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ORGANIZAÇÕES TOMAM REMÉDIOS VENCIDOS

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Organizações tomam remédios vencidos: Um alerta para o futuro empresarial

A Metáfora dos Remédios Vencidos

No cenário corporativo atual, a velocidade das mudanças exige uma adaptação contínua. No entanto, muitas organizações persistem em modelos de gestão e estruturas que remetem ao século passado. Essa resistência à inovação pode ser comparada, de forma contundente, ao ato de tomar remédios vencidos. Embora a sobrevivência seja possível por um tempo, especialmente quando a concorrência adota práticas igualmente obsoletas, o futuro dessas empresas é incerto e, em muitos casos, fadado ao fracasso. A história empresarial está repleta de exemplos de gigantes que sucumbiram por não se reinventarem.

A Obsolescência das Práticas Tradicionais

As estratégias, antes consideradas duradouras, hoje precisam ser fluídas e adaptáveis. Estruturas verticais e hierárquicas já não atendem às demandas de um mercado dinâmico, que exige agilidade e colaboração. Processos rígidos e centralizados, que engessam a tomada de decisão, precisam dar lugar a abordagens flexíveis e descentralizadas. O estilo gerencial autoritário e o layout de escritórios com divisórias, que isolam equipes e dificultam a comunicação, são resquícios de uma era que não existe mais. A visão única e linear do mercado tornou-se insuficiente; é imperativo reconhecer e atuar em múltiplos cenários simultaneamente.

O Caminho para a Longevidade Empresarial

As empresas que prosperarão no mercado são aquelas que abandonam os ‘remédios vencidos’ e abraçam a inovação. A boa notícia é que ainda há tempo para a transformação. O mercado e os consumidores, com seus feedbacks constantes e suas demandas em evolução, fornecem sinais claros e contínuos sobre a necessidade de repaginação. Ignorar esses sinais é um erro fatal. Curiosamente, essa problemática não se restringe ao setor privado; muitas universidades, que outrora foram baluartes do conhecimento e da vanguarda, também se encontram estagnadas em metodologias e estruturas ultrapassadas.

A Solução: Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa

Diante desse panorama, metodologias como o Planejamento Estratégico Reverso e sua gêmea, a Gestão Reversa, emergem como antídotos eficazes. Essas abordagens oferecem um caminho para a transformação, propondo uma inversão na lógica tradicional de planejamento e gestão. Elas representam um ‘remédio’ que, ao contrário dos obsoletos, não possui data de validade, pois se baseiam na capacidade de constante adaptação e reinvenção.

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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AS EMPRESAS SÃO FÁBRICAS DE DECISÕES

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NEYMAR, O ÚLTIMO ARTISTA

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Por Márcio Macarini

Sou fã do Neymar e de alguns jogadores da NBA. Traduzem os seus esportes como a expressão pura da arte.

 

Faço, assim, uma comparação entre o Futebol e o Basquete. Talvez pudesse ser feita entre diversas modalidades esportivas, no entanto, ambas podem ser jogadas na rua e com um único par de pessoas.

O futebol, ainda mais prático, necessita de quatro pedras a determinar os gols e algo para ser chutado. Precisa de pouco para brincar e desenvolver capacidades e habilidades humanas. Qualquer lugar é lugar para jogar bola. Terrenos ondulados, ruas asfaltadas, quintais, quadras, pastos com todos os seus obstáculos. Daí nascem as artes populares e as expressões da criatividade corporal.

Essas duas modalidades requerem pouco e produzem muito em termos de ampliação de recursos corporais-cognitivos. E são possíveis para todos. Qualquer um pode se arriscar a chutar ou arremessar uma bola. Por isso imagino serem tão populares, por representarem cada um de nós.

É evidente que a cultura pessoal e o envolvimento da rotina diária trazem preferências a outras modalidades e prazeres em praticá-las. Mas tenho a tentação de duvidar se alguém, em condições físicas e cognitivas de fazê-lo, nunca tenha chutado ou arremessado uma bola.

O futebol é algo tão popular quanto a música de raiz de um país. Chutar, arremessar, lançar, pintar e musicar são ações primitivas. Portanto, se faz como uma forma de expressar a natureza humana e o estilo de viver de uma sociedade.

