUA.

Por ingenuidade, ignorância, ou por incapacidade de avaliar corretamente a dimensão das forças envolvidas no processo, o Brasil vem constantemente se utilizando da visibilidade que as reuniões do grupo BRICS lhe oferece para propor a desdolarização do comércio internacional. Nenhum outro membro do grupo BRICS tem se manifestado sobre essa proposta, a não ser o Brasil.

Esse é o real motivo para que o Brasil seja alvo de tarifa diferenciada de 50%, motivo também pelo qual os EUA não têm demonstrado disposição para negociar e, possivelmente, não negociará. Por exemplo, o governo norte-americano ignorou a carta enviada pelo governo brasileiro em maio passado e, após o envio na última semana da carta ao governo brasileiro, o governo norte-americano não aceitou, até hoje, qualquer contato com representante do governo brasileiro.

Por outro lado, tem ocorrido negociações do governo dos EUA com representantes de alguns países, até com redução das tarifas inicialmente propostas. Sem dúvida, e por razões que somente o governo brasileiro pode explicar, a imposição de tarifas ao Brasil difere, em muito, do tarifaço global imposto pelo governo dos EUA.

Entretanto, por aqui, o oportunismo eleitoral tem vendido o tarifaço norte-americano como medida exclusivamente política, levando a uma aposta kamikaze de reciprocidade, com incalculáveis prejuízos para a economia nacional.

Enquanto a declaração de guerra for mantida, o futuro ficará imprevisível.

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