Aqueles que adquirem habilidades jogam, os que não atingiram o nível para ser um jogador, torcem. E o futebol é a modalidade esportiva mais assistida em todo o mundo e é a primeira em audiência em quase todos os países. Especulo que seja pelo simples fato de expressar a nossa capacidade conquistada ou frustrada. Do artista não se cobra os recalques e frustrações pessoais, a ele se aplaude.

Sou fã do Neymar. É o último artistas do futebol que está em atuação.

Diferencio, então, o artista do futebol do atleta futebolista. Desejo que apareçam muitos outros. Mas estão cada vez mais raros.

Neymar é cobrado por não ter Copa do Mundo, mas é evidente o fracasso da geração de atletas e da pobreza artística do futebol brasileiro. Ele está só! E é o único cobrado.

Neymar é criticado por seu lado polêmico e o tentam desvalorizá-lo. Neymar tem magia nos pés como ninguém a tem atualmente. O seu comportamento dentro de campo é discutido pelas tentativas de “ganhar faltas”, um “cai-cai”.

Outros questionam sua vida desregrada fora das linhas. Entretanto, poucas contusões musculares o tiraram de jogo, ainda que as exigências dos seus músculos em suas arrancadas e mudanças de direções não sejam pequenas.

As lesões que o deixaram fora de jogo, basicamente, foram provocadas por marcações agressivas, aquelas que punem e criticam a beleza da arte e seu estilo “provocativo” com a bola diante do adversário. Foram fraturas de longos tratamentos. Quebram-lhe a coluna vertebral, enquanto de costas ao agressor, diante de um simples domínio de bola.

Em suas recuperações ele viveu o que a vida lhe proporcionou e a mídia, por inveja ou por querer a que ele seja exemplo, o criticou. Mas ele é muito mais artista e um pouco menos atleta.

Assim (já adianto que isso não é uma comparação entre jogadores), foi Maradona, foi Garrincha, foi Pelé. Pelé foi o que uniu a arte aos treinamentos, por isso Rei. Futebol corre nas minhas veias! Assisto a todos os jogos que posso. Vi e vejo atletas absurdamente competentes: Lewandowsky, CR7, Lothar Matthaus, Franco Baresi, Gerd Miller, Johan Cruijff, Zico, Rivellino, Franz Beckenbauer, Ademir da Guia… alguns destes com muita arte.

Mas os últimos artistas, os imprevisíveis são: Maradona, Ronaldinho Gaúcho, Fenômeno, Falcão (Rei do Futsal), PH Ganso, Messi e Neymar. Os outros precisam de muito treino para cumprir suas funções. Eles, os artistas, são os que nasceram prontos para nos encantar.

Por isso, sou fã do Último Artista, o Neymar.

Márcio Macarini

ORGASMO POLÍTICO

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Imagem Pixabay.

Estranho seria se a situação não comemorasse o “algemamento” de uma das pernas de um ex-presidente. Mais estranho ainda seria se a situação, em seu tempo, não tivesse festejado a prisão de outro ex-presidente.

Sim, é isso que chamam de orgasmo político: o prazer em ver o inimigo cair, em rir da desgraça alheia, como se isso resolvesse os problemas reais do povo.

Enquanto isso…

    •  Falta comida na mesa.
    •  Famílias se desestruturam;
    •  Filhos espancam pais;
    •  Pais espancam filhos;
    •  Mulheres e maridos se espancam;
    • O desemprego ainda assola milhões;
    • O mundo vive em guerra – literal e espiritual e a humanidade segue cada vez mais distante de Deus, o Criador.

Independente de um ou de outro, lembremos das promessas de campanha políticas, de quem quer que seja, “ilustradas” pelos senhores do marketing e divulgadas exaustivamente pelos gênios espertos das redes sociais. Vale perguntar:

    • Como anda a política para reconstrução das famílias?
    • Onde estão as soluções para dignidade aos mais necessitados?
    • Onde estão os hospitais públicos equipados, com o mínimo necessário para atender o cidadão?
    • Cadê o salário digno, o respeito às crianças e aos idosos, o cuidado com o cidadão comum e o fim da prática do roubo e desvios do erário público
    • Por onde caminha a decência?

Parece que os gatos comeram!

Em episódios como o de hoje, onde a imprensa trava um guerra por divulgar matérias, umas mais sensacionalistas que as outras, o que vale é o egoísmo escrito. O que conta é a individualidade.

Mas o que se comemora, afinal de contas, é a queda de um ou do outro. Foi sempre assim!

A cada episódio político, cães de raça e até vira-latas, comemoram o fato virando copos nas mesas de bar. Como se isso fosse vitória. Como se isso fosse justiça.

Não importa quem seja. O ser humano virou alvo. E o “prazer político” substituiu o senso de compaixão.

Não é justiça.
É vingança travestida de moral!

A FRIEZA DOS NÚMEROS: POR QUE A ECONOMIA FALA MAIS ALTO QUE IDEOLOGIAS

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Por: Pérsio Isaac

Em um mundo onde discursos inflamados e ideologias nacionalistas parecem disputar cada centímetro quadrado do noticiário, há uma força silenciosa e implacável que move as engrenagens da geopolítica: a economia.

E quando falamos em economia, o gigante indiscutível é, sem sombra de dúvida, os Estados Unidos. Enquanto muitos se perdem em bravatas e malabarismos retóricos, os números falam por si, com uma frieza que desarma qualquer arroubo nacionalista.

Pense nisto: o Produto Interno Bruto (PIB) americano orbita a estratosférica marca de 29.17 trilhões de dólares. Para colocar em perspectiva, a segunda maior economia do mundo, a China (18.80 trilhões de dólares), está significativamente abaixo desse valor. Agora, adicione a isso o fato de que os EUA importam o equivalente a 14% a 15% do seu PIB anualmente. Isso significa aproximadamente 14% do comércio mundial, 3.5 trilhões de dólares.

Para termos uma idéia da magnitude dessa força econômica, a cada ano, eles compram do mundo o equivalente a um pouco mais do PIB inteiro da França (3.16 trilhões de dólares). Sim, uma França por ano.

Diante de tal magnitude, qualquer tentativa de enfrentar essa locomotiva econômica com meros “instrumentos circenses” – leia-se, discursos vazios e posturas desafiadoras – se mostra, no mínimo, ingênua.

Países como o Brasil, que, para se ter uma ideia, exportam para os EUA cerca de 41 bilhões de dólares por ano, o que representa apenas 1,17% das importações americanas, compreendem a complexidade dessa relação. Não é uma questão de submissão, mas de pragmatismo.

A verdade é que a força econômica dos Estados Unidos transcende governos, ideologias e até mesmo presidentes. É um sistema robusto, com um mercado consumidor gigantesco e uma capacidade de inovação sem paralelos. Essa resiliência econômica permite que os EUA mantenham sua influência global, ditando, em grande parte, o ritmo do comércio internacional e as regras do jogo geopolítico.

Bravatas e discursos nacionalistas podem inflamar plateias e preencher manchetes, mas são os números frios da balança comercial e a escala de consumo que realmente comandam as decisões.

A geopolítica, no fundo, é um jogo de interesses onde o poderio econômico e militar dos Estados Unidos é uma carta praticamente imbatível. E, por mais que se tente ignorar, a realidade é que não há como enfrentar um gigante desses.

A economia, com sua lógica implacável, é o maestro que rege a orquestra global, e os EUA, com sua imponência financeira, são o primeiro violino.

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OS ALIMENTOS SÃO REMÉDIOS. E O INTESTINO SABE RECONHECER ISSO.

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ARTIGO

Por: Sandra Lohmann

A relação entre alimentação e saúde intestinal é uma das áreas mais estudadas na ciência da nutrição atual. O intestino, além de ser responsável pela digestão e absorção dos nutrientes, atua como um centro de comunicação com o sistema imune, o sistema nervoso e o metabolismo como um todo. Seu funcionamento depende diretamente da qualidade da dieta.

Estudos recentes mostram que padrões alimentares ricos em fibras, compostos fenólicos e prebióticos modulam positivamente a microbiota intestinal, com impactos diretos na integridade da barreira intestinal e na resposta inflamatória do organismo.

Um estudo publicado na Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology (Valdes et al., 2018) concluiu que dietas ricas em vegetais, frutas, grãos integrais e leguminosas aumentam a diversidade microbiana e reduzem marcadores inflamatórios — fatores fundamentais na prevenção de doenças como síndrome metabólica, doenças inflamatórias intestinais e até distúrbios neuropsiquiátricos.

Alimentos que modulam positivamente a saúde intestinal:

Aveia: rica em betaglucanas, favorecem a imunidade, produção de ácidos graxos de cadeia curta e ainda atuam para o controle do diabetes e colesterol.

Banana verde: fonte de amido resistente, um potente prebiótico, que serve de alimento para as bactérias intestinais.

Iogurte natural e kefir: contêm probióticos vivos que auxiliam na recomposição da microbiota.

Chucrute e kombucha: fermentados naturais que contribuem com cepas bacterianas benéficas.

Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico): alto teor de fibras e compostos bioativos.

Vegetais folhosos e crucíferos (couve, brócolis, rúcula): fontes de sulforafano e fibras insolúveis.

Receita Funcional: Mingau

Ingredientes:

– 250 ml de leite vegetal (preferir de amêndoas) ou água de coco natural

1 banana ainda meio verde

3 colheres de sopa de farelo de aveia

Canela em pó a gosto

Opcional: castanhas trituradas e sementes de linhaça triturada

Modo de preparo:

Em uma panela, aqueça o leite vegetal (ou a água de coco) com o farelo de aveia até formar um mingau cremoso. Mexa constantemente. Adicione a banana picada e a canela. Mexa mais um pouco e desligue. Sirva com os acompanhamentos opcionais, se desejar.

Essa receita fornece fibras especiais e prebióticos uma combinação que atua na modulação da microbiota e na regeneração da mucosa intestinal.

A alimentação é uma via terapêutica real. Os alimentos são compostos bioativos capazes de sinalizar ao intestino se o ambiente é favorável à saúde ou à inflamação. E o intestino, com sua incrível inteligência biológica, reconhece isso.

Fonte do artigo citado: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6000740

 

Sandra Lohmann

Dra. Sandra Lohmann é Nutricionista Funcional e Integrativa

Contato: (61) 99206.0523 | Instagram @nutrisandralohmann

 

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AS EMPRESAS SÃO FÁBRICAS DE DECISÕES

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 As empresas não produzem apenas produtos ou serviços: produzem decisões. Essa ideia, formulada por Peter Drucker, “pai da Administração Moderna”, ganha cada vez mais relevância num mundo marcado por mudanças rápidas e incertezas crescentes.

A Visão de Peter Drucker

Peter Drucker afirmava que as organizações são “fábricas de decisões”. Segundo ele, o real produto de uma empresa não é tangível, mas sim o conjunto de decisões que orientam sua atuação no mercado.

Decisões como Fator Estratégico

Decisões bem fundamentadas são determinantes para o sucesso empresarial. Elas influenciam:

    • Lançamento de produtos: quais inovações desenvolver com base em demandas reais.
    • Expansão geográfica: escolha de locais para novas fábricas ou escritórios.
    • Alocação de recursos: definição de prioridades de investimento e orçamento.

Orientação para o Mercado

Drucker defendia que as empresas devem ser guiadas pelas necessidades do mercado e não apenas pela capacidade produtiva. No Brasil, muitas organizações ainda focam excessivamente na produção em vez de entender seu público-alvo e a dinâmica competitiva.

Desafios na Tomada de Decisão

Num cenário de volatilidade, tomar decisões sem dados sólidos aumenta o risco de erros. Para aprimorar esse processo, é fundamental:

    1. Coleta de informações precisas.
    2. Análise de indicadores de mercado.
    3. Revisão contínua das premissas.

Considerações Finais

Reforçar a ideia de que empresas são, antes de tudo, fábricas de decisões ajuda a direcionar esforços para:

    • Aprimorar processos de governança.
    • Desenvolver uma cultura orientada ao mercado.
    • Reduzir incertezas por meio de decisões baseadas em evidências.

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político; autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa; conselheiro certificado pelo IBGC; ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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SISTEMAS ABERTOS E FECHADOS: Qual é o Modelo da Sua Empresa?

DOMINGO DE LUZ TÍMIDA E A DESILUSÃO POLÍTICA

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Imagem Pixabay

Domingo de Luz Tímida e a Desilusão Política

Domingo. Na minha amada aldeia, o céu se veste de um cinza-claro, um véu razoavelmente nublado que tenta, sem sucesso, conter a promessa do dia.

Os raios de sol, esses teimosos mensageiros da esperança, começam a perfurar a cortina de nuvens, desenhando fios dourados sobre a paisagem ainda sonolenta. Seu calor, a princípio um mero sussurro, logo se expandirá em abraço. E eu, nesse limiar entre a sombra e a luz, sinto o peso de um país desencantado, um cansaço de segredos e mentiras que parecem emanar das mais altas esferas.

Há um acumulo, uma poeira de omissões e distorções que se sedimentou na alma de uma sociedade ao longo do tempo. E hoje, sob a leve melancolia deste domingo, essa carga vai se tornando cada vez mais insuportável. Talvez seja o sol tímido que nos convida à transparência, ou o silêncio da manhã que amplifica os ecos da consciência. De qualquer forma, a urgência de desatar esses nós é premente.

Meus sonhos, por sua vez, permanecem. Apesar do desencanto, da vivência e do desgaste natural do tempo, eles se recusam a envelhecer. Lutam bravamente contra o calendário, contra as rugas das desilusões que se instalam no rosto da esperança e, por vezes, na alma. São como jovens indomáveis, cheios de uma energia que exige renovação, que propõe novos horizontes. E nessa persistência, encontro uma força para purgar o que nos pesa.

Os fracassos desse País, esses fantasmas que insistem em rondar a memória, vêm à tona. Cada tropeço, cada porta que se fechou, cada “não” que ecoou, poderia ser um fardo a carregar. Mas a escolha, hoje, é outra. É a de transformá-los, um a um, em fontes de inspiração. Não como cicatrizes de vergonha, mas como mapas de aprendizado, bússolas que apontam para onde não se deve ir novamente, ou onde precisamos tentar de uma nova maneira.

A política é como a vida: um eterno processo de lapidação, e cada erro é uma martelada que, embora dolorosa, molda um eu mais resiliente, uma escolha mais primorosa. É alarmante ver como a imoralidade de homens públicos se tornou um comportamento normal e aceitável, e como a sociedade, em muitos casos, se transformou em meros torcedores da insensatez política, aplaudindo ou vaiando lados, sem questionar a ética ou a decência.

E então, o pensamento me leva à decência, à ética, à liberdade de expressão e à moralidade. Esses valores deveriam ser em nossa mente como a leveza de um pássaro, livre e desimpedido. Não podem, não devem, ser presos em gaiolas sem sentido. Gaiolas de expectativas irrealistas, de posse, de medo, de convenções. A liberdade tem que respirar na vastidão do céu, na liberdade de ir e vir, nas opiniões, na confiança que se deposita nas asas que se elevam. Prendê-la é condená-la à morte por asfixia, a uma existência triste e sem propósito. Ela só floresce na leveza, na espontaneidade e na verdade.

Este domingo, que se anuncia entre nuvens e raios dourados, parece ser um convite à alforria. À alforria das mentiras que sufocam, dos fracassos que paralisam e da cegueira que nos impede de enxergar a responsabilidade coletiva. É um dia para respirar fundo, deixar o sol aquecer a pele e a alma, e permitir que a verdade se desdobre, simples e libertadora.

Como você percebe o papel da sociedade nesse cenário de desencanto político?

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O GRITO NO SILÊNCIO

O GRITO NO SILÊNCIO

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O Grito no Silêncio.

A vida de Stavros Spyrou Niarchos foi uma orquestra regida pelo que muitos consideravam uma antítese: o silêncio. Enquanto outros titãs da navegação e dos negócios bradavam seus feitos, Niarchos tecia seu império em sussurros, em acordos selados com o aperto de mãos firme e um olhar que valia mil palavras. Para ele, a discrição não era apenas uma preferência, era uma estratégia, um escudo, e talvez, sua maior arma.

Nascido em 1909, em uma Grécia que ainda se recuperava dos ecos de impérios e buscava sua voz no século XX, Niarchos aprendeu cedo o valor da observação e da paciência. Não era de discursos inflamados nem de aparições grandiosas. Enquanto seu grande rival, Aristóteles Onassis, desfilava com estrelas de cinema e protagonizava manchetes, Niarchos construía navios. Muitos navios. E cada quilha lançada ao mar era um grito silencioso de progresso, de visão, de poder.

Seus movimentos no tabuleiro global eram calculados, quase invisíveis aos olhos desatentos. Enquanto a mídia buscava o espetáculo, ele buscava as oportunidades. Comprava em baixa, vendia em alta, diversificava seus investimentos em áreas que poucos ousavam, como refinarias e estaleiros. E tudo isso, na maioria das vezes, sem que a imprensa sequer soubesse de sua movimentação. O silêncio era seu manto, a névoa que o envolvia e o protegia de curiosos e concorrentes.

Conta-se que Niarchos apreciava a solitude. Não para se isolar do mundo, mas para melhor observá-lo. Em seus suntuosos iates ou em suas propriedades espalhadas pelo mundo, ele não buscava o frenesi das badalações. Preferia a companhia dos números, dos mapas marítimos, das projeções de mercado. Nesses momentos de aparente reclusão, era como se o silêncio ao seu redor se condensasse, permitindo que as ideias mais audaciosas e os planos mais intrincados pudessem surgir.

Contudo, não confunda silêncio com passividade. O silêncio de Niarchos era um grito de intenção. Era a calma antes da tempestade em um mercado volátil, a quietude de um predador antes do bote certeiro. Quando ele falava, suas palavras tinham peso, pois eram raras e carregadas de propósito. Ele não precisava de aplausos para validar suas decisões; a validação vinha dos resultados, dos lucros que se acumulavam e do legado que se consolidava.

Sua vida pessoal, muitas vezes complexa e marcada por tragédias e casamentos com figuras notáveis, também era tratada com a mesma reticência. Enquanto o mundo fervilhava com especulações, Niarchos optava por se resguardar, protegendo seu mundo privado com a mesma intensidade com que protegia seus negócios.

Ao falecer em 1996, Stavros Spyrou Niarchos deixou um império colossal e uma reputação que transcendia as fofocas e os holofotes. Sua história é um lembrete de que nem sempre a voz mais alta é a mais influente.

Às vezes, o maior poder reside na capacidade de agir com discrição, de planejar em segredo e de deixar que o sucesso, por si só, ecoe como o mais retumbante dos gritos no silêncio.

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6 CURIOSIDADES SOBRE NIKOLA TESLA, O GÊNIO INJUSTIÇADO DA ELETRICIDADE

OS 10 CARROS QUE MENOS DESVALORIZAM NO BRASIL EM 2025

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Honda City é único hatch compacto no ranking — Foto: Murilo Góes/Autoesporte

O Superguia Qual Comprar 2025, de Autoesporte, avaliou mais de 180 carros de forma inédita. Além de preços, custo de manutenção, seguro, garantia e equipamentos, avaliamos ainda o índice de desvalorização dos veículos, segmentados em 20 categorias.

Embora não seja critério decisivo, saber o índice de desvalorização de um automóvel pode ser fator relevante na hora da compra.

Pensando nisso, revelamos quais modelos se destacam positivamente pela desvalorização, com base nos dados da Tabela Fipe usados na edição 2025 do Qual Comprar. Confira a lista abaixo e descubra se aquele carro que você namora já faz um tempo também é bom de revenda.

Jeep Renegade está entre os SUVs mais potentes do Brasil e tem desvalorização estimada em menos de 4,5% — Foto: Cauê Lira/Autoesporte
Jeep Renegade está entre os SUVs mais potentes do Brasil e tem desvalorização estimada em menos de 4,5% — Foto: Cauê Lira/Autoesporte

Nosso ranking traz modelos de oito fabricantes diferentes e de carrocerias distintas. O carro mais barato da lista parte de R$ 92.990. Já o mais caro tem preço sugerido de R$ 599.990. Vamos lá!

Veja os 10 carros que menos desvalorizam no Brasil em 2025:

10°) VolkswagenT-cross 200 TSI: R$ 154.990 (5,10%)

SUV mais vendido do Brasil, o Volkswagen T-Cross abre o ranking ocupando a décima posição, já que tem índice de desvalorização de 5,10%. Nosso superguia sugere a compra da versão intermediária, 200 TSI, que custa R$ 154.990, e oferece motor 1.0 turbo de até 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque.

9°) AudiQ6 e-tron Performance Quattro: R$ 559.990 (4,99%)

Com preços que chegam perto dos R$ 600 mil, o Audi Q6 e-tron vem equipado com motor elétrico que rende 387 cv e baterias de 100 kWh que geram autonomia de 411 km. Segundo a fabricante, o SUV — eleito o Carro do Ano Superpremium 2025 de Autoesporte — cumpre o 0 a 100 km/h em 5,9 segundos.

Mesmo com cesta de peças e plano de revisões mais caros da categoria, sua desvalorização é de apenas 4,99%. Além disso, desde a versão de entrada, Performance Quattro, o SUV vem equipado com itens como controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, conversão em marcha a ré e abertura das portas e câmera 360 graus.

8°) JeepWrangler Rubicon: R$ 499.990 (4,95%)

Jeep Wrangler Rubicon custa quase R$ 500 mil, mas só desvaloriza 4,95% — Foto: Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Jeep Wrangler Rubicon custa quase R$ 500 mil, mas só desvaloriza 4,95% — Foto: Júlia Maria Toledo/Autoesporte

Disponível em versão única, Rubicon, e custando quase meio milhão de reais (R$ 499.990), o jipão com pegada completamente off-road tem índice de desvalorização de apenas 4,95%. Seu motor é o Hurricane 2.0 que desenvolve até 272 cv e 40,8 kgfm.

Sua proposta também é reforçada pela tração 4×4 com opção de reduzida e bloqueios dos diferenciais dianteiro e traseiro, além da barra estabilizadora na dianteira, que pode ser desconectada. Para completar, o valor para a cesta de peças é de quase R$ 35 mil e as apólices de seguro beiram os R$ 10 mil.

7°) CitroënBasalt Shine Turbo: R$ 115.590 (4,73%)

https://youtu.be/1Y_QbLAHEeM

O Citroën Basalt parte de R$ 93.990 e chega a custar R$ 115.590 na versão topo de linha, Shine Turbo, sugerida para compra em nosso Superguia. Esta, por sua vez, oferece motor 1.0 turbo de três cilindros de até 130 cv e 20,4 kgfm, aliado ao câmbio do tipo CVT.

Além do preço acessível, seu índice de desvalorização, de 4,73%, é mais um predicado para posicionar o modelo contra os rivais na competitiva categoria dos utilitários esportivos de entrada.

6°) Jeep Renegade Altitude: R$ 142.990 (4,37%)

Há dez anos no mercado nacional e já com a promessa de nova geração a caminho, o Jeep Renegade foi um dos responsáveis pela popularização dos SUVs no Brasil. No entanto, perdeu a liderança da categoria em 2020, quando começou a ficar para trás dos concorrentes. Apesar disso, sua desvalorização de apenas 4,37% é um ponto positivo para quem pensa em ter um exemplar do segmento na garagem.

O motor é o 1.3 turbo de 176 cv, com preços que variam entre R$ 118.290 e R$ 185.990. No Qual Comprar 2025 sugerimos a versãoAltitude, que custa R$ 143 mil e, entre os itens de série, oferece seis airbags, ar-condicionado de duas zonas, bloqueio eletrônico do diferencial dianteiro e faróis de LED.

5°) HondaCity Hatch EX: R$ 132.600 (4,24%)

Honda City hatch tem uma das cestas de peças mais caras de seu segmento, mas desvalorização é a quinta mais baixa — Foto: Murilo Góes/Autoesporte
Honda City hatch tem uma das cestas de peças mais caras de seu segmento, mas desvalorização é a quinta mais baixa — Foto: Murilo Góes/Autoesporte

O Honda City em sua carroceria hatch apresenta índice de desvalorização de 4,24%no ato da revenda. Isso ajuda a balancear o preço salgado comparado com os rivais, que começa em R$ 117.500 e vai até R$ 148.200, além das revisões e cesta de peças (esta última, uma das mais caras de seu segmento).

Além da baixa desvalorização, outros pontos positivos do modelo estão no pós-venda e na reputação da marca japonesa no mercado brasileiro. Isso além do conjunto mecânico, formado por um motor 1.5 aspirado com injeção direta de 126 cv e 15,8 kgfm aliado a um câmbio CVT que simula sete marchas.

4°) Honda City Sedan EXL: R$ 140.800 (4,20%)

Com a mesma motorização do hatchback, o Honda City Sedan tem os mesmos predicados do irmão, mas sua desvalorização é ainda mais baixa: com índice de 4,20%. Diferentemente do compacto, sua cesta de peças está entre as três mais baratas de sua categoria, cada vez mais enxuta. O grande destaque do modelo é o porta-malas, com capacidade para 519 litros.

3°) Mercedes-BenzEQA 250 AMG Line: R$ 399.900 (4,18%)

Mercedes-Benz EQA é o SUV elétrico mais barato da marca alemã à venda no Brasil e único modelo zero emissões do ranking — Foto: Divulgação

Mercedes-Benz EQA é o SUV elétrico mais barato da marca alemã à venda no Brasil e único modelo zero emissões do ranking — Foto: Divulgação

Por fim, apesar da cesta de peças beirar os R$ 60 mil, seu pacote de revisões custa menos de R$ 5 mil, já que as três primeiras são gratuitas.

2°) BMWX1 sDrive20i GP: R$ 319.950 (4,11%)

Carro mais vendido da marca do Brasil em 2025 (com 2.412 licenciamentos até junho), o BMW X1 também foi o campeão de sua categoria no Qual Comprar 2025. Para completar, o SUV tem o segundo menor índice de desvalorização do país: 4,11%.

Outros adjetivos tornam o modelo uma boa compra, como o preço competitivo para um veículo de sua categoria — de R$ 319.950 a R$ 382.950 — e a cesta de peças mais em conta entre os concorrentes de outras marcas de luxo (de R$ 56.029).

Sob o capô está o motor 2.0 turbo de 204 cv de potência e 30,5 kgfm de torque, que desde o ano passado foi disponibilizado para a versão de entrada. O câmbio é automatizado de dupla embreagem e sete marchas, com tração dianteira. Segundo a fabricante, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos e a velocidade máxima é de 236 km/h.

1°) ChevroletTracker LTZ: R$ 169.490 (3,73%)

linha 2026 do modelo, com alguns retoques, já está na área. E se seguir o feito do predecessor estará muito bem na fita. Isso porque o Chevrolet Tracker é o veículo que menos desvaloriza no Brasil em 2025. Com índice de apenas 3,73%, o SUV compacto oferece motor 1.0 turbo ou 1.2 turbo, dependendo da versão.

Na primeira opção, são 116 cv e 16,8 kgfm, com câmbio automático ou manual de seis marchas. Já o segundo conjunto, oferecido nas configurações RS e Premier, desenvolve até 141 cv e 22,9 kgfm e oferece apenas transmissão automática, também de seis marchas.

https://autoesporte.globo.com/servicos/seu-bolso/noticia/2025/07/carros-menor-desvalorizacao-brasil-2025.ghtml

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CANTO DAS CIGARRAS: ENTENDA A RELAÇÃO DO SOM EMITIDO PELO INSETO E O INÍCIO DO PERÍODO CHUVOSO

GASTRONOMIA: CACHORRO-QUENTE EM DOBRO

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Dog do Geléia tem promoção com cachorro-quente em dobro

Oferta exclusiva é válida às quartas-feiras na unidade de Águas Claras

A recém-inaugurada loja Dog do Geléia, na Praça da Estação Arniqueiras, em Águas Claras, lança uma promoção exclusiva: todas as quartas-feiras, na compra de um hot dog simples no molho, com uma salsicha, ganhe outro na faixa.

Com uma proposta urbana e ambiente descontraído, o Dog do Geléia aposta em receitas criativas, ingredientes frescos e preços acessíveis. Um dos maiores atrativos é o “Especial do Geléia”, que leva pão, salsicha, molho de tomate fresco, queijo muçarela, milho e batata palha. O sanduíche é vendido por R$ 17 na versão individual e R$ 20 no combo com refrigerante.

“A proposta do Dog do Geléia é oferecer uma experiência rápida, saborosa e acessível, com o mesmo padrão de qualidade que sempre foi o nosso compromisso”, destaca o empresário Alexandre Santos, popularmente conhecido como Geléia.. “Acreditamos que o cachorro-quente é um clássico democrático e querido por todos. Nosso objetivo é mostrar que, com bons ingredientes e criatividade, ele pode ir muito além do básico”, completa.

Horário de funcionamento: das 17h às 23h

Divulgação: Prezz Comunicação | Assessoria de Imprensa

Publicação: REVISTA DIÁRIA

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A PREFERÊNCIA DOS BRASILIENSES POR RESTAURANTES CASUAIS